6 JAN | EPIFANIA DO SENHOR – DIA DE REIS
A Epifania do Senhor celebra a manifestação de Jesus Cristo ao mundo. No mistério do Menino nascido em Belém, Deus dá-Se a conhecer não apenas ao povo de Israel, mas a todas as nações, representadas na figura dos Magos vindos do Oriente. É a revelação universal do Salvador, Luz para todos os povos.
O Evangelho segundo São Mateus fala apenas de “magos” que, guiados por uma estrela, chegam a Jerusalém à procura do recém-nascido “Rei dos Judeus”. A Sagrada Escritura não os chama reis, nem indica o seu número, mas a tradição cristã, apoiada nos três dons oferecidos — ouro, incenso e mirra — fixou-os como sendo três, atribuindo-lhes os nomes de Melchior, Gaspar e Baltazar.
Estes Magos eram homens sábios, provavelmente estudiosos dos astros, atentos aos sinais do céu e abertos à verdade. Ao verem a estrela, puseram-se a caminho, iniciando uma peregrinação de fé que os conduziu até Cristo. A sua busca levou-os primeiro ao palácio de Herodes, que, temendo perder o poder, ocultou intenções homicidas sob falsas palavras de devoção.
Retomando o caminho, a estrela voltou a guiá-los até ao lugar onde estava o Menino com Maria, Sua Mãe. Ali, prostraram-se em adoração e ofereceram-Lhe os seus dons. O ouro reconhece a realeza de Cristo; o incenso proclama a Sua divindade; e a mirra antecipa o mistério da Sua humanidade sofredora e redentora.
Advertidos em sonhos para não regressarem a Herodes, os Magos voltaram à sua terra por outro caminho, sinal de que o verdadeiro encontro com Cristo transforma a vida e muda a direcção do coração.
A tradição cristã viu nos Magos a imagem da humanidade inteira chamada à salvação: povos diferentes, idades diferentes, caminhos distintos, todos unidos na mesma adoração ao verdadeiro Rei. Assim se cumpre a Escritura: “Os reis de toda a terra hão-de adorá-Lo” (Sl 71, 11).
A celebração da Epifania no dia 6 de Janeiro recorda o tempo da longa viagem dos Magos e a perseverança da sua fé. Em alguns países, a festa é celebrada no domingo mais próximo, mas o seu significado permanece o mesmo: Cristo manifesta-Se como Senhor de todos.
Que, à semelhança dos Magos, saibamos também nós seguir a estrela, reconhecer Cristo e oferecer-Lhe o melhor de nós próprios.

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