sábado, 30 de maio de 2026

 Militia Sanctae Mariae Portugal | Carlos Aguiar Gomes

" No próximo dia 1 de junho celebramos o Dia Mundial da Criança, uma data que nos convida a refletir sobre a Dignidade, os Direitos e o Bem-Estar de todas as Crianças.
A propósito desta efeméride, partilho a mensagem preparada pelo Institut International Familiaris Consortio IIFC/IFCI, que ainda sirvo, que nos recorda a importância de Proteger, Acompanhar e Valorizar as novas Gerações, verdadeiro Sinal de Esperança para o Futuro. Convido-vos à sua leitura e divulgação. "

<< Cada criança é um hoje, projeto de um futuro que queremos mais justo, solidário e amoroso. Está nas nossas mãos tornar viável tal futuro para cada criança, hoje. Sim, é neste hoje que se preparam as crianças para amanhãs que são já amanhã.
O cenário nacional e mundial está muito negro para as nossas crianças. São cada vez menos. Todos os anos nascem menos crianças, que cada vez mais são filhos únicos.
Cada dia que passa traz-nos ao conhecimento casos de mais crianças vítimas da fome imoral numa sociedade da abundância.
Cada dia que passa chegam-nos notícias de crianças vítimas de guerras absurdas de adultos sem escrúpulos e ávidos de riquezas.
Cada dia tomamos conhecimento de vis explorações de crianças perante o nosso olhar intencionalmente distraído.
Cada dia que passa mais sabemos de milhares de crianças abandonadas e exploradas por uma sociedade corrupta e corruptora, sem escrúpulos.
Todos os dias somos confrontados com atentados graves contra a dignidade das crianças, seres humanos em construção.
Muitas crianças, mas mesmo muitas, são objeto de posse de pais egoístas e inconscientes dos seus deveres no exercício de uma paternidade e maternidade amorosamente conscientes e responsáveis.
Uma criança não é um brinquedo para satisfação de um capricho pessoal.
Uma criança é sempre um dom que temos a obrigação de acolher e proteger amorosamente. É um ser humano com direitos e que temos de preparar para cumprir os seus deveres quando chegar o momento de os exercer, numa sociedade que queremos com paz, amor e justiça.
Uma criança... é o futuro. Que futuro queremos, afinal?
Neste DIA MUNDIAL DA CRIANÇA, este será um momento privilegiado para trabalharmos no sentido de que todos os dias sejam dias da criança, de todas as crianças. Amadas. Respeitadas. Ajudadas a crescer em plenitude. Com Amor.
Presidente do IIFC/IFCI >>

quarta-feira, 6 de maio de 2026

 A VIRGEM MARIA E A LITURGIA

Autoria de : Michel Pagiossi Silva


Maria não está no centro da liturgia.

Mas está no coração dela.

A liturgia da Igreja é essencialmente cristocêntrica: tudo é oferecido ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo. No entanto, dentro desse mistério, a Virgem Maria ocupa um lugar único, porque ninguém esteve tão unido a Cristo quanto ela. Sua presença na liturgia não é acessória nem decorativa, mas profundamente teológica.

O Concílio Vaticano II ensina que Maria está intimamente unida à obra da salvação e, por isso, é também inseparável da vida litúrgica da Igreja (cf. Lumen Gentium, 53). Aquela que deu ao mundo o Corpo de Cristo está presente, de modo espiritual, sempre que esse mesmo Corpo é oferecido no altar. Não como sacerdotisa, mas como Mãe que participa da oblação do Filho.

Na Santa Missa, o nome de Maria não aparece por acaso. Ela é invocada no coração da Oração Eucarística, especialmente no Cânon Romano, porque a Igreja reconhece que o mistério que ali se realiza começou no seu ventre. Sem o “fiat” de Maria, não haveria Encarnação. E sem Encarnação, não haveria Sacrifício redentor.

Contemplar Maria na liturgia é aprender a participar da Missa como ela participou do Calvário: em silêncio, em adoração, em entrega total. Ela não toma o lugar de Cristo, mas nos ensina a permanecer com Ele. Sua atitude interior é o modelo perfeito de participação litúrgica: fé sem reservas, obediência plena e união profunda com o sacrifício.

Por isso, a verdadeira devoção mariana não afasta da liturgia, mas conduz a ela. Quem ama Maria aprende a amar a Santa Missa. Quem se aproxima do seu coração encontra o caminho mais seguro para o altar.

Maria não é o centro do culto.

Mas ninguém nos conduz melhor ao centro.

Por uma Santa Liturgia.

domingo, 19 de abril de 2026

 Militia Sanctae Mariae Portugal Theotokos - Academia Mariana
CURTA REFLEXÃO XXXII | Autoria de Carlos Aguiar Gomes

“... povo peregrino, povo da vida e a favor da vida...”
(Evangelium vitae, 105)

“... é urgente uma grande oração pela vida, que atravesse o mundo inteiro.”
(Evangelium vitae, n.º 100)

“Ó Maria,
Mãe dos viventes,
confiamo-vos a causa da vida:
olhai, Mãe, para o número sem fim
de crianças a quem é impedido nascer,
de pobres para quem se torna difícil viver,
de homens e mulheres vítimas de inumana violência,
de idosos e doentes assassinados pela indiferença
ou por uma presunta compaixão...”
(Evangelium vitae, n.º 105)

Nunca é demasiado, e nunca será uma perda de tempo, repetir e jamais esquecer que o Papa São João Paulo II Magno foi e ficará para sempre o Papa da Vida e da Família.

Entre os inúmeros documentos, mais ou menos solenes, São João Paulo II Magno deixou-nos dois extraordinários testemunhos imperecíveis do seu empenho constante na defesa intransigente e clara da necessidade de uma “militância” pela vida humana, da concepção até à morte natural: a Exortação Apostólica Familiaris Consortio (22 de novembro de 1981) e a Encíclica Evangelium Vitae (25 de março de 1995).

Estes dois documentos do Papa São João Paulo II Magno não perdem o seu interesse nem a sua validade. A doutrina neles exposta mantém-se actual — talvez mais do que nunca — e condensam, de forma insofismável e sem necessidade de qualquer actualização, o que foi, é e sempre será a doutrina da Igreja sobre os temas abordados.

A nossa Academia Mariana Theotokos está a organizar mais uma peregrinação a um dos mais antigos santuários marianos do nosso país, o Santuário de Nossa Senhora da Abadia (Amares), no próximo dia 1 de maio, de participação livre.

Este ano, centrar-se-á em São Bernardo de Claraval, o Doutor melífluo, um dos maiores cultores e cantores de Maria, a Santa Mãe de Deus, a Theotokos.

Rezando à Rainha da Vida e das Famílias, com São Bernardo, teremos uma especial atenção orante pela vida humana e pelas famílias, cumprindo um voto deste Papa maior, São João Paulo II Magno:

“... é urgente uma grande oração pela vida, que atravesse o mundo inteiro...”
(Evangelium vitae, n.º 100)

É o que nos propomos fazer nesta peregrinação à Senhora da Abadia!

Nesta peregrinação queremos continuar a viver como:

“... povo peregrino, povo da vida e a favor da vida...”


Militia Sanctae Mariae Portugal | CÍRCULO INTERNACIONAL SHAHBAZ BAHTTI
NEWSLETTER de ABRIL DE 2026
Barbárie do Século XXI: O Genocídio Yazidi e o Estado Islâmico
5.000 homens mortos e cerca de 10.800 mulheres e crianças escravizadas




Em pleno século XXI, numa era que muitos consideram de progresso e civilização, ocorreram crimes que recordam os capítulos mais sombrios da história da humanidade. O genocídio do povo yazidi, perpetrado pelo autoproclamado Estado Islâmico, é um desses episódios. Trata-se de uma tragédia marcada por violência extrema, perseguição religiosa e um sofrimento humano difícil de compreender — e ainda mais difícil de aceitar.
Quem são os Yazidis?
Os yazidis são uma minoria religiosa ancestral, com raízes na região do Curdistão, sobretudo no norte do Iraque. A sua fé, distinta do islamismo e do cristianismo, levou ao longo da história a sucessivas perseguições, sendo frequentemente incompreendida e alvo de acusações infundadas.
O Início do Genocídio (2014)
Em agosto de 2014, o Estado Islâmico lançou uma ofensiva brutal sobre a região de Sinjar, onde viviam milhares de yazidis. O objetivo era claro: eliminar ou subjugar completamente esta comunidade religiosa.
Os homens yazidis foram sistematicamente executados. Estima-se que cerca de 5.000 homens tenham sido mortos. Mulheres e crianças foram capturadas em massa — cerca de 10.800 — e submetidas a um sistema organizado de escravidão sexual, tráfico humano e conversão forçada.
A Escravidão e a Desumanização
Um dos aspetos mais chocantes deste genocídio foi a institucionalização da escravidão. Mulheres e meninas yazidis foram tratadas como “espólio de guerra”, vendidas em mercados, trocadas entre combatentes e sujeitas a abusos físicos e psicológicos constantes.
Este sistema não foi caótico — foi planeado. O Estado Islâmico criou regras e justificações ideológicas para legitimar estas atrocidades, revelando um nível de desumanização profundo e perturbador.
Reação Internacional e Reconhecimento
A comunidade internacional reagiu com indignação, mas muitos consideram que a resposta foi tardia. As Nações Unidas reconheceram oficialmente estes atos como genocídio, destacando a intenção deliberada de destruir o povo yazidi enquanto grupo religioso.
Diversas operações militares e humanitárias foram posteriormente realizadas para libertar territórios e resgatar sobreviventes, mas as marcas deixadas são profundas e duradouras.
Consequências e Memória
Milhares de yazidis continuam desaparecidos até hoje. Muitos sobreviventes vivem em campos de refugiados, carregando traumas difíceis de superar. Famílias foram destruídas, comunidades desfeitas, e uma cultura milenar quase aniquilada.
O genocídio yazidi levanta questões fundamentais sobre a capacidade do mundo em prevenir tais atrocidades e proteger minorias vulneráveis.
O genocídio dos yazidis não é apenas um episódio isolado de violência — é um aviso. Mostra que o mal, quando alimentado por ideologias extremistas e pela indiferença, pode atingir níveis devastadores.
A tua revolta é compreensível. É, aliás, necessária. Porque lembrar, falar e compreender estas tragédias é uma forma de honrar as vítimas e de tentar impedir que algo semelhante volte a acontecer.
Bruno Fernando de C. Guedes
Presidente do Círculo Internacional Shahbaz Bahtti

quarta-feira, 15 de abril de 2026

32.º aniversário da morte de Jérôme Lejeune

INSTITUTO INTERNACIONAL FAMILIARIS CONSORTIO | NEWSLETTER – ABRIL

(O casal Lejeune e o Papa São João Paulo II Magno)

O INSTITUTO INTERNACIONAL FAMILIARIS CONSORTIO (Portugal) tem como um dos seus padroeiros e grandes inspiradores, além de São João Paulo II Magno, o Professor Jérôme Lejeune, médico geneticista francês falecido a 3 de Abril de 1994, Ano Internacional da Família com 68 anos (nasceu a 13 de Junho de 1926) e de quem  muito ainda havia a esperar.

O hoje Venerável Lejeune foi um dos mais eminentes cientistas do século XX. A este sábio se deve a descoberta da causa da doença, então, chamada mongolismo e de que hoje se sabe a origem genética da mesma e que foi a primeira grande descoberta da relação entre património genético e doença. Lejeune constatou que aquela doença era genética e se devia à existência de mais um cromossoma autossómico no par 21. É a trissomia 21.

Além de um grande cientista, Lejeune era um defensor acérrimo e com um pensar e agir cientificamente muito bem estruturado da vida humana desde a concepção até à morte natural. Por isso, não ganhou o Prémio Nobel que lhe estava destinado.

Com um perfil científico e ético sem mancha, Lejeune tornou-se um grande amigo do Papa São João Paulo II Magno a quem cometeu a missão de redigir os estatutos da Academia Pontifícia para a Vida e de ser o seu primeiro presidente.

Ao passar o 32.º aniversário da morte de Jérôme Lejeune, o IFC/IFCI não poderia deixar passar em claro esta efeméride e pedir ao Venerável Lejeune que interceda por todos os que se empenham na defesa da Vida Humana, apesar dos obstáculos que enfrentam.

domingo, 5 de abril de 2026

quinta-feira, 26 de março de 2026

Kairos está de regresso




O Kairos é um boletim informativo da Militia Sanctæ Mariæ, Priorado de São Nuno de Santa Maria. O número zero do KAIROS foi tornado público em 29 de setembro de 2019, dia em que a Militia Sanctæ Mariæ festeja o dia do seu Grão-Mestre, S. Miguel Arcanjo, Príncipe da Milícia Celeste.

Propunha-se pautar a sua atividade pela defesa:
  • da Vida Humana (do nascimento ao seu ocaso natural);
  • da Família (tal como ela é desejada por Deus);
  • da Cultura que nos fez através dos tempos e a que não queremos nem podemos renegar sem perder a nossa identidade;
  • da Criação e meio ambiente, obra de Deus, o único Criador, que nos foi emprestado para fruição e não destruição e que tão ameaçados estão na atualidade;
  • da defesa dos Direitos de Deus e de todos os homens, sobretudo dos mais frágeis, dos perseguidos e esquecidos;
  • da promoção do Direito Natural que tantos, cada vez mais, recusam.
Passados que estão estes anos e, depois de um interregno de quase quatro anos, o KAIROS está de regresso para continuar a travar o mesmo combate.

Pode ler aqui o número 5, editado ontem, 25 de março de 2026. Pode ainda ler todos os números no seguinte endereço: http://www.msm-portugal.pt/KAIROS.html

  Militia Sanctae Mariae Portugal | Carlos Aguiar Gomes " No próximo dia 1 de junho celebramos o Dia Mundial da Criança, uma data que...