quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

 Militia Sanctae Mariae Portugal
NEWSLETTER FEV 2026 - Carlos Aguiar Gomes

“ … convido-vos a reflectir sobre o facto de que não haverá paz sem pôr fim à guerra que a humanidade faz a si própria quando descarta quem é débil,quando exclui quem é pobre, quando fica indiferente perante os prófugos e aos oprimidos. Só quem cuida dos mais pequenos pode fazer coisas grandes. Madre Teresa de Calcutá, santa dos últimos tempos e prémio Nobel da Paz, afirmava a propósito que “o maior destruidor da paz é o aborto” (cf. Discorso al National Prayer Breakfast, 3 febbraio 1994). A sua voz permanece profética: nenhuma política pode pôr-se ao serviço dos povos se exclui da vida os que estão para nascer, se não socorre quem está na pobreza material e espiritual” (Papa Leão XIV, 1.Fev.26).
Às vezes, de tanto nos repetirmos na defesa da Vida Humana, desde a sua concepção até à morte natural, usando sempre os mesmos argumentos, que não mudam, fica-se com a sensação de estarmos a perder tempo. Contudo, quando vemos os inimigos combatentes pelos chamados “direito” ao Aborto e à Eutanásia, sentimos a obrigação de não deixar o campo aberto e livre às
incursões constantes e permanentes, com os mesmos argumentos.
Assim, quando vemos aqueles que que por filiação pública e publicada se dizem cristãos defenderem aqueles crimes, ainda que legais nunca deixarão de o ser moralmente falando, temos de usar dos meios que temos à nossa mão para ser voz dos sem voz.
Actualmente temos um Papa que não usa meias palavras nem sombras das mesmas sobre estes crimes. Em meu apoio, na frase que encima este curto texto, podemos ler o que Leão XIV, mais uma vez, pensa e claramente o afirma quando cita Sta Teresa de Calcutá: “O MAIOR DESTRUIDOR DA PAZ É O ABORTO”.
Sim, são muitos milhões de bebés massacrados anualmente em verdadeira guerra aberta e descarada, apoiada pelos políticos que elegemos para nos representar por nossa incúria, desleixo e incongruência. Podemos crer que os gritos (silenciosos) destas vítimas indefesas, que nos recusamos a ouvir, são fortes e constantes. Assim os ouçamos na hora de exercer o nosso Direito/Dever de votar.
Deste modo, estamos a cumprir um objectivo maior do nosso
INSTITUTO INTERNACIONAL FAMILIARIS CONSORTO.
Carlos Aguiar Gomes

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

 Entrar na Militia  Sanctae Mariae (Cavaleiros de Nossa Senhora) não é um convite para um teatro histórico ou para uma nostalgia estética do passado. É, acima de tudo, uma resposta a um chamado espiritual rigoroso e urgente.

Fundada por Dom Gérard Lafond, esta Ordem nasceu da necessidade de restaurar o espírito da cavalaria clássica dentro das exigências do mundo moderno. O Que é Ser Cavaleiro no Século XXI? Ser cavaleiro hoje não exige armaduras de aço, mas uma "armadura espiritual" inquebrável. No século XXI, o campo de batalha é cultural, moral e espiritual. A Nobreza de Caráter: Em um mundo que valoriza o relativismo, o cavaleiro mantém a palavra dada e a honra intacta. O Serviço Desinteressado: Contra o egoísmo moderno, a Militia propõe a entrega total a Nossa Senhora (Totus Tuus). A Disciplina do Quotidiano: A cavalaria moderna manifesta-se na retidão no trabalho, na fidelidade à família e na coragem de professar a Fé em ambientes hostis. A Defesa da Santa Madre Igreja A defesa da Igreja hoje raramente é física; ela é doutrinária e litúrgica. O Cavaleiro de Nossa Senhora coloca-se como um escudo em torno da Igreja Católica Apostólica Romana através de: A Fidelidade ao Magistério: Permanecer firme na tradição recebida dos Apóstolos. O Combate ao Erro: Identificar e resistir silenciosa, mas firmemente, às ideologias que tentam desfigurar a face de Cristo e de Sua Igreja. A Vida de Oração: Reconhecer que a maior defesa da Igreja é a santidade de seus membros. O Caminho: São Bento e Dom Gérard Lafond A espiritualidade da Militia de Sanctae Mariae bebe diretamente da fonte da Regra de São Bento. A vida do cavaleiro deve ser pautada pelo equilíbrio entre a ação e a contemplação. Os Conselhos de São Bento Ora et Labora (Reza e Trabalha): Não há vida espiritual sem disciplina no dever de estado. A Humildade: O cavaleiro não busca a própria glória, mas a exaltação do nome de Deus. A Estabilidade: Permanecer firme no propósito, mesmo quando as dificuldades batem à porta. O Legado de Dom Gérard Lafond O nosso fundador ensinou que a Cavalaria é um estado de espírito. Seguir seus conselhos significa: Cultivar uma devoção filial e absoluta à Virgem Maria, nossa Rainha e Comandante. Viver a Fraternidade Real: o cavaleiro não caminha só; ele sustenta seu irmão de armas. Manter a Vigilância: estar sempre alerta para as necessidades da Igreja e para os ataques do inimigo. "O Cavaleiro de Nossa Senhora é um homem de oração que age, e um homem de ação que reza." — Dom Gérard Lafond. Ser um membro desta Ordem é aceitar que a nossa vida não nos pertence mais. Somos vassalos de Cristo, sob o manto de Maria, destinados a servir a Igreja até o fim. Bruno Pereira cv Um vosso servidor

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

 6 JAN | EPIFANIA DO SENHOR – DIA DE REIS




A Epifania do Senhor celebra a manifestação de Jesus Cristo ao mundo. No mistério do Menino nascido em Belém, Deus dá-Se a conhecer não apenas ao povo de Israel, mas a todas as nações, representadas na figura dos Magos vindos do Oriente. É a revelação universal do Salvador, Luz para todos os povos.
O Evangelho segundo São Mateus fala apenas de “magos” que, guiados por uma estrela, chegam a Jerusalém à procura do recém-nascido “Rei dos Judeus”. A Sagrada Escritura não os chama reis, nem indica o seu número, mas a tradição cristã, apoiada nos três dons oferecidos — ouro, incenso e mirra — fixou-os como sendo três, atribuindo-lhes os nomes de Melchior, Gaspar e Baltazar.
Estes Magos eram homens sábios, provavelmente estudiosos dos astros, atentos aos sinais do céu e abertos à verdade. Ao verem a estrela, puseram-se a caminho, iniciando uma peregrinação de fé que os conduziu até Cristo. A sua busca levou-os primeiro ao palácio de Herodes, que, temendo perder o poder, ocultou intenções homicidas sob falsas palavras de devoção.
Retomando o caminho, a estrela voltou a guiá-los até ao lugar onde estava o Menino com Maria, Sua Mãe. Ali, prostraram-se em adoração e ofereceram-Lhe os seus dons. O ouro reconhece a realeza de Cristo; o incenso proclama a Sua divindade; e a mirra antecipa o mistério da Sua humanidade sofredora e redentora.
Advertidos em sonhos para não regressarem a Herodes, os Magos voltaram à sua terra por outro caminho, sinal de que o verdadeiro encontro com Cristo transforma a vida e muda a direcção do coração.
A tradição cristã viu nos Magos a imagem da humanidade inteira chamada à salvação: povos diferentes, idades diferentes, caminhos distintos, todos unidos na mesma adoração ao verdadeiro Rei. Assim se cumpre a Escritura: “Os reis de toda a terra hão-de adorá-Lo” (Sl 71, 11).
A celebração da Epifania no dia 6 de Janeiro recorda o tempo da longa viagem dos Magos e a perseverança da sua fé. Em alguns países, a festa é celebrada no domingo mais próximo, mas o seu significado permanece o mesmo: Cristo manifesta-Se como Senhor de todos.
Que, à semelhança dos Magos, saibamos também nós seguir a estrela, reconhecer Cristo e oferecer-Lhe o melhor de nós próprios.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

 

28 DEZ | Os Santos Inocentes: Mártires na Infância de Cristo
A Fuga da Sagrada Família para o Egipto





Caros irmãos da Militia Sanctae Mariae,

O Evangelho segundo São Mateus (2,13-18)  apresenta-noa um episódio profundamente comovente e revelador: a fuga da Sagrada Família para o Egipto e o martírio dos Santos Inocentes. Este relato, que entrelaça a Providência Divina e o sofrimento humano, convida-nos a refletir sobre o papel do sacrifício, da obediência e da fidelidade no plano de Deus.

Quando o Anjo do Senhor alerta São José em um sonho, ordenando-lhe que leve Maria e o Menino para o Egipto, vemos nele o modelo de homem justo e obediente. Sem questionar, São José abandona tudo e parte na escuridão da noite, guiado pela confiança em Deus. Esta fuga, longe de ser um mero ato de prudência, é uma resposta à missão divina confiada à Sagrada Família: proteger o Salvador do mundo.

Mas enquanto o Menino Deus é salvo, as forças do mal se manifestam no ato tirânico de Herodes. O massacre dos meninos de Belém revela o ódio de Satanás contra a inocência e a vida. Os Santos Inocentes, embora sem palavras, tornam-se as primeiras testemunhas do Cristo, mártires que derramam seu sangue por Ele antes mesmo de proferirem Seu nome.

O choro de Raquel, mencionado pelo profeta Jeremias, ecoa no coração de todos os cristãos. É um lamento que transcende os tempos e nos lembra do valor inestimável de cada vida humana, especialmente dos inocentes e vulneráveis. Este grito, no entanto, não é o fim da história. Em meio à tragédia, vislumbramos a vitória final do Cordeiro de Deus, que veio para salvar todos os homens e resgatar até mesmo os que sofrem injustamente.

Como membros da Militia Sanctae Mariae, somos chamados a imitar a coragem de São José, a pureza da Virgem Maria e o testemunho dos Santos Inocentes. Devemos ser Defensores da VIDA em todas as suas formas, especialmente contra os “Herodes” de nosso tempo, que continuam a ameaçar os mais frágeis. Nossa missão é proteger a inocência, defender a fé e anunciar que a verdadeira luz veio ao mundo.

Neste tempo de Natal, renovemos nosso compromisso com Cristo e sua Igreja, pedindo a intercessão dos Santos Inocentes para que sejamos fiéis na batalha espiritual que enfrentamos diariamente.
Que o Menino Deus nos fortaleça, e que Nossa Senhora, a Rainha das Virtudes, nos inspire com sua proteção maternal.

In Christo et Maria,
Militia Sanctae Mariae Portugal

IMAGEM: "Massacre of the Innocents" de Peter Paul Rubens
(1577–1640)

sábado, 27 de dezembro de 2025

5è Mystère Joyeux, le recouvrement de Jésus au Temple

Dans ce cinquième mystère joyeux, Marie nous prend par la main pour chercher et trouver Jésus. Elle nous partage les sentiments qui furent les siens pendant ces trois jours qui durent lui paraître interminables. Par la méditation de ce mystère, elle nous donne peu à peu de comprendre qu’il n’y a pas de plus grand malheur que de perdre Jésus !

Marie nous donne aussi de partager, tant sa joie de Mère lorsqu’elle retrouve son enfant sain et sauf que celle, encore plus profonde, d’avoir retrouvé Jésus, Dieu fait homme. Dans l’hymne « Jesu dulcis memoria », l’’Eglise nous fait chanter à la troisième strophe : « O Jésus, espoir des pénitents, que vous êtes accueillant aux mendiants ! Que vous êtes bon à qui vous cherche ! Mais que dire de ceux qui vous trouvent ?»

Le rosaire veut nous faire goûter cette joie sublime de trouver et de posséder Jésus. Pour cela, il nous fait répéter : « priez pour nous, pauvres pécheurs », afin qu’avec l’aide de la Mère trois fois admirable, malgré nos misères, malgré nos péchés, nous entrions progressivement dans l’intimité divine !

Marie, Notre Dame du très saint rosaire, aidez-nous à chercher Dieu ; et surtout, aidez-nous à Le trouver toujours !

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Puro e cortês, ardente e fiel

Por: Vinícius Batista da Costa 
Freire de Armas - MSM
1. Humilde
Reconhece suas limitações sem se diminuir; sabe que tudo depende de Deus. 

Um cavaleiro humilde aceita correções, não se vangloria das vitórias e trata todos com respeito, do servo ao senhor.

2. Magnânimo
Grandeza de alma; capaz de perdoar, ser generoso e agir com nobreza mesmo diante de ofensas.

Após ser insultado, o cavaleiro magnânimo escolhe não revidar e ajuda o ofensor quando ele passa por dificuldades.

3. Leal
Fiel à palavra dada, comprometido com a verdade, com a Igreja, com seus irmãos e com sua missão.

Se promete defender alguém ou cumprir uma tarefa, mantém a promessa mesmo quando é difícil ou exige sacrifício.

4. Puro
Coração e intenções limpas; domínio sobre os desejos; busca constante por integridade moral.

O cavaleiro puro controla seus impulsos, respeita todas as mulheres como filhas de Deus e guarda sua mente de conteúdos que o afastem da virtude.

5. Cortês
Urbanidade, gentileza, boas maneiras; comportamento elegante que honra a dignidade do outro.

Ele abre caminho para os outros, fala com educação, evita grosserias e trata todos com honradez, especialmente os mais frágeis.

6. Ardente 
Entusiasmado, apaixonado pelo bem, firme no zelo pela fé e pela justiça.

O cavaleiro ardente defende os injustiçados, é fervoroso na oração e coloca energia verdadeira em sua missão cristã.

7. Fiel

Constante no amor a Deus, à Igreja, à família e aos compromissos assumidos. Perseverante, não abandona sua missão.

Mesmo diante de provações, continua rezando, cuidando da família e servindo, sem deixar que as dificuldades o desviem do caminho reto.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

 8 DEZ 1477 | A Festa da Imaculada Conceição - A Afirmação de um Dogma em Germinação





A devoção à Imaculada Conceição da Virgem Maria tem raízes profundas na espiritualidade cristã medieval. Contudo, foi apenas no século XV, em 1477, que o Papa Sisto IV deu um passo decisivo ao instituir oficialmente a festa litúrgica da Imaculada Conceição. Este ato marcou uma evolução significativa no reconhecimento da singular santidade de Maria, muito antes de o dogma ser proclamado universalmente pela Igreja em 1854.
No dia 8 de dezembro, celebramos esta festa que se tornou um dos pilares da identidade católica, especialmente em países de forte tradição mariana como Portugal.
:: Sisto IV e a Consolidação da Festa ::
Um Papa Franciscano e a Defesa da Conceição Imaculada
O Papa Sisto IV (1471–1484), pertencente à Ordem dos Frades Menores, herdou a longa tradição franciscana que defendia a crença na Imaculada Conceição — a doutrina segundo a qual Maria, desde o primeiro instante da sua existência, foi preservada do pecado original pela graça de Deus.
A controvérsia teológica era intensa: dominicanos e outros teólogos mantinham reservas, enquanto franciscanos e universidades como a de Paris eram grandes defensores da doutrina. Sisto IV, conhecedor da sensibilidade desta disputa, procurou promover a devoção sem entrar automaticamente no terreno dogmático.
:: A Instituição da Festa em 1477 ::
Em 1477, Sisto IV oficializou a festa litúrgica da Imaculada Conceição, autorizando e incentivando a sua celebração em toda a Igreja latina. Este gesto foi acompanhado por documentos papais — entre os quais a constituição Cum Praeexcelsa (1476) e posteriormente a Grave Nimis (1483) — que enquadravam a devoção, protegendo-a e regulando o debate teológico.
A festa passou assim a ter lugar fixo no calendário: 8 de dezembro, nove meses antes da Natividade de Maria.
:: A Importância da Festa na História da Igreja e em Portugal ::
Portugal: Terra de Tradição Mariana
Portugal foi um dos países que mais profundamente abraçou esta celebração. Já no século XVII, o rei D. João IV — ao restaurar a independência — proclamou Nossa Senhora da Conceição como Padroeira e Rainha de Portugal, reforçando a ligação nacional a este mistério mariano.
O dogma só viria a ser proclamado muitos séculos depois, por Pio IX, em 1854, com a bula Ineffabilis Deus. Mas a semente plantada por Sisto IV em 1477 foi determinante para criar um consenso espiritual e litúrgico que amadureceria ao longo dos séculos.
:: Uma Festa com Dimensão Universal ::
O gesto de Sisto IV teve impacto profundo na liturgia, fomentando a iconografia mariana, a teologia e a devoção popular. O modelo da “Mulher vestida de sol” (Ap 12,1), tão característico da arte barroca, floresceu também devido à consolidação desta festa.
Ao recordar o 8 de dezembro de 1477, celebramos não apenas uma data litúrgica, mas um momento de afirmação espiritual que marcou profundamente a história da Igreja.
O Papa Sisto IV, com prudência e visão, contribuiu para dar forma a uma devoção que seria mais tarde reconhecida como verdade dogmática. Para os católicos — e de modo particular para nós, portugueses — esta celebração representa a pureza, a esperança e a presença maternal de Maria na vida da Igreja e da nação.
No dia de hoje, ao contemplarmos a Imaculada Conceição, recordamos também a importância da fidelidade, da graça e do caminho de santidade que a Virgem Maria continua a inspirar.

  Militia Sanctae Mariae Portugal NEWSLETTER FEV 2026 - Carlos Aguiar Gomes “ … convido-vos a reflectir sobre o facto de que não haverá paz ...