quarta-feira, 15 de abril de 2026

32.º aniversário da morte de Jérôme Lejeune

INSTITUTO INTERNACIONAL FAMILIARIS CONSORTIO | NEWSLETTER – ABRIL

(O casal Lejeune e o Papa São João Paulo II Magno)

O INSTITUTO INTERNACIONAL FAMILIARIS CONSORTIO (Portugal) tem como um dos seus padroeiros e grandes inspiradores, além de São João Paulo II Magno, o Professor Jérôme Lejeune, médico geneticista francês falecido a 3 de Abril de 1994, Ano Internacional da Família com 68 anos (nasceu a 13 de Junho de 1926) e de quem  muito ainda havia a esperar.

O hoje Venerável Lejeune foi um dos mais eminentes cientistas do século XX. A este sábio se deve a descoberta da causa da doença, então, chamada mongolismo e de que hoje se sabe a origem genética da mesma e que foi a primeira grande descoberta da relação entre património genético e doença. Lejeune constatou que aquela doença era genética e se devia à existência de mais um cromossoma autossómico no par 21. É a trissomia 21.

Além de um grande cientista, Lejeune era um defensor acérrimo e com um pensar e agir cientificamente muito bem estruturado da vida humana desde a concepção até à morte natural. Por isso, não ganhou o Prémio Nobel que lhe estava destinado.

Com um perfil científico e ético sem mancha, Lejeune tornou-se um grande amigo do Papa São João Paulo II Magno a quem cometeu a missão de redigir os estatutos da Academia Pontifícia para a Vida e de ser o seu primeiro presidente.

Ao passar o 32.º aniversário da morte de Jérôme Lejeune, o IFC/IFCI não poderia deixar passar em claro esta efeméride e pedir ao Venerável Lejeune que interceda por todos os que se empenham na defesa da Vida Humana, apesar dos obstáculos que enfrentam.

domingo, 5 de abril de 2026

quinta-feira, 26 de março de 2026

Kairos está de regresso




O Kairos é um boletim informativo da Militia Sanctæ Mariæ, Priorado de São Nuno de Santa Maria. O número zero do KAIROS foi tornado público em 29 de setembro de 2019, dia em que a Militia Sanctæ Mariæ festeja o dia do seu Grão-Mestre, S. Miguel Arcanjo, Príncipe da Milícia Celeste.

Propunha-se pautar a sua atividade pela defesa:
  • da Vida Humana (do nascimento ao seu ocaso natural);
  • da Família (tal como ela é desejada por Deus);
  • da Cultura que nos fez através dos tempos e a que não queremos nem podemos renegar sem perder a nossa identidade;
  • da Criação e meio ambiente, obra de Deus, o único Criador, que nos foi emprestado para fruição e não destruição e que tão ameaçados estão na atualidade;
  • da defesa dos Direitos de Deus e de todos os homens, sobretudo dos mais frágeis, dos perseguidos e esquecidos;
  • da promoção do Direito Natural que tantos, cada vez mais, recusam.
Passados que estão estes anos e, depois de um interregno de quase quatro anos, o KAIROS está de regresso para continuar a travar o mesmo combate.

Pode ler aqui o número 5, editado ontem, 25 de março de 2026. Pode ainda ler todos os números no seguinte endereço: http://www.msm-portugal.pt/KAIROS.html

segunda-feira, 23 de março de 2026

 Militia Sanctae Mariae Portugal
NEWSLETTER MARÇO 2026 | NOSSA SENHORA DA VIDA



No dia 25 pf, Solenidade da Anunciação do Senhor e Dia da Criança por Nascer, o Instituto Internacional Familiaris Consortio, vai celebrar esta efeméride em defesa da Vida Humana com a recitação do Terço e Santa Missa , na igreja da Penha ( Braga) no horário habitual (Terço às 15 h 30 m e Santa Missa às 16 h).

Recordamos que esta celebração faz parte do património espiritual do IIFC/IFCI e que só a Pandemia do Covid19 interrompeu.

Deste modo, o IIFC/IFCI cumpre o pedido do nosso Patrono Celeste, São João Paulo II Magno que se fizesse uma corrente de oração pela vida humana, na Exortação Apostólica “Familiaris consortio”.
Num tempo ameaçador para a Vida Humana, a ameaça maior é dirigida contra os mais frágeis e indefesos que não podem fugir nem pedir socorro: as crianças por nascer pelo aborto ou os velhos, doentes e limitados pela eutanásia. O IIFC/IFCI está alerta e vigilante. A oração é um combate maior que está ao nosso alcance e em que todos podemos e devemos colaborar.

Nesta linha de acção, a oração que iremos fazer a 25 de Março, está nesta sintonia e responde ao citado apelo do Papa da Vida e da Família.

Que Nossa Senhora da Vida, que abre esta Newsletter, acolha em seu regaço de Mãe todas as crianças abortadas e anime todas as mães e pais a saberem acolher e cuidar da vida humana nascente.
Nenhuma Vida Humana é descartável!

quinta-feira, 19 de março de 2026

 

CURTA REFLEXÃO XXVII | Autoria de: Carlos Aguiar Gomes


Maria, a Theotokos, a Santa Mãe de Deus, é invocada pelos cristãos em todas as circunstâncias da vida — individual, familiar ou colectiva — tanto na paz como na guerra.

Os tempos que estamos a viver, que se podem apelidar, sem grandes dúvidas, como os de uma III Guerra Mundial, levam-nos a invocar Maria, Nossa Senhora, como a Rainha da Paz, suplicando-Lhe o dom precioso da paz, essa “tranquilidade na ordem”, como dizia São Tomás de Aquino.

Os portugueses cantam, há quase um século, uma das mais belas súplicas a Maria Santíssima pela paz, à qual Isabel Silvestre (grupo de Manhouce) deu uma projecção única e excepcional. Referimo-nos ao extraordinário cântico mariano que, ainda há poucos anos, todos cantávamos:

“Miraculosa, Rainha do Céu”

Este hino encerra uma das mais ternas e intensas súplicas à Theotokos, implorando o dom da paz.

O cântico em apreço é da autoria de um músico espinhense, Fausto Neves, com letra inspiradíssima de Carlos Moraes. Terá sido composto entre 1939 e 1942, já em plena II Guerra Mundial. Pela sua beleza — tanto na letra como na música —, foi amplamente cantado por portugueses, com profunda emoção, em procissões, peregrinações, Terços e outras devoções, colectivas ou particulares.

Este hino, uma das mais belas peças musicais marianas do século XX, era entoado com enorme fervor, muitas vezes acompanhado de lágrimas.

Lamenta-se profundamente que esta súplica à Santa Mãe de Deus, nossa Mãe, tenha sido abandonada.

A nossa Academia Mariana Theotokos, nestes dias conturbados e perigosos, em que a guerra se encontra em desenvolvimento, entende ser recomendável recuperar este cântico-súplica à Theotokos, Rainha da Paz, nas celebrações comunitárias.

Regista-se abaixo o texto do referido cântico, sugerindo-se que seja ouvido na interpretação de Isabel Silvestre, disponível em várias plataformas digitais.

MIRACULOSA, RAINHA DO CÉU

Miraculosa, Rainha do Céu,
Nossa Senhora, Mãe de Jesus,
Dai-nos a graça da tua luz,
Virgem Maria, divina flor,
Dai-nos a graça do teu amor.

Miraculosa Rainha dos Céus,
Sob o teu manto, tecido de luz,
Faz com que a guerra se acabe na terra
E haja entre os homens a paz de Jesus.

Se em teu regaço, bendita Mãe,
Toda amargura remédio tem,
As nossas almas pedem que vás
Junto da guerra, fazei a paz!

Miraculosa Rainha dos Céus,
Sob o teu manto, tecido de luz,
Faz com que a guerra se acabe na terra
E haja entre os homens a paz de Jesus.

Pelas crianças, flores em botão,
Pelos velhinhos sem lar nem pão,
Pelos soldados que à guerra vão,
Senhor, escuta a nossa oração.

Miraculosa Rainha dos Céus,
Sob o teu manto, tecido de luz,
Faz com que a guerra se acabe na terra
E haja entre os homens a paz de Jesus.

Que Nossa Mãe do Céu consiga a paz entre os homens!

“Miraculosa Rainha dos Céus,
Sob o teu manto, tecido de luz,
Faz com que a guerra se acabe na terra
E haja entre os homens a paz de Jesus.”

segunda-feira, 16 de março de 2026

 

IQBAL MASIH | Pequeno Herói Cristão - Vendido para a escravidão aos 4 anos,

 libertou mais de 3.000 crianças antes de ser assassinado aos 12


A história de Iqbal Masih é uma das mais marcantes denúncias da escravidão infantil no final do século XX. Nascido em 1983, na cidade de Muridke, na região do Punjab, no Paquistão, Lqbal Masih veio ao mundo no seio de uma família cristã extremamente pobre. O que deveria ter sido uma infância comum foi rapidamente substituído por uma realidade dura e injusta.

Quando tinha apenas quatro anos, os seus pais contraíram uma pequena dívida, equivalente a cerca de 600 rúpias, junto do proprietário de uma fábrica de tapetes. Como forma de pagamento, o menino foi entregue para trabalhar na fábrica. Assim começou uma infância marcada por trabalho forçado, privação e sofrimento.

Na fábrica de tapetes, Lqbal Masih, tal como muitas outras crianças, era obrigado a trabalhar longas horas por dia em condições extremamente duras. O trabalho começava antes do nascer do sol e prolongava-se durante grande parte do dia. Muitas crianças permaneciam presas aos teares para evitar fugas e recebiam alimentação escassa. Ao mesmo tempo, a dívida que justificava o trabalho raramente diminuía, pois era constantemente aumentada por juros abusivos e novas despesas impostas pelos proprietários.

Durante anos, esta realidade manteve milhares de crianças presas a um sistema conhecido como servidão por dívida, uma forma de escravidão moderna que continuava a existir apesar de já ter sido considerada ilegal pelas autoridades paquistanesas.

Por volta dos dez anos de idade,Lqbal Masih conseguiu finalmente libertar-se. Ao tomar conhecimento de que aquele sistema era ilegal, decidiu não permanecer em silêncio. Juntou-se a activistas que lutavam contra o trabalho escravo e começou a denunciar publicamente a exploração infantil existente na indústria dos tapetes.

Apesar da sua pouca idade e da fragilidade física causada por anos de trabalho e desnutrição, Lqbal Masih revelou uma coragem extraordinária. Ajudou a identificar fábricas que exploravam crianças e participou em campanhas de sensibilização. O seu testemunho e a sua colaboração contribuiu para a libertação de mais de três mil crianças submetidas ao trabalho forçado.

A sua história ultrapassou rapidamente as fronteiras do Paquistão. Lqbal Masih foi convidado a falar em vários países, incluindo os Estados Unidos e a Suécia, onde denunciou a realidade da escravidão infantil. Em 1994 recebeu o Prémio Reebok de Direitos Humanos, um reconhecimento internacional pela sua luta.

A coragem de Iqbal Masih tornou-se incómoda para aqueles que lucravam com a exploração infantil. No dia 16 de Abril de 1995, domingo de Páscoa, durante uma visita à sua terra natal, foi morto a tiro. Tinha apenas doze anos de idade.

A sua vida foi breve, mas o impacto do seu testemunho permanece até hoje. Lqbal Masih transformou a sua própria dor numa causa de justiça e deu voz a milhares de crianças que viviam em silêncio e opressão. A sua história continua a ser recordada como um símbolo de coragem, de dignidade humana e de resistência contra a injustiça.

Mesmo com uma vida tão curta, o seu exemplo recorda-nos que a defesa da dignidade humana não depende da idade, da força ou da posição social, mas da coragem de fazer ouvir a verdade.

sexta-feira, 13 de março de 2026

 Cristãos unem-se para proteger igrejas no México


Após os ataques e tentativas de vandalização contra igrejas ocorridos no México durante as manifestações de 8 de março, muitos fiéis decidiram responder de forma pacífica e corajosa: uniram-se para proteger os templos.

Em várias cidades, como Guadalajara, grupos de católicos — incluindo muitas famílias e jovens — formaram correntes humanas à volta de igrejas e catedrais. De mãos dadas, colocaram-se diante das portas dos templos para impedir novos atos de vandalismo.

Vestidos de branco, em sinal de paz, permaneceram ali durante as manifestações, rezando e defendendo os lugares sagrados que fazem parte da fé e da história do povo mexicano.

Em alguns momentos foram alvo de insultos e até de objetos atirados por manifestantes, mas mantiveram-se firmes, respondendo não com violência, mas com presença, coragem e oração.

Este gesto tornou-se um forte testemunho de amor a Deus e de união entre os cristãos. Quando a fé é atacada, o povo de Deus não responde com ódio, mas com fidelidade, coragem e comunhão.

A Igreja sempre ensinou que os templos são lugares sagrados, dedicados ao culto de Deus e ao encontro das almas com o Senhor. Defendê-los é também defender a liberdade religiosa e o respeito pela fé.

O que aconteceu no México recorda-nos que a fé cristã continua viva: quando um templo é ameaçado, os fiéis levantam-se, unem-se e permanecem juntos para proteger aquilo que amam.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.”
(Mateus 5,6)

Rezemos pelo México, pela paz entre os povos e pela proteção de todos os lugares dedicados a Deus.

32.º aniversário da morte de Jérôme Lejeune

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