sábado, 27 de junho de 2026

 CÍRCULO INTERNACIONAL SHAHBAZ BAHTTI

NIGÉRIA | 43 mil cristãos mortos — O silêncio do mundo
Novo massacre no estado de Plateau volta a expor a violência sistemática contra comunidades cristãs no Cinturão Médio





Na noite de 22 de junho de 2026, a pequena aldeia cristã de Kawel, no estado de Plateau, Nigéria, foi palco de mais um episódio devastador de violência. Pelo menos 28 cristãos foram mortos num ataque brutal atribuído a militantes armados fulani, que invadiram a localidade, cortaram as comunicações e abriram fogo contra civis indefesos.

Entre as vítimas encontram-se um pastor, um médico e vários pacientes de um posto de saúde local. Casas foram incendiadas, famílias destruídas e sobreviventes deixados em choque profundo.
Este ataque não surge isolado, mas insere-se num padrão persistente de violência contra comunidades cristãs no chamado Cinturão Médio nigeriano.

:: O ataque a Kawel ::

Segundo testemunhos de sobreviventes, os atacantes chegaram durante a noite, bloqueando qualquer possibilidade de pedido de ajuda ao cortar as telecomunicações da aldeia. Qualquer pessoa que tentasse sair de casa era imediatamente alvejada.
O sobrevivente Jesse Peter Dukut relatou que os agressores pareciam conhecer os líderes cristãos pelo nome, sugerindo um nível de coordenação e informação local preocupante. “Mataram meu tio e meus irmãos. Por pouco não fui baleado”, afirmou.

Outro residente, Godswill Nuhu, confirmou a morte do pastor Markus Nyam, líder da Igreja de Cristo nas Nações, bem como de membros da sua congregação. Entre os mortos estavam ainda profissionais de saúde e doentes que se encontravam no centro médico da aldeia no momento do ataque.
Apesar da intervenção da polícia estadual, os atacantes conseguiram fugir e, até ao momento, não foram efetuadas detenções.

:: Um padrão de violência repetido ::

O estado de Plateau e outras regiões do centro da Nigéria têm sido palco recorrente de ataques contra comunidades agrícolas, muitas vezes de maioria cristã. Diversos relatórios internacionais e organizações de monitorização da liberdade religiosa têm alertado para a escalada da violência e para a atuação de grupos armados que operam com elevado grau de impunidade.

Algumas estimativas provenientes de relatórios e organizações internacionais indicam que cerca de 43 mil cristãos terão sido mortos nas últimas décadas na Nigéria, no contexto desta violência prolongada.

A Nigéria figura entre os países onde mais cristãos são mortos ou perseguidos por motivos religiosos, segundo organizações internacionais de defesa da liberdade religiosa, incluindo a Portas Abertas. Esta realidade aponta para um problema estrutural e prolongado, e não para incidentes isolados.

:: A Questão do Silêncio Internacional ::

O que mais fere não é apenas a violência em si, mas o silêncio que frequentemente a envolve. A repetição destes massacres, sem respostas proporcionais da comunidade internacional, levanta questões profundas sobre a proteção de minorias religiosas e a eficácia dos mecanismos globais de prevenção de genocídios e perseguições sistemáticas.

A ausência de ação concreta, ou mesmo de uma atenção continuada mediática e política, contribui para a sensação de abandono sentida por muitas destas comunidades.

O massacre de Kawel não pode ser reduzido a mais uma estatística. Cada vida perdida representa uma família destruída, uma comunidade fragilizada e uma ferida moral no nosso tempo.
Ao longo das últimas décadas, diferentes estimativas e relatórios internacionais apontam para dezenas de milhares de mortos na violência religiosa e intercomunitária na Nigéria, incluindo cerca de 43 mil cristãos vítimas deste ciclo de ataques, um número que revela a dimensão trágica e prolongada desta realidade.

A Nigéria continua a ser palco de um sofrimento que exige não apenas solidariedade, mas também responsabilidade internacional, investigação séria e proteção efetiva das populações civis.
O silêncio perante este tipo de violência não é neutralidade — é, de certa forma, uma forma de cumplicidade pela omissão.
Que a memória das vítimas de Kawel não seja esquecida e que a sua dor não permaneça invisível.

Bruno Fernando de C. Guedes
Presidente do Círculo Internacional Shahbaz Bahtti 

 

MILITIA SANCTAE MARIAE – Cavaleiros de Nossa Senhora


                                PRIORADO DE SÃO NUNO





                                      NEWSLETTER – JUNHO 26

                                                      NÓTULA - 2






                     O Papa na audiência ( 22.VI.26) à Fundação Lejeune



O Papa Leão XIV recebeu , assinalando o 1º centenário do nascimento do Venerável Jérôme Lejeune ( 13.VI.1926), a Fundação Lejeune e aproveitou a efeméride para nos deixar alguns pontos de vista fundamentais para a defesa da Vida Humana, sobretudo da mais vulnerável e frágil, perseguida por cultores da “ civilização da morte”, os neo-eugenistas que, a propósito do Aborto, dizem tratar-se de “ saúde sexual e reprodutiva”!

O Professor Jérôme Lejeune teve consciência dos efeitos perversos possíveis, e agora concretizados recorrentemente, da sua sensacional descoberta, a “ Trissomia 21”. Lejeune tinha receio de que o seu trabalho pioneiro poderia levar ao que profeticamente apelidou de “ racismo cromossómico” e que se generalizou com eufemismos suaves que todos bem conhecemos.

Leão XIV referiu que:


«O valor da pessoa não depende do que realiza ou produz»

E com veemência disse:

Jamais um médico deveria permitir-se, com base em algoritmos de laboratório, decidir sobre a vida de um embrião ou de uma pessoa idosa”.” Nunca a medicina poderá tornar-se escrava da morte programada”



O Papa, nesta audiência, sublinhou a importância e o trabalho que a Fundação faz ao longo dos anos apoiando doentes de todo o mundo e, no final, fez votos para que o Professor Jérôme Lejeune “ … inspire a coragem da verdade aos numerosos jovens e profissionais desejosos de serem coerentes”.

O nosso Instituto Internacional Familiaris Consortio tem como um dos seus patronos e inspiradores da sua acção precisamente o Professor Jérôme Lejeune.



Carlos Aguiar Gomes – Presidente do IIFC/IFCI





IIFC/IFCI - Newsletter - Nótula 1

 

MILITIA SANCTAE MARIAE – Cavaleiros de Nossa Senhora


                                 PRIORADO DE SÃO NUNO





                                  NEWSLETTER – JUNHO 26

                                                        NÓTULA - 1





O “ POVO DA VIDA”, cada vez mais se manifesta publicamente sem receio de represálias.


No passado dia 13 de Junho, Roma assistiu à grandiosa “ XIV MARCHA PELA VIDA”. Foram muitos milhares que saíram à rua clamando pelo respeito do primeiro e mais fundamental DIREITO HUMANO: o DIREITO À VIDA, da concepção à morte natural.

O momento alto desta grandiosa manifestação foi a leitura de uma mensagem de apoio do grande ANDREA BOCELLI que todos conhecemos e apreciamos. Nesta mensagem impactante, o famoso tenor, referiu:


A minha Mãe , a quem os médicos aconselharam a não continuar com a gravidez, escolheu confiar na vida e não renunciar às suas responsabilidades. Aconselharam-na a não continuar com a gravidez, mas decidiu confiar na vida e não recuar. Devo tudo a esta decisão. ( … ) A vida quando se acolhe em vez temer-se, multiplica-se e as civilizações que prosperaram são as que investiram nas novas gerações. “


Esta extraordinária mensagem-testemunho foi imensamente ovacionada e comoveu todos os presentes.

Andrea Bocelli , um dos mais famosos tenores da actualidade, invisual, deu, assim, um precioso contributo para a causa da Vida. Devemos à coragem e confiança na vida de sua Mãe, termos hoje o prazer de ouvir uma das mais belas vozes deste momento.



Carlos Aguiar Gomes

Presidente doo IIFC/IFCI



sábado, 30 de maio de 2026

 Militia Sanctae Mariae Portugal | Carlos Aguiar Gomes

" No próximo dia 1 de junho celebramos o Dia Mundial da Criança, uma data que nos convida a refletir sobre a Dignidade, os Direitos e o Bem-Estar de todas as Crianças.
A propósito desta efeméride, partilho a mensagem preparada pelo Institut International Familiaris Consortio IIFC/IFCI, que ainda sirvo, que nos recorda a importância de Proteger, Acompanhar e Valorizar as novas Gerações, verdadeiro Sinal de Esperança para o Futuro. Convido-vos à sua leitura e divulgação. "

<< Cada criança é um hoje, projeto de um futuro que queremos mais justo, solidário e amoroso. Está nas nossas mãos tornar viável tal futuro para cada criança, hoje. Sim, é neste hoje que se preparam as crianças para amanhãs que são já amanhã.
O cenário nacional e mundial está muito negro para as nossas crianças. São cada vez menos. Todos os anos nascem menos crianças, que cada vez mais são filhos únicos.
Cada dia que passa traz-nos ao conhecimento casos de mais crianças vítimas da fome imoral numa sociedade da abundância.
Cada dia que passa chegam-nos notícias de crianças vítimas de guerras absurdas de adultos sem escrúpulos e ávidos de riquezas.
Cada dia tomamos conhecimento de vis explorações de crianças perante o nosso olhar intencionalmente distraído.
Cada dia que passa mais sabemos de milhares de crianças abandonadas e exploradas por uma sociedade corrupta e corruptora, sem escrúpulos.
Todos os dias somos confrontados com atentados graves contra a dignidade das crianças, seres humanos em construção.
Muitas crianças, mas mesmo muitas, são objeto de posse de pais egoístas e inconscientes dos seus deveres no exercício de uma paternidade e maternidade amorosamente conscientes e responsáveis.
Uma criança não é um brinquedo para satisfação de um capricho pessoal.
Uma criança é sempre um dom que temos a obrigação de acolher e proteger amorosamente. É um ser humano com direitos e que temos de preparar para cumprir os seus deveres quando chegar o momento de os exercer, numa sociedade que queremos com paz, amor e justiça.
Uma criança... é o futuro. Que futuro queremos, afinal?
Neste DIA MUNDIAL DA CRIANÇA, este será um momento privilegiado para trabalharmos no sentido de que todos os dias sejam dias da criança, de todas as crianças. Amadas. Respeitadas. Ajudadas a crescer em plenitude. Com Amor.
Presidente do IIFC/IFCI >>

quarta-feira, 6 de maio de 2026

 A VIRGEM MARIA E A LITURGIA

Autoria de : Michel Pagiossi Silva


Maria não está no centro da liturgia.

Mas está no coração dela.

A liturgia da Igreja é essencialmente cristocêntrica: tudo é oferecido ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo. No entanto, dentro desse mistério, a Virgem Maria ocupa um lugar único, porque ninguém esteve tão unido a Cristo quanto ela. Sua presença na liturgia não é acessória nem decorativa, mas profundamente teológica.

O Concílio Vaticano II ensina que Maria está intimamente unida à obra da salvação e, por isso, é também inseparável da vida litúrgica da Igreja (cf. Lumen Gentium, 53). Aquela que deu ao mundo o Corpo de Cristo está presente, de modo espiritual, sempre que esse mesmo Corpo é oferecido no altar. Não como sacerdotisa, mas como Mãe que participa da oblação do Filho.

Na Santa Missa, o nome de Maria não aparece por acaso. Ela é invocada no coração da Oração Eucarística, especialmente no Cânon Romano, porque a Igreja reconhece que o mistério que ali se realiza começou no seu ventre. Sem o “fiat” de Maria, não haveria Encarnação. E sem Encarnação, não haveria Sacrifício redentor.

Contemplar Maria na liturgia é aprender a participar da Missa como ela participou do Calvário: em silêncio, em adoração, em entrega total. Ela não toma o lugar de Cristo, mas nos ensina a permanecer com Ele. Sua atitude interior é o modelo perfeito de participação litúrgica: fé sem reservas, obediência plena e união profunda com o sacrifício.

Por isso, a verdadeira devoção mariana não afasta da liturgia, mas conduz a ela. Quem ama Maria aprende a amar a Santa Missa. Quem se aproxima do seu coração encontra o caminho mais seguro para o altar.

Maria não é o centro do culto.

Mas ninguém nos conduz melhor ao centro.

Por uma Santa Liturgia.

domingo, 19 de abril de 2026

 Militia Sanctae Mariae Portugal Theotokos - Academia Mariana
CURTA REFLEXÃO XXXII | Autoria de Carlos Aguiar Gomes

“... povo peregrino, povo da vida e a favor da vida...”
(Evangelium vitae, 105)

“... é urgente uma grande oração pela vida, que atravesse o mundo inteiro.”
(Evangelium vitae, n.º 100)

“Ó Maria,
Mãe dos viventes,
confiamo-vos a causa da vida:
olhai, Mãe, para o número sem fim
de crianças a quem é impedido nascer,
de pobres para quem se torna difícil viver,
de homens e mulheres vítimas de inumana violência,
de idosos e doentes assassinados pela indiferença
ou por uma presunta compaixão...”
(Evangelium vitae, n.º 105)

Nunca é demasiado, e nunca será uma perda de tempo, repetir e jamais esquecer que o Papa São João Paulo II Magno foi e ficará para sempre o Papa da Vida e da Família.

Entre os inúmeros documentos, mais ou menos solenes, São João Paulo II Magno deixou-nos dois extraordinários testemunhos imperecíveis do seu empenho constante na defesa intransigente e clara da necessidade de uma “militância” pela vida humana, da concepção até à morte natural: a Exortação Apostólica Familiaris Consortio (22 de novembro de 1981) e a Encíclica Evangelium Vitae (25 de março de 1995).

Estes dois documentos do Papa São João Paulo II Magno não perdem o seu interesse nem a sua validade. A doutrina neles exposta mantém-se actual — talvez mais do que nunca — e condensam, de forma insofismável e sem necessidade de qualquer actualização, o que foi, é e sempre será a doutrina da Igreja sobre os temas abordados.

A nossa Academia Mariana Theotokos está a organizar mais uma peregrinação a um dos mais antigos santuários marianos do nosso país, o Santuário de Nossa Senhora da Abadia (Amares), no próximo dia 1 de maio, de participação livre.

Este ano, centrar-se-á em São Bernardo de Claraval, o Doutor melífluo, um dos maiores cultores e cantores de Maria, a Santa Mãe de Deus, a Theotokos.

Rezando à Rainha da Vida e das Famílias, com São Bernardo, teremos uma especial atenção orante pela vida humana e pelas famílias, cumprindo um voto deste Papa maior, São João Paulo II Magno:

“... é urgente uma grande oração pela vida, que atravesse o mundo inteiro...”
(Evangelium vitae, n.º 100)

É o que nos propomos fazer nesta peregrinação à Senhora da Abadia!

Nesta peregrinação queremos continuar a viver como:

“... povo peregrino, povo da vida e a favor da vida...”


Militia Sanctae Mariae Portugal | CÍRCULO INTERNACIONAL SHAHBAZ BAHTTI
NEWSLETTER de ABRIL DE 2026
Barbárie do Século XXI: O Genocídio Yazidi e o Estado Islâmico
5.000 homens mortos e cerca de 10.800 mulheres e crianças escravizadas




Em pleno século XXI, numa era que muitos consideram de progresso e civilização, ocorreram crimes que recordam os capítulos mais sombrios da história da humanidade. O genocídio do povo yazidi, perpetrado pelo autoproclamado Estado Islâmico, é um desses episódios. Trata-se de uma tragédia marcada por violência extrema, perseguição religiosa e um sofrimento humano difícil de compreender — e ainda mais difícil de aceitar.
Quem são os Yazidis?
Os yazidis são uma minoria religiosa ancestral, com raízes na região do Curdistão, sobretudo no norte do Iraque. A sua fé, distinta do islamismo e do cristianismo, levou ao longo da história a sucessivas perseguições, sendo frequentemente incompreendida e alvo de acusações infundadas.
O Início do Genocídio (2014)
Em agosto de 2014, o Estado Islâmico lançou uma ofensiva brutal sobre a região de Sinjar, onde viviam milhares de yazidis. O objetivo era claro: eliminar ou subjugar completamente esta comunidade religiosa.
Os homens yazidis foram sistematicamente executados. Estima-se que cerca de 5.000 homens tenham sido mortos. Mulheres e crianças foram capturadas em massa — cerca de 10.800 — e submetidas a um sistema organizado de escravidão sexual, tráfico humano e conversão forçada.
A Escravidão e a Desumanização
Um dos aspetos mais chocantes deste genocídio foi a institucionalização da escravidão. Mulheres e meninas yazidis foram tratadas como “espólio de guerra”, vendidas em mercados, trocadas entre combatentes e sujeitas a abusos físicos e psicológicos constantes.
Este sistema não foi caótico — foi planeado. O Estado Islâmico criou regras e justificações ideológicas para legitimar estas atrocidades, revelando um nível de desumanização profundo e perturbador.
Reação Internacional e Reconhecimento
A comunidade internacional reagiu com indignação, mas muitos consideram que a resposta foi tardia. As Nações Unidas reconheceram oficialmente estes atos como genocídio, destacando a intenção deliberada de destruir o povo yazidi enquanto grupo religioso.
Diversas operações militares e humanitárias foram posteriormente realizadas para libertar territórios e resgatar sobreviventes, mas as marcas deixadas são profundas e duradouras.
Consequências e Memória
Milhares de yazidis continuam desaparecidos até hoje. Muitos sobreviventes vivem em campos de refugiados, carregando traumas difíceis de superar. Famílias foram destruídas, comunidades desfeitas, e uma cultura milenar quase aniquilada.
O genocídio yazidi levanta questões fundamentais sobre a capacidade do mundo em prevenir tais atrocidades e proteger minorias vulneráveis.
O genocídio dos yazidis não é apenas um episódio isolado de violência — é um aviso. Mostra que o mal, quando alimentado por ideologias extremistas e pela indiferença, pode atingir níveis devastadores.
A tua revolta é compreensível. É, aliás, necessária. Porque lembrar, falar e compreender estas tragédias é uma forma de honrar as vítimas e de tentar impedir que algo semelhante volte a acontecer.
Bruno Fernando de C. Guedes
Presidente do Círculo Internacional Shahbaz Bahtti

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