quarta-feira, 6 de maio de 2026

 A VIRGEM MARIA E A LITURGIA

Autoria de : Michel Pagiossi Silva


Maria não está no centro da liturgia.

Mas está no coração dela.

A liturgia da Igreja é essencialmente cristocêntrica: tudo é oferecido ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo. No entanto, dentro desse mistério, a Virgem Maria ocupa um lugar único, porque ninguém esteve tão unido a Cristo quanto ela. Sua presença na liturgia não é acessória nem decorativa, mas profundamente teológica.

O Concílio Vaticano II ensina que Maria está intimamente unida à obra da salvação e, por isso, é também inseparável da vida litúrgica da Igreja (cf. Lumen Gentium, 53). Aquela que deu ao mundo o Corpo de Cristo está presente, de modo espiritual, sempre que esse mesmo Corpo é oferecido no altar. Não como sacerdotisa, mas como Mãe que participa da oblação do Filho.

Na Santa Missa, o nome de Maria não aparece por acaso. Ela é invocada no coração da Oração Eucarística, especialmente no Cânon Romano, porque a Igreja reconhece que o mistério que ali se realiza começou no seu ventre. Sem o “fiat” de Maria, não haveria Encarnação. E sem Encarnação, não haveria Sacrifício redentor.

Contemplar Maria na liturgia é aprender a participar da Missa como ela participou do Calvário: em silêncio, em adoração, em entrega total. Ela não toma o lugar de Cristo, mas nos ensina a permanecer com Ele. Sua atitude interior é o modelo perfeito de participação litúrgica: fé sem reservas, obediência plena e união profunda com o sacrifício.

Por isso, a verdadeira devoção mariana não afasta da liturgia, mas conduz a ela. Quem ama Maria aprende a amar a Santa Missa. Quem se aproxima do seu coração encontra o caminho mais seguro para o altar.

Maria não é o centro do culto.

Mas ninguém nos conduz melhor ao centro.

Por uma Santa Liturgia.

domingo, 19 de abril de 2026

 Militia Sanctae Mariae Portugal Theotokos - Academia Mariana
CURTA REFLEXÃO XXXII | Autoria de Carlos Aguiar Gomes

“... povo peregrino, povo da vida e a favor da vida...”
(Evangelium vitae, 105)

“... é urgente uma grande oração pela vida, que atravesse o mundo inteiro.”
(Evangelium vitae, n.º 100)

“Ó Maria,
Mãe dos viventes,
confiamo-vos a causa da vida:
olhai, Mãe, para o número sem fim
de crianças a quem é impedido nascer,
de pobres para quem se torna difícil viver,
de homens e mulheres vítimas de inumana violência,
de idosos e doentes assassinados pela indiferença
ou por uma presunta compaixão...”
(Evangelium vitae, n.º 105)

Nunca é demasiado, e nunca será uma perda de tempo, repetir e jamais esquecer que o Papa São João Paulo II Magno foi e ficará para sempre o Papa da Vida e da Família.

Entre os inúmeros documentos, mais ou menos solenes, São João Paulo II Magno deixou-nos dois extraordinários testemunhos imperecíveis do seu empenho constante na defesa intransigente e clara da necessidade de uma “militância” pela vida humana, da concepção até à morte natural: a Exortação Apostólica Familiaris Consortio (22 de novembro de 1981) e a Encíclica Evangelium Vitae (25 de março de 1995).

Estes dois documentos do Papa São João Paulo II Magno não perdem o seu interesse nem a sua validade. A doutrina neles exposta mantém-se actual — talvez mais do que nunca — e condensam, de forma insofismável e sem necessidade de qualquer actualização, o que foi, é e sempre será a doutrina da Igreja sobre os temas abordados.

A nossa Academia Mariana Theotokos está a organizar mais uma peregrinação a um dos mais antigos santuários marianos do nosso país, o Santuário de Nossa Senhora da Abadia (Amares), no próximo dia 1 de maio, de participação livre.

Este ano, centrar-se-á em São Bernardo de Claraval, o Doutor melífluo, um dos maiores cultores e cantores de Maria, a Santa Mãe de Deus, a Theotokos.

Rezando à Rainha da Vida e das Famílias, com São Bernardo, teremos uma especial atenção orante pela vida humana e pelas famílias, cumprindo um voto deste Papa maior, São João Paulo II Magno:

“... é urgente uma grande oração pela vida, que atravesse o mundo inteiro...”
(Evangelium vitae, n.º 100)

É o que nos propomos fazer nesta peregrinação à Senhora da Abadia!

Nesta peregrinação queremos continuar a viver como:

“... povo peregrino, povo da vida e a favor da vida...”


Militia Sanctae Mariae Portugal | CÍRCULO INTERNACIONAL SHAHBAZ BAHTTI
NEWSLETTER de ABRIL DE 2026
Barbárie do Século XXI: O Genocídio Yazidi e o Estado Islâmico
5.000 homens mortos e cerca de 10.800 mulheres e crianças escravizadas




Em pleno século XXI, numa era que muitos consideram de progresso e civilização, ocorreram crimes que recordam os capítulos mais sombrios da história da humanidade. O genocídio do povo yazidi, perpetrado pelo autoproclamado Estado Islâmico, é um desses episódios. Trata-se de uma tragédia marcada por violência extrema, perseguição religiosa e um sofrimento humano difícil de compreender — e ainda mais difícil de aceitar.
Quem são os Yazidis?
Os yazidis são uma minoria religiosa ancestral, com raízes na região do Curdistão, sobretudo no norte do Iraque. A sua fé, distinta do islamismo e do cristianismo, levou ao longo da história a sucessivas perseguições, sendo frequentemente incompreendida e alvo de acusações infundadas.
O Início do Genocídio (2014)
Em agosto de 2014, o Estado Islâmico lançou uma ofensiva brutal sobre a região de Sinjar, onde viviam milhares de yazidis. O objetivo era claro: eliminar ou subjugar completamente esta comunidade religiosa.
Os homens yazidis foram sistematicamente executados. Estima-se que cerca de 5.000 homens tenham sido mortos. Mulheres e crianças foram capturadas em massa — cerca de 10.800 — e submetidas a um sistema organizado de escravidão sexual, tráfico humano e conversão forçada.
A Escravidão e a Desumanização
Um dos aspetos mais chocantes deste genocídio foi a institucionalização da escravidão. Mulheres e meninas yazidis foram tratadas como “espólio de guerra”, vendidas em mercados, trocadas entre combatentes e sujeitas a abusos físicos e psicológicos constantes.
Este sistema não foi caótico — foi planeado. O Estado Islâmico criou regras e justificações ideológicas para legitimar estas atrocidades, revelando um nível de desumanização profundo e perturbador.
Reação Internacional e Reconhecimento
A comunidade internacional reagiu com indignação, mas muitos consideram que a resposta foi tardia. As Nações Unidas reconheceram oficialmente estes atos como genocídio, destacando a intenção deliberada de destruir o povo yazidi enquanto grupo religioso.
Diversas operações militares e humanitárias foram posteriormente realizadas para libertar territórios e resgatar sobreviventes, mas as marcas deixadas são profundas e duradouras.
Consequências e Memória
Milhares de yazidis continuam desaparecidos até hoje. Muitos sobreviventes vivem em campos de refugiados, carregando traumas difíceis de superar. Famílias foram destruídas, comunidades desfeitas, e uma cultura milenar quase aniquilada.
O genocídio yazidi levanta questões fundamentais sobre a capacidade do mundo em prevenir tais atrocidades e proteger minorias vulneráveis.
O genocídio dos yazidis não é apenas um episódio isolado de violência — é um aviso. Mostra que o mal, quando alimentado por ideologias extremistas e pela indiferença, pode atingir níveis devastadores.
A tua revolta é compreensível. É, aliás, necessária. Porque lembrar, falar e compreender estas tragédias é uma forma de honrar as vítimas e de tentar impedir que algo semelhante volte a acontecer.
Bruno Fernando de C. Guedes
Presidente do Círculo Internacional Shahbaz Bahtti

quarta-feira, 15 de abril de 2026

32.º aniversário da morte de Jérôme Lejeune

INSTITUTO INTERNACIONAL FAMILIARIS CONSORTIO | NEWSLETTER – ABRIL

(O casal Lejeune e o Papa São João Paulo II Magno)

O INSTITUTO INTERNACIONAL FAMILIARIS CONSORTIO (Portugal) tem como um dos seus padroeiros e grandes inspiradores, além de São João Paulo II Magno, o Professor Jérôme Lejeune, médico geneticista francês falecido a 3 de Abril de 1994, Ano Internacional da Família com 68 anos (nasceu a 13 de Junho de 1926) e de quem  muito ainda havia a esperar.

O hoje Venerável Lejeune foi um dos mais eminentes cientistas do século XX. A este sábio se deve a descoberta da causa da doença, então, chamada mongolismo e de que hoje se sabe a origem genética da mesma e que foi a primeira grande descoberta da relação entre património genético e doença. Lejeune constatou que aquela doença era genética e se devia à existência de mais um cromossoma autossómico no par 21. É a trissomia 21.

Além de um grande cientista, Lejeune era um defensor acérrimo e com um pensar e agir cientificamente muito bem estruturado da vida humana desde a concepção até à morte natural. Por isso, não ganhou o Prémio Nobel que lhe estava destinado.

Com um perfil científico e ético sem mancha, Lejeune tornou-se um grande amigo do Papa São João Paulo II Magno a quem cometeu a missão de redigir os estatutos da Academia Pontifícia para a Vida e de ser o seu primeiro presidente.

Ao passar o 32.º aniversário da morte de Jérôme Lejeune, o IFC/IFCI não poderia deixar passar em claro esta efeméride e pedir ao Venerável Lejeune que interceda por todos os que se empenham na defesa da Vida Humana, apesar dos obstáculos que enfrentam.

domingo, 5 de abril de 2026

quinta-feira, 26 de março de 2026

Kairos está de regresso




O Kairos é um boletim informativo da Militia Sanctæ Mariæ, Priorado de São Nuno de Santa Maria. O número zero do KAIROS foi tornado público em 29 de setembro de 2019, dia em que a Militia Sanctæ Mariæ festeja o dia do seu Grão-Mestre, S. Miguel Arcanjo, Príncipe da Milícia Celeste.

Propunha-se pautar a sua atividade pela defesa:
  • da Vida Humana (do nascimento ao seu ocaso natural);
  • da Família (tal como ela é desejada por Deus);
  • da Cultura que nos fez através dos tempos e a que não queremos nem podemos renegar sem perder a nossa identidade;
  • da Criação e meio ambiente, obra de Deus, o único Criador, que nos foi emprestado para fruição e não destruição e que tão ameaçados estão na atualidade;
  • da defesa dos Direitos de Deus e de todos os homens, sobretudo dos mais frágeis, dos perseguidos e esquecidos;
  • da promoção do Direito Natural que tantos, cada vez mais, recusam.
Passados que estão estes anos e, depois de um interregno de quase quatro anos, o KAIROS está de regresso para continuar a travar o mesmo combate.

Pode ler aqui o número 5, editado ontem, 25 de março de 2026. Pode ainda ler todos os números no seguinte endereço: http://www.msm-portugal.pt/KAIROS.html

segunda-feira, 23 de março de 2026

 Militia Sanctae Mariae Portugal
NEWSLETTER MARÇO 2026 | NOSSA SENHORA DA VIDA



No dia 25 pf, Solenidade da Anunciação do Senhor e Dia da Criança por Nascer, o Instituto Internacional Familiaris Consortio, vai celebrar esta efeméride em defesa da Vida Humana com a recitação do Terço e Santa Missa , na igreja da Penha ( Braga) no horário habitual (Terço às 15 h 30 m e Santa Missa às 16 h).

Recordamos que esta celebração faz parte do património espiritual do IIFC/IFCI e que só a Pandemia do Covid19 interrompeu.

Deste modo, o IIFC/IFCI cumpre o pedido do nosso Patrono Celeste, São João Paulo II Magno que se fizesse uma corrente de oração pela vida humana, na Exortação Apostólica “Familiaris consortio”.
Num tempo ameaçador para a Vida Humana, a ameaça maior é dirigida contra os mais frágeis e indefesos que não podem fugir nem pedir socorro: as crianças por nascer pelo aborto ou os velhos, doentes e limitados pela eutanásia. O IIFC/IFCI está alerta e vigilante. A oração é um combate maior que está ao nosso alcance e em que todos podemos e devemos colaborar.

Nesta linha de acção, a oração que iremos fazer a 25 de Março, está nesta sintonia e responde ao citado apelo do Papa da Vida e da Família.

Que Nossa Senhora da Vida, que abre esta Newsletter, acolha em seu regaço de Mãe todas as crianças abortadas e anime todas as mães e pais a saberem acolher e cuidar da vida humana nascente.
Nenhuma Vida Humana é descartável!

 A VIRGEM MARIA E A LITURGIA Autoria de : Michel Pagiossi Silva Maria não está no centro da liturgia. Mas está no coração dela. A li...