segunda-feira, 2 de março de 2026

 


No caminho, Jesus faz aos apóstolos uma pergunta aparentemente inofensiva: «Quem dizem as pessoas que eu sou?» (Marcos 8:27). Eles respondem com o que as pessoas dizem sobre ele: «João Batista; outros dizem Elias; outros ainda, um dos profetas». Essas respostas não são surpreendentes. João tinha vivido uma vida ascética no deserto, alimentando-se de mel e gafanhotos, oferecendo um batismo de arrependimento e apelando a uma conversão radical. Morreu decapitado por ordem de Herodes. Elias era um grande profeta, «o homem de Deus» (2 Reis 1, 9) segundo a tradição judaica. Ascendeu ao céu diante dos olhos deslumbrados do seu discípulo Eliseu, e o profeta Malaquias anunciou o seu regresso «antes da vinda do grande e terrível dia do Senhor» (Malaquias 3, 23). Assim, Jesus poderia ser Elias regressado aos seus olhos. Finalmente, «um dos profetas» — esta terceira resposta era consistente com as ações de Jesus, que chamava as pessoas a acreditar em Deus. Esta era a missão de todos os grandes profetas da antiguidade.

Depois de obter esta resposta, Jesus pergunta-lhes: «E vocês, o que dizem? Para vocês, quem sou eu?» Não se trata de repetir as palavras dos outros, mas de dar uma resposta pessoal. Diante do mistério de Jesus, Pedro toma a palavra e diz-lhe: «Tu és o Cristo». Muitos esperavam a vinda do Messias, do Cristo, sendo que as duas palavras têm o mesmo significado, a primeira em hebraico e a segunda em grego. Jesus não confirma diretamente a Pedro a exatidão da sua resposta, mas proíbe-os de falar sobre Ele a ninguém. Este comentário de São Marcos confirmaria a resposta correta de Pedro? Parece-nos justo, uma vez que Jesus teria corrigido Pedro se este estivesse errado. Perguntemo-nos agora qual seria a nossa resposta a Jesus se Ele nos perguntasse: «Para vocês, quem sou eu?» Tal como as multidões de outrora, talvez déssemos as seguintes respostas: «um mestre, um professor, um profeta, um sábio». É certo que isso é verdade, mas será que O vemos como Aquele que as Sagradas Escrituras apresentam? Lucas diz que ele é o Filho do Altíssimo. João diz que ele é o Verbo divino feito carne, a imagem do Pai eterno. O centurião ao pé da cruz diz que ele é verdadeiramente o Filho de Deus. Os evangelhos apresentam-no como a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Ele é o verdadeiro cordeiro que tira o pecado do mundo e nos salva a todos da morte pelo seu sacrifício. A lista é ainda longa. Ele é desde toda a eternidade e veio entre nós para que tenhamos a Vida eterna. Estamos dispostos a acolher a sua pessoa tal como a fé nos apresenta, uma única pessoa divina em duas naturezas, divina e humana? E se a pergunta «para si, quem é Jesus?» for feita por um ente querido, ou mesmo por um muçulmano, sabe apresentar-lhe a pessoa de Jesus tal como ele é na verdade, nosso Senhor e nosso Salvador? … da Mensagem fraterna do Bispo de Chartres para esta semana

 

PARA SERMOS PRESENÇA FIRME QUANDO O MAL TENTA IMPOR-SE


IRÃO | Marzieh Ebrahimi é uma ativista iraniana sobrevivente de um ataque com ácido ocorrido em 2014, em Isfahan. Na época com 25 anos, ela foi uma das várias mulheres alvejadas por homens em motocicletas, supostamente por não estarem a usar o hijab, o véu islâmico imposto por lei no país. Hoje, Ebrahimi afirma celebrar a queda do ditador Ali Khamenei, símbolo do regime que, segundo ela, oprimiu e violentou mulheres iranianas por décadas.


O seu testemunho não é apenas um relato pessoal de dor — é um grito que ecoa em nome de milhares de mulheres que viveram sob medo, repressão e imposição.

Independentemente das complexidades políticas e geoestratégicas que envolvem o Irão, existe uma Verdade que ultrapassa regimes e ideologias: a Dignidade da pessoa humana não pode ser negociada.

Nenhuma autoridade tem o direito de desfigurar um rosto criado à imagem de Deus. Nenhum poder político pode substituir-se à consciência. Nenhuma lei injusta pode apagar a verdade inscrita no coração humano.

Como cristãos, somos chamados a algo muito claro:
defender o BEM, proteger os fracos e nunca normalizar a Violência.

A imposição forçada de práticas religiosas, quando acompanhada de intimidação e agressão, não é expressão de fé — é expressão de medo e domínio. A verdadeira fé nasce da liberdade. Deus não obriga; Deus chama.

O sofrimento destas mulheres recorda-nos que:

- A mulher deve ser honrada, nunca humilhada.
- O idoso deve ser protegido, nunca silenciado.
- A criança deve crescer em segurança, nunca sob terror.
- O forte tem o dever moral de defender o vulnerável.

A Militia Sanctae Mariae existe para isto: PARA SERMOS PRESENÇA FIRME QUANDO O MAL TENTA IMPOR-SE. Não Respondemos com ódio mas somos firmes na defesa dos fracos, necessitados e oprimidos. Ficar indiferente somente aumentará o Poder do Mal.
O silêncio perante a injustiça é cumplicidade.

Que cada membro da Militia Sanctae Mariae seja guardião da dignidade humana. Que tenha coragem de defender os valores que Deus nos ensina — a vida, a liberdade de consciência, o respeito pela mulher, a proteção dos mais frágeis.

O mal pode tentar impor-se pelo medo. Pode marcar corpos. Pode espalhar intimidação. Mas nunca conseguirá apagar a verdade.
E como já foi dito com sabedoria:
“O Mal é a Voz do Bem que não se faz ouvir.”

Que nunca nos falte voz.
Que nunca nos falte coragem.
Que nunca nos falte fé.



  No caminho, Jesus faz aos apóstolos uma pergunta aparentemente inofensiva: «Quem dizem as pessoas que eu sou?» (Marcos 8:27). Eles respond...