domingo, 20 de outubro de 2019

Que seria deste cedro?....


Que seria deste cedro, da ilha do Pico ( Açores), se não fossem as raízes que o aguentam , face aos fortes ventos? Assim, uma Família ou outra comunidade que perdeu as suas raízes será arrancada e morrerá face aos ventos de destruição que sopram...

sábado, 19 de outubro de 2019

DOM ANTÓNIO BARROSO NO PARLAMENTO


O homem das barbas, de Remelhe, Barcelos, que tudo fez para estar agora a caminho dos altares, não tinha papas na língua quer para anunciar Jesus Cristo, quer para defender a Igreja e o país, quer para enfrentar quem se metia onde não era chamado ou se aburguesava no faz de conta.
Ensinava que o missionário deve levar “em uma das mãos a cruz, símbolo augusto da paz e da fraternidade dos povos, e na outra a enxada, símbolo do trabalho abençoado por Deus. Deve ser padre e artista, pai e mestre, doutor e homem da terra; deve tão depressa pôr a sua estola (...) como empunhar a picareta para arrotear uma courela de terreno; deve tão depressa fazer uma homilia, como pensar a mão escangalhada pela explosão duma espingarda traiçoeira”.
No dia 20 deste mês de outubro de 2019, a Igreja em Portugal, com a presença dos Bispos Portugueses e do Povo crente e sempre grato, vai prestar-lhe uma homenagem em Cernache do Bonjardim, Sertã, junto ao Seminário das Missões ou da Boa Nova, onde ele estudou. Este gesto em Dia Mundial das Missões quer assinalar o Mês Extraordinário Missionário e, utilizando eu as palavras do cronista João de Barros, quer assinalar também os “trabalhos de Hércules” que tantos missionários e mártires portugueses levaram a cabo por esse mundo além, enobrecendo e ajudando a escrever a nossa história: “Vós, Portugueses, poucos quanto fortes/Que o traço poder vosso não pesais/Vós que, à custa de vossas várias mortes/A lei da vida eterna dilatais” (Camões).
Torno presente o elogio que o Deputado Urgel Abílio Horta lhe fez no Parlamento em 1954. Assim:
“Sr. Presidente: pedi a V. Ex.ª o favor de me ser concedida a palavra para, como Deputado pelo Porto, falar de alguém que, não tendo ali o seu berço de nascimento, viveu, contudo, durante largos anos intimamente preso aquela cidade, pela sua alma, pelo seu coração, pelo seu espírito.
Quero referir-me a D. António Barroso, que foi um dos maiores bispos portugueses.
As comemorações centenárias do seu nascimento, realizadas na fidalga cidade minhota de Barcelos e na encantadora aldeia de Remelhe, sua terra natal, promovidas pela Câmara Municipal daquele concelho, resultaram numa manifestação de dulcíssimo encanto espiritual de incomparável beleza, a que se associaram o Governo da Nação, com a presença do Sr. Ministro do Ultramar, os mais altos dignitários da Igreja, os representantes da alta cultura e o povo, sempre pronto a fazer justiça a quem é digno dela.
A vida do grande pioneiro da Igreja - facho de luz brilhante na escuridão de uma noite de trevas - tomou proporções lendárias pela sua ação notabilíssima ao serviço da Pátria e do Evangelho.
Deus, na sua infinita misericórdia, fez esse homem detentor de todas as virtudes, as mais raras e as mais nobres; o mais valoroso e o mais corajoso soldado da sua milícia, na luta apologética e doutrinária sustentada na pregação da paz, do amor, da caridade, que ele largamente difundiu e praticou. Como grande missionário, o seu mais elevado título, pela projeção justificadamente adquirida, foi D. António Barroso um grande português, herói consagrado da nossa epopeia ultramarina, que a Nação, em terras longínquas da Ásia e da África, prestou os mais assinalados serviços. Viveu para a sua pátria como viveu para a Igreja, sabendo engrandecê-la e honrá-la. Os homens tornam-se verdadeiramente grandes quando sabem lutar, intemerata e sinceramente, pelos grandes ideais que abraçaram com carinho, com amor e com paixão.
E o grande bispo do Porto, na tarefa magnifica de dilatar a Fé e o Império, encarnou gloriosamente o papel de soldado e missionário, levando o seu apostolado a todas as regiões onde havia necessidade de ser ouvida e escutada a palavra de Deus e respeitados o nome e a bandeira de Portugal. A sua ação missionária, coroa valiosa da maior glória sacerdotal, era Angola, em Moçambique e na Índia ficou brilhantemente documentada. Mas foi especialmente no Congo que a sua atividade, o seu esforço, a sua coragem e a sua fé obraram prodígios na evangelização dos povos, a quem abnegadamente se deu e serviu. E ali, nesse território em desagregação iminente e perigosa, batido pelo vento da desnacionalização, soube, como os grandes colonialistas, no número dos quais enfileira, impor pela sua ação enérgica e paternal os direitos da soberania portuguesa. Ele o afirma dizendo: «Tudo ali eram ruínas. A catedral havia ruído. Todo o deslumbre da nossa formosa língua desaparecera completamente. Era sinistro! Quadro horroroso: o passado morrera! Como ressuscitá-lo? Nunca a cruz mutilada de Alexandre Herculano me lembrou tanto como ao ver Deus e Portugal mortos na alma dos pretos». Mas o milagre da ressurreição operou-o o grande bispo, sabendo impor ao rei do Congo e aos seus súbditos o nome de Portugal. Obra duma grande personalidade, cuja alma cristianíssima atravessa a vida, alcança os paramos do infinito, aproximando-se de Deus, no seu eterno destino, orando em seu louvor, pedindo a proteção para a sua pátria! E foi ouvido na sua súplica. E elevou-se cada vez mais no desempenho da missão civilizadora, educadora, altamente dignificante da condição humana em defesa dos preceitos do Evangelho, que difundiu e ensinou com o seu verbo eloquente, por todas as províncias ultramarinas no nosso império.
D. António Barroso foi mais tarde sagrado bispo da diocese do Porto e grande se revelou também no seu alto sacerdócio. Querido, respeitado e amado por todos quantos sentiram a chama viva da Fé, que ele sabia acender e animar na alma do povo. Infinitamente bom, jamais negou proteção a todos quantos dele se abeiravam e lha pediam.
O sacerdote de Cristo, que lutou apaixonadamente por Deus e pela Pátria, e que, subindo o seu calvário, arrostou com todos os perigos e com todas as contrariedades, soube santamente viver com resignação e coragem as agruras do exílio e as horas amargas da prisão. O bispo missionário, maltratado, perseguido e desterrado, sem outra culpa que não fosse a fidelidade às leis e às doutrinas da Igreja, imutável nos seus postulados e vitoriosa na sua ação, chama abrasando almas sedentas de fé, vive hoje na memória de todos os portugueses. E o bronze e o granito do seu monumento erigido no coração de Barcelos recordarão a obra de caridade, fé e amor de um notável ministro da Igreja.
Mas não basta o seu monumento ou as brilhantes teses apresentadas e discutidas no Congresso Missionário realizado em Barcelos para satisfazer aspirações e anseios bem justificados, honrando e glorificando a insigne figura desse prestigioso ministro de Cristo.
O Seminário dos Carvalhos, magnifico edifício de admirável localização, que o cardeal D. Américo mandou edificar à custa dos maiores sacrifícios materiais; grande escola-internato para a formação de sacerdotes, obedecendo a todos os requisitos necessários à alta missão para que foi criado e a que D. António Barroso dedicava um carinho e um interesse bem compreensível, foi em triste época de perseguição religiosa tirado aos seus legítimos possuidores com o mais absoluto desprezo pela hierarquia eclesiástica. Pois, Sr. Presidente, as comemorações que acabam de realizar-se, e a que se associou o Governo da Nação, não teriam a finalidade que lhes é devida sem a reparação para a qual chamamos a atenção dos altos poderes do Estado.
Interpretando o sentir do Congresso Missionário e em nome da lei ultrajada e da justiça ofendida, nós pedimos seja restituída aos seus legítimos donos, em toda a sua plenitude, a propriedade desse seminário, que, contra todos os preceitos da razão, da moral e da justiça, lhe havia sido confiscada.
Entregue-se à diocese do Porto o seu seminário, o Seminário dos Carvalhos, e o espirito do grande bispo, que deu à Pátria honra e glória, continuará velando por nós, na alta missão do robustecimento da Fé e engrandecimento do Império. Disse.” (in: Site Debates Parlamentares, Diário das Sessões, nº 54).
+++++++++
São João Paulo II, em 1991 no aeroporto da Portela, renovou-nos o desafio: “Portugal, convoco-te para a missão (...) As sucessivas gerações dos vossos maiores buscaram no Evangelho a inspiração para as suas vidas e legaram-vos esta cultura constantemente enriquecida pelo cruzamento da fé cristã com as várias populações que fizeram a história da Europa e do Mundo (...) Um dia, Portugal foi púlpito da Boa Nova de Jesus Cristo para o mundo, levada para longe em frágeis caravelas por arautos impelidos pelo sopro do Espírito. Hoje venho aqui para, da mesma tribuna, convocar todo o Povo de Deus à evangelização do mundo (...) Portugal, convoco-te para a missão”.
Antonino Dias
 Bispo de Portalegre-Castelo Branco, 18-10-2019.

A PARÁBOLA DO JUIZ INÍQUO

La parabole du juge inique homélie La veuve dont nous parle l'évangile finit par obtenir justice, car le mauvais juge en a assez d'être importuné. Mais Dieu Lui est la bonté infinie. Il nous exauce parce qu'Il est un Père plein de bonté. Pourtant, me direz-vous, certaines de nos prières n'ont pas toujours été exaucées. Et nous avions cependant prié avec tant de ferveur! Il y a des gens qui prient pour gagner au loto, alors que c'est un jeu de hasard, contre lequel la vraie religion nous met en garde. Il est évident qu'au loto, un seul sur des centaines de milliers pourra gagner le gros lot. La foi nous enseigne que toute vraie prière, conforme à la volonté de Dieu, est toujours exaucée. Mais nous ne sommes pas toujours exaucés comme nous l'entendons. Si nous ne recevons pas ce que nous demandons explicitement, Dieu nous accorde d'autres grâces, plus utiles à notre salut. Dieu seul sait ce qui est vraiment bon pour nous, Il sait où Il veut nous conduire. Si Dieu ne nous accorde pas ce que nous demandons, c'est par amour pour nous. Mais en fait toute prière bien faite est toujours exaucée, car des grâces nous sont toujours données. Voici une demande que Dieu exaucera toujours en tant que telle: si nous lui demandons son saint amour et la grâce d'y persévérer jusqu'à notre mort. Le Seigneur, à la fin de l'évangile, a cette parole mystérieuse: Quand viendra le Fils de l'homme, trouvera-t-il la foi sur la terre? Beaucoup de passages de la Sainte Écriture disent qu'à la fin des temps, il y aura une apostasie générale et le règne de l'antéchrist. De nos jours, nous voyons de plus en plus de gens qui ne croient plus à rien et les forces du mal se déchaînent dans le monde. Serions-nous proches de la fin? Quoi qu'il en soit, dans l'épreuve actuelle de l'Église, nous devons tenir bon dans la foi et dans la vraie doctrine qui nous a été enseignée. Remercions Dieu chaque jour de nous avoir donné la foi catholique et demandons-lui d'y persévérer jusqu'à notre dernier souffle. Le samedi-saint, alors que tout était perdu, seule Marie a gardé la foi. Si nous sommes arrivés au samedi-saint de l'histoire de l'histoire de l'Église, réfugions-nous tout particulièrement en Marie, car elle nous l'a promis à Fatima: A la fin mon cœur immaculé triomphera. Car après les ténèbres du samedi-saint, se lèvera sans aucun doute l'aube de la résurrection de Pâques. Dom Simon Noel OSB

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

SAUDAÇÃO FRATERNA DO MESTRE DA MSM Na festa de Nossa Senhora Aparecida + PAX Aos meus Irmãos e Amigos do Brasil: Celebrais, amanhã, a Festa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil. Não posso ficar indiferente e, por isso, quero associar-me aos meus Irmãos e Amigos brasileiros nesse dia de júbilo em que a nossa “ Doce Suserana”, a Virgem Santa Maria, a Quem nos consagramos, é honrada de forma particular no vosso querido e amado país. Faço votos e rezarei convosco amanhã, para que, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, o Brasil cresça no amor para com a “ THEOTOKOS”, com o vosso contributo, “ para maior glória de Deus, no tempo e na eternidade”. Caros Irmãos e Amigos, que o amor filial para com Nossa Senhora vos dê sempre a coragem, a determinação e a força para lutarem pelo Bem, pelo Bom e pelo Belo, no amor pelos mais desfavorecidos, pobres ou não. Peço-vos que amanhã, todos leiam e meditem no nosso Código de Honra ( Cap. III da nossa Regra) e façam-no como estivessem a oferecer um ramo das mais belas flores do Brasil a Nossa Senhora Aparecida. Que todos interiorizem que são “ soldados de Deus” ( miles) por Maria. A todos abraço e para todos e vossas famílias peço a bênção da MATER NOSTRAE MILITIAE. Braga, 11 de Outubro de 2019 O Mestre e primeiro servidor da MSM Carlos Aguiar Gomes ( Miles – pauper et peccator)

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

BENDITA SOIS, MARIA

Bendita sois, Maria! («Como à noite a lua resplandece, Em vós a Luz do Pai nos aparece: Bendita sois, Maria!») Bendita sois, Maria! Sois Luz em nosso caminhar, Amparo do nosso p`regrinar. Mãe e Senhora nossa. Bendita sois ,Maria! Bendita sois, Maria! Nas trevas e aflições Ilumina nossos corações! Mãe e Senhora nossa. Bendita sois, Maria! Bendita sois, Maria! Carlos Aguiar Gomes

  CÍRCULO INTERNACIONAL SHAHBAZ BAHTTI NIGÉRIA | 43 mil cristãos mortos — O silêncio do mundo Novo massacre no estado de Plateau volta a exp...