
MILITIA SANCTÆ MARIÆ
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Companhia Regular e Militante dos Cavaleiros de Nossa Senhora -
Priorado de São Nuno de Santa Maria
CURTA REFLEXÃO XLIV
Minha Senhora, minha Rainha
Liberta-me de todo o mal,
Guarda-me neste dia
Também na hora final.
Salve, salve Regina.
Minha Senhora, minha Rainha,
Livra-me das tentações
Atende sempre meus rogos
Conforta-me nas provações.
Salve, salve Regina.
(Carlos Aguiar Gomes - 6. Nov. 2014, dia de São Nuno de Santa Maria)
A “alma” portuguesa é profundamente mariana.
Antes de Portugal o ser já Maria reinava nos corações dos “portugueses a haver”. São inúmeros os santuários marianos anteriores à nossa nacionalidade, basta percorrer o nosso país e vermos a quantidade de velhos santuários que foram dedicados a Maria (recordemos o santuário da Senhora da Abadia, em Amares, cuja origem se perde na noite dos tempos, mas anterior ao nascimento de Portugal e hoje, sob esta invocação, está presente em inúmeros países?).
Quantas lendas nos remetem para pastores humildes, cujo nome a história não registou, esconderam imagens sagradas de Maria aquando das invasões muçulmanas que varreram quase toda a península ibérica desde o século VII (711), destruindo igrejas e simples ermidas (e massacrando cristãos) e que séculos depois foram encontradas em grutas ou lapas das nossas serras tendo originado devoções marianas e santuários que ainda hoje são lugares de peregrinações ( não esquecendo que estas devoções se espalharam por todo o mundo onde chegaram os portugueses como a devoção a Nossa Senhora da Lapa surgida no norte de Portugal – Sernancelhe – e espalhada sobretudo pelos Padres Jesuítas).
E que dizer de uma larga maioria das mulheres portugueses iniciarem o seu nome próprio por Maria até à grande apostasia iniciada na década de 60 do século passado?
Quantas obras primas da nossa Arte (música, arquitectura, escultura, vitrais ou poesia) serem dedicados à nossa Padroeira (seja a Senhora da Oliveira em Guimarães ou, depois, a Senhora da Conceição de Vila Viçosa)?
Nossa Senhora, desde 1646, é nossa Rainha coroada solenemente por Dom João IV e, por isso, ele e os seus sucessores nunca mais colocaram a coroa real na sua cerimónia de aclamação como reis.
E o nosso folclore, a alma do nosso povo outrora cristão e profundamente mariano, como exprimia a sua fé na simplicidade dos seus cantares!
Nem o fanatismo ateu e persecutório da 1a república conseguiu beliscar a devoção a Nossa Senhora por parte dos portugueses. Foi, até, por providência divina, que surgem as aparições de Fátima, nessa época de “Afonsos Costas” de tão má memória e que alguns, muito poucos, graças a Deus, querem “ressuscitar”.
... mas “enquanto houver portugueses...” Maria será nossa padroeira, como cantavam, ainda não há muitos anos, a plenos pulmões todo povo português:
Salve, nobre Padroeira,
Do povo Teu protegido,
Entre todos escolhido,
Para povo do Senhor.
Ó glória da nossa terra,
Que tens salvado mil vezes!
Enquanto houver Portugueses,
Tu serás o seu amor!
O seu amor! O seu amor!
Flor de suave perfume
Para toda a Lusa Gente,
Entre nós, em cada crente
Tens esmerado cultor.
És a obra mais sublime
Que saiu das mãos de Deus.
Nem na terra nem nos céus,
Há criatura maior!
A Tua glória é valer-nos,
Não tens maior alegria;
Ninguém chama por Maria,
Que não alcance favor.
Acorde-nos, Mãe piedosa,
Nestes dias desgraçados,
Em que vivemos lançados
No pranto, no dissabor.
És a nossa padroeira
Não largues o padroado
Do rebanho confiado
Ao eu poder protector.
Portugal, qual outra Fénix,
À vida torne outra vez:
Não se chame português
Quem cristão de fé não for.
(Cântico popular)
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Carlos Aguiar Gomes
(Miles, pauper et peccator)
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