MILITIA SANCTÆ
MARIÆ
- Cavaleiros de
Nossa Senhora -
NEWSLETTER – OUTUBRO
26
UMA
OUTRA POLÍTICA FAMILIAR É POSSÍVEL, URGENTE E NECESSÁRIA!
O Presidente da Polónia,
Karol Nawrocki, proferiu um discurso corajoso, desassombrado e extremamente
oportuno na 81.ª sessão da
Assembleia Geral da ONU. Referindo-se a um dos mais sérios problemas das nossas sociedades,
Nawrockiw, referiu:
As sociedades estão envelhecidas e a natalidade está em baixa, a erosão dos laços sociais é real, e tudo isto mina os próprios fundamentos das nossas nações.
A resposta não poderia ser uma mera série de medidas económicas. Temos de reconstruir a nossas instituições. Temos de proteger e valorizar o valor da família, reforçar a importância significativa da parentalidade. Sim, a família, o pai e a mãe, devemos apreciar mais o valor da família, e devemos apreciar melhor as suas funções que são a primeira etapa para suplantar a crise demográfica.
Sem comunidades e famílias sólidas não teremos desenvolvimento estável nem segurança a longo prazo.
Façamos tudo o que pudermos para que a nossa cultura e os média se liguem mais em promover a natalidade e não o aborto.”
O Presidente polaco colocou o “dedo na ferida”: a crise demográfica tremenda em que estamos mergulhados há décadas e que piora todos os anos tem de se enfrentar, de forma firme, primeiramente no plano cultural sem descurar as medidas de natureza económica.
Figura 1 - Presidente da Polónia, Karol Nawrocki, discursa
na 81.ª Assembleia Geral da ONU
Vivemos uma época ferozmente anti-natalista, o que é uma evidência mesmo para os mais distraídos. E esta “normalidade” está a provar-se altamente perigosa. Na Europa já são raros os países onde há substituição de gerações, como Portugal onde há várias décadas, e de forma constante, não há substituição geracional. Acrescentado a esta catástrofe, as políticas têm-se dirigido de forma permanente num sentido mais gravoso, promovendo o aborto nas suas mais variadas modalidades (desde a distribuição da chamada “pílula do dia seguinte” (*) até ao aborto provocado cada vez mais tardiamente).
E não contentes com este desiderato, faltam dramaticamente os “CENTROS DE APOIO À VIDA” (**) que os sucessivos governos não estão interessados em criar condições para que estes surjam; nas escolas promovem-se noções de sexualidade desregulada e sem freios; a comunicação, poucas excepções, está ao serviço pleno destes projectos ideológicos.
Como já aqui se tem dito, é dramática a situação do chamado Ocidente, do ponto de vista da Vida e do Direito à Vida e a passividade e desinteresse dos cidadãos é clamorosa.
Figura 2 - Papa Leão XIV durante
discurso na "Salla des fêtes", no Palácio do Eliseu (VATICAN MEDIA)
O Papa Leão XIV, na sua magnífica visita pastoral a França (Setembro 2026), com clareza, dirigindo-se aos jovens, disse: “Não tenham medo de formar família, de ter filhos, de defender a dignidade de cada pessoa, desde o primeiro instante no ventre materno até ao seu último suspiro”.
Impõem-se mudanças de mentalidades. Já!
UMA OUTRA POLÍTICA FAMILIAR É POSSÍVEL,
URGENTE
E
NECESSÁRIA!
(*) - A chamada pílula do dia seguinte ou de emergência não é um anti-concepcional como se tem dito. É um abortivo precoce.
(**) - Os CAV - Centros de Apoio à Vida - foram criados pelo Governo de Durão Barroso e regulamentados pelo de Pedro Santana Lopes, mas nunca foram implementados por vontade dos governos sucessivos.
__________________
Carlos Aguiar
Gomes
Presidente do IIFC
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