sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Um TEXTO SOBRE S. NUNO DE SANTA MARIA no seu dia de festa, 6 de Novembro

 


Da Crónica dos Carmelitas da antiga e regular observância,
nos Reinos de Portugal, escrita pelo Cronista geral da Ordem
(Tom I, cap. XV-XVIII: Lisboa 1745, pp. 422-425. 429-431. 438. 440-441. 454. 459).

                                                             Exemplo de vida cristã

   Admirável foi este santo varão pelas muitas e especiais virtudes que cultivou, não só depois do divórcio que fez com o mundo, mas também antes de receber o hábito religioso.
Na castidade foi sempre tão firme que jamais em prejuízo desta virtude se lhe conheceu o mais leve defeito.
   Forçado da obediência se sujeitou ao casamento, que sem desagrado de seu pai, o não chegaria a evitar. Mas aos vinte e seis anos ficou absoluto do matrimónio, porque a inumana parca pôs termo à vida da sua esposa na flor de seus anos. Entrou El Rei no empenho de lhe dar outra esposa não menos digna de seu nascimento. Resistiu o invicto Condestável, encobrindo sempre o fundamento principal, que era o de viver casto.
   Na oração foi tão incessante que admirava aos mesmos que faziam por ser nela seus imitadores. Faltava com o descanso ao corpo para se aproveitar da maior parte da noite orando mental e vocalmente.
Depois de ser religioso, estreitou mais o trato e familiaridade com o Senhor, porque então vivia no retiro conveniente para poder sem estorvo empregar todas as potências da alma no Divino Objecto que contemplava.
   Na presença da soberana imagem da Virgem Maria Senhora Nossa, com o título da Assunção, derramava copiosas lágrimas; e com elas, melhor do que com as vozes, Lhe expunha as suas súplicas nas ocasiões que para si ou para os seus patrocinados Lhe pedia favores.
Exemplaríssima foi a humildade com que, fora e dentro da Religião, serviu a Deus em toda a vida. Como árvore frutífera cujos ramos mais se inclinam quando é maior o peso dos seus frutos, assim este virtuoso varão mais submisso se mostrava com os triunfos e com as virtudes. Nunca no seu espírito teve lugar a soberba: antes, quanto lhe foi possível, trabalhou por desterrá la dos ânimos dos que lhe seguiam as ordens e o exemplo.
   Aos sacerdotes fazia tão profunda veneração que passava a ser obediência. A um criado seu de muita distinção, que havia tomado o hábito da nossa Ordem, assim que o viu professo e feito sacerdote, começou a respeitá lo em tal forma que a todos causava admiração.
Com o hábito religioso adquiriu o irmão Nuno muitos hábitos de mortificação. O sangue que lhe corria do corpo, quando com ásperos flagelos o lastimava, também lhe diminuia os alentos: mas ainda desta fraqueza tirava forças para, com pasmosa admiração dos Companheiros, continuar em semelhantes exercícios até ao último prejuízo da vida, que em desempenho do ardentíssimo desejo que teve de a sacrificar a Deus, sempre reconheceu como trabalho, e estimou a morte como lucro.
   Depois de religioso, foi o servo de Deus mais admirável nos exercícios da caridade. Não se contentava com distribuir as esmolas pelo seu pagador, como no século fazia; mas pelas próprias mãos, na portaria deste convento, remediava a cada um a sua necessidade.
   Não menos caritativo era para com o seu próximo nas ocasiões que se lhe ofereciam de lhe acudir nas enfermidades. Assistia aos pobres nas doenças, não só com os alimentos necessários, mas com os regalos administrados por suas próprias mãos.
   Velava noites inteiras por não faltar com a assistência aos que nas doenças perigavam.
Continuando o Venerável Nuno de Santa Maria as asperezas da vida, sem nunca afrouxar dos seus primeiros fervores, chegou ao ano de 1431 tão destituído de forças, que no corpo apenas conservava alguns alentos para poder mover se.
   Entrando enfim na última agonia, rogou que, para consolação do seu espírito, lhe lessem a Paixão de Cristo escrita pelo evangelista São João; logo que chegou à cláusula do Evangelho onde o mesmo Cristo, falando com sua Mãe Santíssima a respeito do amado discípulo, lhe diz: Eis o vosso filho, deu ele o último suspiro e entregou sua ditosa alma ao mesmo Senhor que a criara.

Hoje, dia 6, dia de S. NUNO ÀLVARES PEREIRA, patrono do Priorado lusófono da MSM


 


S. NUNO. herói e santo, rogai por nós, sê nosso modelo nestes tempos de cobardia e de medo!

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

NA POLÓNIA : TERÇO CONTRA O ABORTO. Apoio do PAPA FRANCISCO

 "Au cours de cette semaine, dans toute la Pologne, la prière commune "Rosaire jusqu'aux extrémités du ciel" unit vos familles et paroisses. Puisse ce plaidoyer élevé au ciel par l'intercession de la Sainte Vierge du Rosaire obtenir la guérison des blessures causées par la perte des enfants non-nés, le pardon des péchés, le don de la réconciliation et répandre dans vos cœurs l'espérance et la paix "Pape François aux polonais, au terme de l'Audience Générale du 4 novembre 2020.


Ao longo desta semana, em toda a Polónia, a oração comum " Rosário até aos confins do céu" une as vossas famílias e paróquias.Possa esta luta elevada ao céu por intercessão da Santíssima Virgem do Rosário obter a cura das feridas causadas pela perda das crianças não nascidas, o perdão dos pecados, o dom da reconciliação e  difundir nos vossos corações a esperança e a paz"

terça-feira, 3 de novembro de 2020

DIREITO À BLASFÉMIA? DROIT À LE BLASPHÈME?

 Un rappel bienvenu de Mgr Cattenoz, archevêque d’Avignon:

Une question me travaille depuis des semaines : le blasphème est-il vraiment un droit en démocratie ? Les caricatures blasphématoires sont-elles un droit en démocratie ? Malgré les affirmations du président de la République, je réponds non à cette question et je voudrais argumenter ma réponse.
En terre d’Islam radical, le blasphème contre le prophète ou le Coran est passible de la peine de mort et dans certains cas par décapitation. Dans l’Église catholique, quand un tabernacle ou un ciboire contenant la présence réelle du Seigneur est profané, les chrétiens célèbrent des messes de réparations et de demande de pardon pour de tels actes de profanation.
Après les attentats de “Charlie Hebdo”, tout le monde était “Charlie” ! Personnellement, j’ai toujours affirmé : “Je ne suis pas Charlie”, tout en condamnant avec force les auteurs de cet attentat barbare et odieux. Il était fondamental de condamner l’attentat, mais il était tout aussi fondamental de me dissocier d’un journal qui fait sa une de caricatures aussi blasphématoires les unes que les autres.
Lorsque “Charlie” a pu reparaître des mois plus tard, la une était toujours scandaleuse et m’a profondément blessé. Elle représentait le pape Benoît XVI sodomisé par le prophète ! Et la presse s’est réjouie de voir ce “journal” renaître de ses cendres. Quelques temps après, j’ai eu l’occasion, lors d’un repas à la préfecture d’Avignon avec le ministre de l’Intérieur de l’époque, et les représentants des cultes de poser au ministre la question suivante : le blasphème semble faire partie des gènes de “Charlie Hebdo”, mais ne pensez-vous pas que la liberté de publier blasphème et caricatures s’arrête là où je blesse gravement mes frères ? Et je lui ai dit combien j’avais été profondément bouleversé de voir ainsi bafouer le pape Benoît et même de voir bafouer le prophète à travers cette caricature. Il m’avait répondu à l’époque qu’au gouvernement, il y avait eu un débat, car un certain nombre de ministres condamnaient une telle caricature au nom même d’une limite à la liberté dans un monde où nous sommes invités à vivre en frères.
Je dois avouer que j’avais pleuré devant une telle caricature qui blessait ma sensibilité de chrétien. Comment des journalistes peuvent-ils agir ainsi au nom d’un pseudo droit à une liberté totale et sans limites de caricaturer jusqu’à l’extrême et de s’en glorifier ? La démocratie ou le laïcisme n’ont rien à voir en cela.
Je croyais – naïvement peut-être – que l’homme était fait pour vivre en société et que la République avait cru bon d’emprunter aux chrétiens le symbole de la “Fraternité” comme emblème de la République ! Si nous sommes appelés à vivre ensemble en frères, la liberté de chacun s’arrête là où je blesse mon frère. Je peux certes entamer le dialogue avec un frère qui ne partage pas mon point de vue, et user de tout mon pouvoir de persuasion, mais déclarer d’emblée que le blasphème et les caricatures, quelles qu’elles soient sont un droit en démocratie, cela n’est pas juste, cela n’est pas vrai.
En même temps, cela ne justifie en aucune façon la décapitation d’un professeur d’histoire qui voulait réfléchir avec ses élèves sur la portée de telles caricatures et sur un tel blasphème remis au goût du jour dans une presse à scandale.
Je dois avouer combien je suis resté sans voix devant les déclarations du président de la République, qui plus est parlant depuis le Liban, face à un tel acte. Il a justifié au nom même de la démocratie la liberté de dire et de publier tout et n’importe quoi, la liberté au blasphème sous toutes ses formes. Je croyais rêver !
Je comprends qu’il soit de bon ton aujourd’hui de se moquer des religions et de les traîner dans la boue, mais les auteurs de tels comportements se rendent-ils compte qu’ils bafouent la liberté dans son vrai sens, son sens profond et authentique ?
Au nom même de la fraternité, base de toute vie en société, je ne peux que redire : la liberté de chacun s’arrête là où je blesse gravement mon frère ! Il s’agit là d’une vérité fondement même de toute vie en société ou alors nous allons vers une dérive totalitaire qui ne dit pas son nom. En même temps, il nous faut condamner avec force les actes de violences et de barbarie qui prétendent répondre à cette conception erronée de la liberté.
+ Jean-Pierre Cattenoz, archevêque d’Avignon

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

VIRGEM MÃE DOS BEBÉS NÃO NASCIDOS

 


UM CONVITE!



VAMOS REZAR DIA " DE NOVEMBRO, Fiéis defuntos, por todas as crianças que não nasceram!

Nossa Senhora, Rainha de todas as crianças que não deixaram nascer: acolhei-as em Vosso regaço!

ORAÇÃO JUNTO DA SEPULTURA DOS FAMILIARES

 

 

Sinal da Cruz

[Um familiar] Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

[Todos] Ámen.

Momento de Silêncio

Salmo

Refrão: O Senhor é a minha luz e salvação.

O Senhor é minha luz e salvação:
a quem temerei?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei de ter medo?

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.

Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,
tende compaixão de mim e atendei-me.
A vossa face, Senhor, eu procuro:
não escondais de mim o vosso rosto.

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem coragem e confia no Senhor.

Leitura (Job 19, 1.23.27a)

Do Livro de Job

Job tomou a palavra e disse: “Quem dera que as minhas palavras fossem escritas num livro, ou gravadas em bronze com estilete de ferro, ou esculpidas em pedra para sempre! Eu sei que o meu Redentor está vivo e no último dia Se levantará sobre a terra. Revestido da minha pele, estarei de pé; na minha carne verei a Deus. Eu próprio O verei, meus olhos O hão de contemplar”.

Responsório

[Um familiar] Abriste, Senhor, as portas do céu, visitaste os que morreram e fizeste brilhar para eles a luz do teu rosto.

[Todos] Vinde, Senhor; vinde libertar-me!

[Um familiar] Deste aos mortos a vida eterna e fizeste-os passar das trevas para a tua luz admirável.

[Todos] Vinde, Senhor; vinde libertar-me!

[Um familiar] Ouviste as suas vozes, que clamavam: vinde resgatar-nos, Senhor Jesus Cristo!

[Todos] Vinde, Senhor; vinde libertar-me!

Lucernário

[Acender uma vela e rezar em conjunto] 

Junto à sepultura dos nossos familiares,
acendemos, Senhor Jesus, esta chama,
símbolo do teu corpo glorioso e ressuscitado.
O esplendor desta luz ilumine a nossa tristeza
e alumie o nosso caminho de esperança,
até sermos acolhidos por Ti, no teu Reino de Luz.
Tu que vives e reinas pelos séculos dos séculos.
Ámen.

Pai Nosso

Bênção

[Um familiar] O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.

[Todos] Ámen.

domingo, 1 de novembro de 2020

O NOSSO FUNDADOR

 


FOI HÁ 10 ANOS (2010) QUE O NOSSO FUNDADOR PARTIU. PAZ À SUA ALMA E QUE INTERCEDA POR NÓS! AMEN.

Família Ulma

  Faz hoje três anos que uma família inteira foi elevada às honras dos altares. A Família Ulma, uma centelha de luz nos anos sombrios da Seg...