quinta-feira, 22 de agosto de 2019

22 de Agosto - festa de Nossa Senhora Rainha

 
Pela Carta Encíclica « AD CAELI REGINAM», de 11 de Outubro de 1954, o Papa PIO XII, instituiu a festa de Nossa Senhora Rainha.
 
 
« Desde os primeiros séculos da Igreja Católica, elevou o povo cristão orações e cânticos de louvor e de devoção `Rainha do céu tanto nos momentos de alegria , como, sobretudo, quando se via ameaçado por graves perigos; e nunca foi frustrada a esperança na Mãe do Rei divino, Jesus Cristo, nem se enfraqueceu a fé, que nos ensina reinar com materno coração no universo inteiro a Virgem Maria, Mãe de Deus, assim como está coroada de glória na bem-aventurança celeste»

terça-feira, 20 de agosto de 2019

20 de Agosto – festa de S. Bernardo de Claraval


                                   Estátua de S. Bernardo de Claraval 
 Da cripta da Basílica de S. Bento da Porta Aberta ( Arquidiocese de Braga )

 

S. Bernardo de Claraval é, sem dúvida, um dos maiores “ filhos espirituais” de S. Bento de Núrsia. Teria nascido em 4 de Dezembro de 1090 , na Borgonha ( actual França ), faleceu em Claraval aos 63 anos, a 20 de Agosto de 1153. O Papa Alexandre III canonizou-o em 18 de Janeiro de 1173.

«Bernardo é, em primeiro lugar, um verdadeiro reformador, liberto de preconceitos, recto no julgar, aconselhar e agir. Ele defende a verdade, a verdade do Evangelho. E defende-a perante todos, sejam eles papas, bispos, abades, clérigos ou nobres deste mundo. Se o mal existe, e exactamente porque o é, deve ser combatido, independentemente da qualidade ou estatuto social da pessoa que o pratica.» (Paulo Abreu, in “Bernardo de Claraval: a época e o pensamento” – Actas do Congresso “IX Centenário do Nascimento de S. Bernardo – Alcobaça, Lisboa” Braga, 1991).

S. Bernardo de Claraval é festejado a 20 de Agosto. Tem uma estátua no claustro da cripta da Basílica de S. Bento da Porta Aberta, numa representação cheia de simbolismo, fazendo referência ao epíteto , retomado pelo Papa Pio XII, de Doutor Melífluo,  que faz correr o mel dos seus escritos, materializado nas abelhas que sobem na sua cogula branca.

Carlos Aguiar Gomes

 

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Interrupção de férias

Caríssimos leitor deste blogue:

Se Deus quiser, voltaremos a estar convosco em princípios de Setembro.
Desejamos a todos uma boas e tranquilas férias, período de repouso e para retemperar forças.
Faça umas boas férias com Deus, pois Deus não faz férias de si!

quarta-feira, 31 de julho de 2019

B de Biblioteca


                                                  B de Biblioteca

                                  Quatro princípios para a leitura seguindo S. Bento

       

   Completamente de acordo com toda  tradição monástica, S. Bento, está convicto da necessidade da leitura para o equilíbrio de uma vida espiritual. Vê nela um auxílio muito eficaz para cultivar o nosso desejo de Deus. Daí a importância de se constituir uma boa Biblioteca e de a usar bem.Eis sobre este tema quatro conselhos que sobressaem da Regra e poderão ajudar-nos:

1.       O livro por excelência é a Sagrada Escritura, a autêntica Palavra de Deus. Nela encontra-se o alimento mais substancial e os exemplos mais estimulantes para avançar nos caminhos de Deus. Regressar a ela de forma privilegiada.

2.       Seguidamente, procurar os grandes autores, de modo particular aos Padres da Igreja,comentadoresfora de série da Sagrada Escritura, os Doutores da Igreja e os grandes mestres espirituais são indispensáveis. Nunca nos esqueçamos disto numa época em pululam publicações! A tradição espiritual contém bastantes verdadeiros mestres para não perdermos tempo com  autores menores.

3.       Pedir aconselhamento sobre estes assuntos. Porque um livro pode ser em si excelente mas pouco adaptado para determinada alma em particular. Na imensa variedade que existe entre estes autores há para todos os gostos, mas é necessário aprender a descobrir o que nos convirá melhor.

4.       Um livro deve ser lido « de seguida e por inteiro»( Regra, cap. 48). Verdade evidente? Não! Sábio princípio para marcar bem a diferença entre uma leitura espiritual que poderá ser fecunda e uma simples  borboletear, o que é fácil,ler em profundidade é exigente.

E agora, caros leitores e amigos, que bom livro espiritual vou tirar para ler da minha Biblioteca ou vou adquirir?

 

Dom Ambroise, OSB

 

   

terça-feira, 30 de julho de 2019

S. BENTO E A AGRICULTURA


                        MONGES NO TRABALHO AGRÍCOLA ( Iluminura medieval)

 

   “ O mosteiro, se possível ,deve ser construído de tal maneira que todas as  coisas necessárias, isto é, água, moinho, horta, as diversas oficinas e ateliês, existam no interior do mosteiro, de tal modo que os monges não tenham necessidade de sair dela”. ( Regra de S. Bento, cap. 66 )

   O Santo Patriarca ao impor uma localização  bem definida para a fundação de cada mosteiro , estava, provavelmente, a fazer uma verdadeira revolução no campo da Agricultura. De facto, com esta obrigação e, simultaneamente com a disseminação por toda a Europa, da Atlântico aos Urais, do Mediterrâneo à Escandinávia, da vida inspirada pela sua Regra, quer na tradição de Cluny ( monges negros ) quer na de Cister ( monges brancos ) e até nas Ordens de Cavalaria, S. Bento é o Pai não só da Europa como dos fundamentos de uma maior quantidade e diversidade de produtos agrícolas, de técnicas de irrigação dos campos, de  secagem de pântanos, entre outros contributos que os filhos espirituais de S. Bento deram e continuam a dar neste campo da cultura humana.

  Um monge beneditino brasileiro, Dom Lourenço de Almeida Prado, no seu livro bem interessante  -  “ São Bento e a Sua Obra “ ( ed.Lumen Christi”  , Rio de Janeiro, 1978 )- escreveu:”… tornou-se norma comum , a partir do século VI, que os  mosteiros, apenas construídos, fossem rodeados de actividades produtivas. O trabalho era distribuído entre os monges: uns tomavam a foice, a enxada e o podão e se embrenhavam pelas florestas, que sulcavam  de caminhos, abrindo , de espaço a espaço,grandes clareiras. Os pântanos eram drenados e secos, açudes eram construídos , a terra preparada e, assim, aos poucos iam surgindo os prados e as culturas. Outros dedicavam-se a aclimatar as essências, a introduzir os cereais e a organizar as hortas e os pomares (… ) Não se ignora também o trabalho dos monges no aprimoramento das culturas e , particularmente, na arte da enxertia e da irrigação (… ) A piscicultura e a apicultura mereceram espacial atenção (… ) “. De facto, até à actualidade, onde há monges / monjas de S. Bento ( beneditinos ou cisterciences ) cada mosteiro vive do seu trabalho e quase todos possuem terrenos agrícolas.

Na paisagem agrícola portuguesa, o contributo para o desenvolvimento da riqueza agrícola está bem patente, mesmo para  os mais distraídos , todos reconhecemos Alcobaça e as suas frutas, Lafões e os seus vinhos, Amares  ou, até, o pequeno mosteiro de Ermelo ( Arcos de Valdevez ) deixou a sua marca nas afamadas laranjas. E que dizer do vale do Douro onde Cister esteve tão presente ( Tarouca, Salzedas, etc) e que deixou vinhos de altíssima qualidade?

 Durante séculos os monges , filhos de S. Bento, trabalharam as terras e ensinaram a fazê-lo aos vizinhos. Quem, por exemplo, consultar as actas dos Capítulos trienais da Congregação Portuguesa de S. Bento, pode sem dificuldade, constatar a enorme preocupação dos monges em cultivar as suas propriedades e no investimento nas melhorias das mesmas. Triénio a triénio, até 1834, podemos ver como os monges negros se ocupavam das produções agrícolas. O mesmo para os Cisterciences, monges e monjas.

Não se pode nem deve esquecer que foi a vida dos filhos espirituais de S. Bento, no domínio da Agricultura, que esta passou de trabalho para escravos a trabalho digno de todos os homens, pois as populações viam monges oriundos das mais altas classes sociais dedicarem-se a arar, semear, cavar ou regar os campos.

 Na realidade, a Agricultura actual deve muito a S. Bento, àquele pedacinho da Regra com que se inicia este curtíssimo texto. Refiro novamente Alcobaça importante centro frutícola, que de pântano passou à cidade que é hoje conhecida, sobretudo, pela sua fruta. E como não referir Amares, aqui bem perto desta Basílica, a influência de dois grandes mosteiros, Rendufe e Santa Maria de Bouro, ambos de filiação em S. Bento ( Rendufe, monges negros e Santa Maria de Bouro de cistercienses ), na qualidade das excelentes laranjas desta zona?

Carlos Aguiar Gomes

 

 

 

 

 

segunda-feira, 22 de julho de 2019

UM GENOCÍDIO ENTRE OUTROS – Não podemos esquecer!


 

 

 
 
                                             
O ano de 1915, em plena I Guerra Mundial, o mundo assistiu ,calado, como se nada se passasse, ao primeiro genocídio, entre muitos outros que se iriam suceder desse século de sangue e horrores, que foi o século XX.Como não referir alguns sobre os quais não é politicamente correcto falar, como os perpetrados na União Soviética, na China de Mao, no Ruanda, na Alemanha nazi … Naquele desgraçado ano, o Império Otomano, massacrou 1 500 000 ( um milhão e quinhentos mil! ) cristãos arménios. Um massacre sem nome e por causa da Fé cristã desses mártires.

Foi um genocídio que, como disse, os “ grandes e poderosos não quiseram ver e muito menos quiseram agir. E ainda hoje muitos se recusam a aceitar, a começar pelo Governo turco.

O Papa Francisco, com a coragem e determinação que todos lhe reconhecemos, na sua recente visita à Arménia, não receou denunciar, mais uma vez, e com clareza, esse terrível genocídio.

Então, o Papa disse:   

“( … )Aquela tragédia, aquele genocídio, marcou o início, infelizmente, do triste elenco das imensas catástrofes do século passado, tornadas possíveis por aberrantes motivações raciais, ideológicas ou religiosas, que ofuscaram a mente dos verdugos até ao ponto de se prefixarem o intuito de aniquilar povos inteiros. Como é triste que, neste caso como nos outros dois, as grandes potências virassem a cara para o outro lado! ( … )

Presto homenagem ao povo arménio, que, iluminado pela luz do Evangelho, mesmo nos momentos mais trágicos da sua história, sempre encontrou na Cruz e na Ressurreição de Cristo a força para se levantar de novo e retomar o caminho com dignidade.   E o Papa continuou, denunciando os crimes, poer causa da Fé, praticados hoje, perante o silêncio de tantos de nós: ( … )”Hoje, nalguns lugares, particularmente os cristãos – como e talvez mais do que na época dos primeiros mártires – são discriminados e perseguidos pelo simples facto de professarem a sua fé, ao mesmo tempo que demasiados conflitos em várias áreas do mundo permanecem ainda sem soluções positivas, causando lutos, destruições e migrações forçadas de populações inteiras. Por isso, é indispensável que os responsáveis pelo destino das nações empreendam, com coragem e sem tardar, iniciativas destinadas a pôr fim a estes sofrimentos, fazendo da busca da paz, da defesa e do acolhimento das pessoas que são alvo de agressões e perseguições, da promoção da justiça e dum desenvolvimento sustentável os seus objetivos primários. O povo arménio experimentou estas situações na própria carne; conhece o sofrimento e a dor, conhece a perseguição; guarda na sua memória não só as feridas do passado, mas também o espírito que sempre lhe permitiu começar de novo. Neste sentido, eu encorajo-o a prestar a sua valiosa contribuição à comunidade internacional.” ( Papa Francisco, na visita pastoral à Arménia ,25 e 26 de Junho de 2016 ).

Aqui fica o meu eco de denúncia deste massacre, deste Genocídio que NÃO PODEMOS ESQUECER e cuja denúncia passou despercebido entre nós. Contudo, ele, o GENOCÍDIO , existiu e eliminou 1 500 000 cristãos. Como podemos ficar calados?

Que os Santos Mártires deste genocídio nos dêem a coragem de professar a nossa Fé, sem vergonha e sem medo. 

Carlos Aguiar Gomes

sábado, 20 de julho de 2019

DE MÃOS DADAS SEM APERTAR NEM MAGOAR


O Direito Canónico tem um fundo teológico e, cada norma, tem atrás de si uma longa história de experiências e práticas vivi...das, boas e menos boas, que o senso comum foi regulando. Não sendo Palavra de Deus, ele nasce a partir da doutrina da Igreja e esta provém do Evangelho, da Palavra e dos gestos de Jesus. Fiel à sua doutrina, a Igreja procura transmitir essa Boa Nova em linguagem mais pastoral que jurídica, mais à maneira de Jesus, pois há sempre situações de vida que saltam fora dos cânones. O Direito Canónico, porém, tem uma função de serviço, de apoio à pastoral, tem função educativa e organizativa. O seu objetivo é guiar os cristãos quanto aos direitos e deveres de uns para com os outros, para com a comunidade cristã e as instituições católicas. Ajuda a promover uma cultura ajustada aos ensinamentos e à missão espiritual da Igreja. Embora o principal papel pertença à Palavra e aos Sacramentos, a norma jurídica desempenha um papel importante na evangelização, não para usar apenas quando interessa ou em jeito de pedrada ou de força para matar e vencer, mas para usar como serviço à caridade e em destreza pedagógica. Direito e Pastoral andam de mãos dadas, sem se apertarem nem magoarem, amorosamente. Como afirma Bento XVI, “Uma sociedade sem Direito seria uma sociedade desprovida de direitos. O Direito é condição do amor” (18/10/2010).
Dentro deste entendimento e sem decretos, como alguns gostariam, volto a falar dos Padrinhos do Batismo. Não raro, a sua escolha continua a provocar momentos desconfortáveis, dando até a impressão, em reuniões faiscantes, que esse assunto é o único importante ou que a atividade e a preocupação pastoral se resumem a isso. Mas que causa mossa, lá isso causa, é verdade. Há sempre gente que se julga superior e digna de exceção. E há sempre gente que entende que o acolhimento, a bondade e o bom trabalho pastoral é viver à margem da comunhão eclesial e dizer sim a tudo!...
O Batismo não é uma formalidade ou um simples acontecimento social. É um sacramento, o fundamento de toda a vida cristã. Não é a mesma coisa ser-se batizado ou não se ser batizado. Tendo em conta o que é e significa, atendendo aos seus efeitos e consequências, o Batismo não deve ser negado nem adiado por razões sem razão, mas deve ser convenientemente evangelizado e preparado. E se toda a comunidade eclesial tem uma parte de responsabilidade no anúncio, salvaguarda e crescimento da graça recebida no Batismo; se os pais têm o primeiro e principal dever de ajudar a integrar na comunidade e fazer crescer a fé dos filhos; os padrinhos, atendendo ao múnus que assumem, devem ser pessoas de fé sólida, capazes e preparados para ajudar quem é batizado no seu caminho de vida cristã, assim o pede a Igreja. Eles são padrinhos em nome da comunidade eclesial, em nome da Igreja, devem ter a consciência de pertença à Igreja e vida em conformidade.
Resumindo, de novo, os cânones 872 a 875 do Código de Direito Canónico, lembro que: não é obrigatório haver padrinhos; o pai ou a mãe não podem ser padrinhos do próprio filho; pode haver um só padrinho ou uma só madrinha; se forem dois, seja um padrinho e uma madrinha e, em princípio, haja completado 16 anos de idade; tenha celebrado os sacramentos da iniciação cristã – Batismo, Confirmação e Eucaristia -; leve uma vida consentânea com a fé e com o múnus que vai desempenhar; possua capacidade e intenção de o fazer. Uma pessoa pertencente a uma outra igreja cristã, será admitida juntamente com um padrinho católico e assinará apenas como testemunha do Batismo. Num batizado em que não haja padrinhos, alguém assinará, não porque é ou vá assumir o múnus de padrinho, mas apenas assinará como testemunha de que o Batismo se realizou. Fora destes casos, ninguém deve assinar como testemunha: gera confusão, é ludibriar.
Quem, por exemplo, vive em união de facto, por opção consciente, livre e determinada, sabe que não recolhe as necessárias condições, bem como há outras situações assumidas conscientemente e em total liberdade que são objetivamente passíveis de não virem a ser aceites, mesmo que “estas situações devam ser abordadas de modo construtivo, tentando transformá-las em oportunidades” para que se comece a fazer caminho (cf. Francisco, A Alegria do Amor, nºs 292 e 297).
Algumas pessoas mais afastadas da prática eclesial e menos conhecedoras dos princípios que nos orientam, muitas vezes têm dificuldade em aceitar este diálogo pastoral. Embora reconhecendo que a sua união ou a sua situação individual contradiz o normal da vivência cristã, logo invocam a autoridade do Papa Francisco, como se ele tivesse dito o que eles querem ou a gente ignorasse o que Francisco, e bem, pede aos agentes da pastoral. Acham sempre que é um capricho do pároco, até mesmo quando querem ser padrinhos sem terem sido batizados: já aconteceu!... Quando, com verdadeiro acolhimento e verdadeira solicitude pastoral, se fala, atendendo às circunstâncias, que esta ou aquela pessoa não reúne as condições normais para vir a ser padrinho ou madrinha do Batismo, não se está a querer julgar, condenar, discriminar ou a faltar ao respeito a quem quer que seja. Está-se apenas a ter em conta os mais elementares princípios que têm de existir e a Igreja nos aponta e pede.
Também sabemos que há outras situações existenciais que podem não estar de harmonia com a doutrina da Igreja por circunstâncias difíceis da vida e para onde as pessoas, com sofrimento e sem outra solução plausível, foram arrastadas, até com muita dor. Mas elas sabem reconhecer a situação em que se encontram, nunca se afastaram da Igreja, participam naquilo a que a Igreja os aconselha e convida, estão integradas, colaboram. É perante estas situações que os pastores e agentes da pastoral têm a obrigação de, com todo o acolhimento e solicitude pastoral, ajudar a discernir a melhor opção, tendo também em conta, se, sendo essa pessoa aceite como padrinho ou madrinha, não irá criar escândalo ou mal-estar na comunidade cristã. Cada caso é cada caso e as situações, embora aparentemente iguais, podem não o ser, muitas vezes não são. Em situações similares, ninguém se deve comparar com alguém para fazer valer o que pretende. De facto, as situações, embora aparentemente iguais, podem não ser iguais.
O verdadeiro acolhimento implica, por respeito a todos, sentir e manifestar a alegria do encontro sem fingimentos; encetar e facilitar o diálogo pessoal e amigo como partilha do que vai na alma; saber escutar até ao fim sem condenar nem cortar a palavra; afirmar a verdade com humildade e amor; transmitir a beleza da Novidade cristã em linguagem positiva na alegria da fé em Cristo Senhor; gerar empatia e gosto para que amanhã, e depois de amanhã, se possa continuar este diálogo pastoral a transmitir coragem, inspiração, estímulo...

Antonino Dias.
  Bispo dePortalegre-Castelo Branco, 19-07-2019.

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