sábado, 22 de julho de 2023

Pensamento para este Sábado// Pensée pour ce samedi

 - "Nous sommes arrivés à un point de birfurcation dans notre Histoire, et il suffit sans doute de peu de chose pour que notre société s'engage dans la voie du renoncement, ou de la refondation" - FX Bellamy, in Famille Chrétienne 1978

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Renovación de la Moral // Renovação da Moral

 

Renovación de la Moral


 – 

Indudablemente, uno de los grandes problemas de la Iglesia hoy, especialmente tras el éxito de las ideas relativistas y de género, es si hay que modificar nuestra Moral, la Moral Católica, o no.

El problema no es nuevo, cuando yo decidí estudiar Moral, en los años anteriores al Concilio, la insatisfacción por cómo se explicaba la Teología Moral, era casi general. En efecto en la Teología Moral era excesivamente dependiente del Derecho Canónico, no habiendo sido bueno para la Iglesia el que hayan sido los canonistas quienes en los últimos siglos habían hecho la Teología Moral, por el exceso de legalismo que ello llevó consigo. No nos extrañe por ello que en el Decreto sobre la Formación Sacerdotal del Concilio se diga: «Renuévense igualmente las demás disciplinas teológicas por un contacto más vivo con el misterio de Cristo y la historia de la salvación. Aplíquese un cuidado especial en perfeccionar la teología moral, cuya exposición científica, más nutrida de la doctrina de la Sagrada Escritura, explique la grandeza de la vocación de los fieles en Cristo, y la obligación que tienen de producir su fruto para la vida del mundo en la caridad» (OT nº 16).

Aunque hoy muchos se sienten también muy insatisfechos con la actual Teología moral, el problema no es precisamente el mismo. Ante el Concilio hay tres actitudes: los que rechazan el Concilio y cualquier innovación, como si fuese posible que el Espíritu Santo y más de dos mil quinientos obispos se reuniesen durante cuatro sesiones para perder descaradamente el tiempo; los que se tomaron en serio los documentos conciliares y procuraron llevarlos a la práctica, lo que es por supuesto la postura católica; y finalmente, los que ven en el Concilio un punto de llegada y por tanto hay que ir más allá con una adaptación a los tiempos actuales que obliga a revisar toda la Moral y muy especialmente en lo referente a la vida y a la Moral Sexual, de acuerdo con lo que enseña la ideología de género.

Está claro que los que toman esta postura no sólo están fuera de lo que dice el Concilio, sino que su postura se opone frontalmente a lo que dice la Iglesia e incluso a lo que dice la Revelación, con una oposición directa a lo que enseñan el quinto y el sexto mandamiento.

San Juan Pablo II nos dice sobre el respeto a la vida humana: «La decisión deliberada de privar a un ser humano ino­cente de su vida es siempre mala desde el punto de vista mo­ral (como sucede en la eutanasia) y nunca puede ser lícita ni como fin, ni como medio para un fin bueno. En efecto, es una desobediencia grave a la ley moral, más aún, a Dios mismo, su autor y garante» (San Juan Pablo II, Encíclica «Evangelium Vitae» nº 57).

También la Sagrada Escritura nos habla con frecuencia de los pecados contra el sexto mandamiento y así tenemos la condena del adulterio (Ex 20,14), de la fornicación en múltiples ocasiones y de las relaciones homosexuales (Rom 1,18-32).

Pero fijémonos en el texto conciliar. En él se nos pide que renovemos la Moral, insistiendo para ello en «la grandeza de la vocación de los fieles en Cristo, y la obligación que tienen de producir su fruto para la vida del mundo en la caridad». Y es que una verdadera renovación de la Moral tiene que fijarse mucho más en los aspectos positivos, en especial un mayor conocimiento de las Escrituras y de la Doctrina de la Iglesia. Personalmente hay tres textos de San Mateo que considero claves en esta renovación: el mandamiento del amor (Mt 22,34-40);:»bienaventurados los limpios de corazón, porque ellos verán a Dios» (Mt 5,8); y «buscad el reino de Dios y su justicia y lo demás se os dará por añadidura» (Mt 6,33).

Y es que como dice Mateo en 15,1-20 de un corazón, sucio, manchado sólo pueden salir malas acciones, mientras que en un corazón limpio Cristo está presente, tendrá ideas correctas y esto vale especialmente en Teología Moral, y sus obras le llevarán a la vida eterna feliz. Más concretamente, hemos de actuar siempre, incluso en las elecciones, en conciencia y como cristianos

Pedro Trevijano, sacerdote

 ( INFOCATÓLICA , 18.VII.23)

SILERE 47

 

«… mas , com a afirmação lente  e progressiva do secularismo, correm o risco de reduzirem-se a meros vestígios do passado. Muitos já não conseguem integrar a mensagem evangélica na experiência diária…» ( S. João Paulo II Magno, in Ecclesia in Europa - 2003)

 

SILERE NON  POSSUM

            (Não me posso calar – Sto Agostinho)

             Para destruir um povo é preciso destruir as suas raízes.” (Alexandre Soljenitsyne)

 

                     

                      Carta aos meus amigos – nº 47           

                             

 

 

 

 

                              BRAGA ,20 – JUlHO - 2023

 

 

  +

PAX

 

 

 

    Leio, sempre com imenso interesse, nem sempre concordando, na revista-suplemento « LUZ.» do semanário Novo Nascer do Sol as cartas- artigo trocadas entre Alice Vieira e o seu neto Nélson Mateus. A ternura, a actualidade e a memória fazem um casamento feliz! Ambos me deliciam com a sua prosa.

   No número d 26 de Maio p.p., os autores deram à sua troca de correspondência o título « Ai coração». Uma delícia de escrita!... Mas que me deu que pensar! E muito. Vou transcrever um pedaço da prosa de Alice Vieira, que escreveu a partir de uma conversa que ouviu na esplanada de um café da Ericeira, a “ sua “ praia, entre uns pais e uma criança. Eis um pedaço da dita conversa que a autora transcreve “ ipsis verbis”:

« Ele ( o Pai): “ Por que é que há pessoas que agora não comem carne?”

Ela ( a Mãe): “  Acho que é por causa da Quaresma”

Ele: “ O que é a Quaresma?”

Ela: “ Não sei bem , mas acho que é uma seita terrível que existe na China.”

   E o artigo continuava . A mim, nado , criado e “ estudado” em Portugal, lendo esta “ douta e sábia” conversa, estarreci! Se não fosse a autoridade intelectual da autora do citado texto epistolar, não acreditaria. Até por que os “ dialogantes” seriam portugueses, provavelmente jovens adultos e já pais de uma criança que os acompanhava e ouvia o diálogo, captando sem dúvida, atento ao alto nível cultural paterno/materno.

  Para mim, como para Alice Vieira, não está em causa a ignorância incrível, do  significado religioso e espiritual do que é a Quaresma nem a sua etimologia e história ligada intrinsecamente ao cristianismo e ao povo judeu. O que já de si seria muito grave. Choca-me a ignorância profunda do sentido de um período do ano da nossa cultura judaico-cristã!

   Aqueles indivíduos nunca se deram conta das inúmeras procissões que ocorrem em todo o país na Quaresma? Nunca se aperceberam de que há , no final desse período, a 6ªfeira Santa, feriado? Nunca viram as retransmissões televisivas de Roma? Nunca ouviram dos seus pais/avós narrativas do que era o Domingo de Páscoa e, se eram do Norte, da Visita Pascal ou Compasso tão cheio de alegria, de foguetes e bandas de música? Nunca comeram os famosos “ Folares” que quase só se vendem nesta época e que enchem pastelarias e são fonte de feiras de Norte a Sul do nosso país? Nunca ouviram cânticos populares alusivos à Quaresma difundidos em todas as rádios? Nunca ouviram, não nunca ouviram, por exemplo, a « Paixão segundo S. Mateus» do imortal Bach?

   A Quaresma passa , para cada vez mais pessoas, como mais um tempo de ir à praia, beber umas “ bejecas” e aproveitar para dormir mais no feriado de 6ª f Santa! Ou ir , até de madrugada, a uma qualquer discoteca “ abanar o capacete”.

«Muitos já não conseguem integrar a mensagem evangélica na experiência diária…». Nem numa simples dimensão cultural!

  O Ocidente apostatou. Paganizou-se quase integralmente. O número de baptizados tem diminuído sistematicamente e muitos dos que acontecem , não passam de “Actos Sociais” de convivialidade e ostentação de “ toilettes”, e também não têm continuidade. O abandono dos actos de culto católicos está em queda livre. Ainda vai havendo casamentos “ pela Igreja” :a cerimónia é bonita, o desfile de vaidades é chique e a festa de arromba que vem a seguir nunca será de perder… os funerais ainda se passam no templo como uma boa “ passerelle” para mostrar-se aos amigos… Enfim os “ sacramentos sociais” ainda vão resistindo, cada vez mais manos sacramentos e mais tempo de convívio, apesar da sua diminuição.

  Ah! E vai-se muito a Fátima, não se sabe bem fazer o quê, mas sempre se vê muita gente e, quem sabe?, a “ santinha” é capaz de não se importar mesmo que não se visite o centro de Fátima - Jesus no sacrário.

   Como posso calar-me face a esta apostasia generalizada ?

   Como posso ficar indiferente perante este neo-paganismo invasivo ?

    Como posso calar-me perante esta perda de memória colectiva?

«Para liquidar os povos ( …) começa-se por lhe retirar a memória. Destroem-se os seus livros, a sua cultura, a sua história. Alguém escreverá outros livros, dar-lhe-á uma outra cultura e inventa uma outra história.» ( Milan Kundera ) .

  É no que já estamos! Inebriados pela net. O nosso cérebro lavado pelo pensamento Woke.

   Como posso ficar calado face à « CRISE DA MEMÓRIA E HERANÇA CRISTû? ( S. João Paulo II Magno.l.c.pág15)

                                          SILERE NON POSSUM!

 

Carlos Aguiar Gomes

 

 

  

quarta-feira, 19 de julho de 2023

18 de JULHO - S. BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES

 

                         S. Bartolomeu dos Mártires a DOUTOR DA IGREJA!

 

   Quando andava no Liceu, talvez no 4º ano, “conheci” Dom Frei Bartolomeu dos Mártires, a partir de extractos  que continha a Selecta Literária ( o livro de leitura- literatura de Português) da “ Vida do Arcebispo” de Frei Luís de Sousa. Talvez um página desta obra. Mas uma página que me marcou até hoje e me fez admirar imenso este Arcebispo de Braga de quem nunca ouvira falar até essa altura. E fiquei fascinado… Um Arcebispo de Braga, a cavalo de uma mula, no rigor do Inverno transmontano, calcorreava caminhos ínvios à procura de aldeias pobres, negras, analfabetas e ignorantes das “ coisas” de Deus ! Não levava séquito pomposo nem abundância de víveres. Ia pobre como os pobres que ia visitar e ensinar. Pobremente morreu, partilhando sempre tudo, que era pouco por sua vontade, com quem nada tinha.

 Vivia pobremente. E, por exemplo, disse directamente ao Papa que a baixela de prata em que eram servidas as refeições não ficavam bem e logo se comprometeu , e cumpriu, de lhe enviar um serviço de porcelana.  

   Adolescente, achava espantoso como um Senhor, Arcebispo de Braga, se deslocava assim, vivia assim e dava o exemplo a todos de uma vida austera mais consentânea com a sua condição de cristão. Mas era um intelectual do mais elevado gabarito, tanto quanto a sua humildade.

  Ficou-me gravada na memória a figura de Dom Frei Bartolomeu dos Mártires, um lisboeta ( baptizado na hoje Basílica dos Mártires) que tinha optado pela vida frugal e desprendida dos dominicanos e que muito contrariado aceita a insistência da Rainha para ser o Arcebispo de Braga.

  Os meus leitores, que sabem muito mais do que eu sobre a vida e a obra deste grande Arcebispo de Braga, perdoar-me-ão de aqui exarar alguns dados conhecidos de todos

  O Concílio de Trento, grande acontecimento da vida da Igreja, teve, além do Papa , como grande protagonista o “ Bracarense”, como era conhecido. A sua obra “ Estímulo de Pastores” que escreveu para si, teve um sucesso enorme na altura e no II Concílio do Vaticano, quatrocentos anos depois, foi distribuído a todos os Padres conciliares. Ficou célebre o seu “ Catecismo” que os párocos deveriam explicar aos Domingos a todos os fregueses, dada a suma ignorância destes e dos seus paroquianos!

  O “ Bracarense” ( como os actuais e futuros bracarenses se deveriam orgulhar deste epíteto dado ao mais extraordinário Arcebispo de Braga – não refiro os brilhantíssimos Antístites de Braga que deixaram marcas profundas. Dom Frei Bartolomeu dos Mártires atingiu outro patamar de santidade!), foi  “ canonizado” pelo povo, sobretudo entre os mais pobres da “ Viana da Foz do Lima”, finalmente, a Igreja canonizou-o de facto em 10 de Novembro de 2019, pelo Papa Francisco, na Basílica de S. Pedro.

… Mas será preciso divulgar muito mais a vida e o exemplo deste grande Arcebispo de Braga, sobretudo, hoje, em que uma crise profunda abala os fundamentos da sociedade e a que a Igreja não escapa.

S. Frei Bartolomeu dos Mártires é exemplo de humildade, de sobriedade, de caridade, de justiça, de tolerância, de sabedoria que não se aloja em mentes egoístas …

 Como já escrevi acima, desde a minha adolescência que Dom Frei Bartolomeu dos Mártires me fascina.

 Que riqueza  hoje praticamente inexplorada é a sua obra escrita!

 Que exemplo é a sua vida, a oportunidade do seu saber plasmada em várias  ( p.e. “Estimulo de Pastores” e “Catecismo”) que ainda hoje são lidas e tidas como referências. Além disso foi o primeiro Padre conciliar a mandar construir um Seminário para a formação do Clero que encontrou profundamente ignorante.

S. Frei Bartolomeu dos Mártires merece ser declarado Doutor da Igreja. A sua obra justifica-o. O seu exemplo de vida continua vivo.

 Carlos Aguiar Gomes

 

Notas biográficas:

Nasceu em Lisboa e aí baptizado ( na igreja dos Mártires, daí o seu nome como frade dominicano) a 3 de Maio de 1514.

Arcebispo de Braga de 1559 a 1582, tendo oferecido muita resistência em aceitar servir a Igreja como Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas ( dignidade que defendeu tenazmente).

Participou com grande  actividade e eloquência em 1562 e 1563, respeitado por todos os Padres conciliares e pelo próprio Papa ( este , tinha uma grande estima pelo “Bracrense”) no Concílio de Trento.

Percorreu grande parte da sua imensa arquidiocese numa mula .

Faleceu com 76 anos, em 16 de Julho de 1590 no Convento de S. Domingos, Viana do Castelo, que por ele foi mandado construir e onde repousam os seus restos mortais.

 

 

segunda-feira, 17 de julho de 2023

HÁ 229 ANOS - Mártires de Compiègne -

 No dia 29 de messidor(!!!!!!), na terminologia fanática da Revolução Francesa  ou seja a 17 de Julho de 1794, 16 religiosas carmelitas foram decapitadas na guilhotina pelo Tribunal Revolucionário. Seu crime? " fanatismo e sedição".

O triste episódio mereceu ser tratado sob o nome de « O DIÁLOGO DAS CARMELITAS». Esta paeça passou ao Teatro e ao Cinema.

Este crime, mais um dos muitos que se cometeram neste período de fanatismo revolucionário, faz hoje 229 anos.

Que as Beatas de Compiègne intercedam por nós!

sábado, 15 de julho de 2023

PENSAMENTO PARA ESTE SÁBADO// PENSÉE POUR CE SAMEDI

 

"A bien des égards, nous nous trouvons aujourd'hui placés devant le résultat de nos renoncements" - FX Bellamy, in Famille Chrétienne 1978, page 12

quinta-feira, 13 de julho de 2023

SILERE 46

 

                                                                   SILERE NON  POSSUM

            (Não me posso calar – Sto Agostinho)

             Para destruir um povo é preciso destruir as suas raízes.” (Alexandre Soljenitsyne)

 

                     Carta aos meus amigos – nº 46           

                             

 

 

 

 

                               BRAGA ,13 – JUlHO - 2023

 

 

 

 

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PAX

 

 

 

                                 S. JOÃO GUALBERTO – 12 de Julho

                                               UMA BREVÍSSIMA BIOGRAFIA

                    Em jeito de homenagem no 950º aniversário da sua morte

 

 « Da sua Vallombrosa como uma torre de vigia, S. João Gualberto, descobriu e seguiu a enorme necessidade da Igreja, e entendeu,  com os melhores homens do seu tempo, que primeiro de tudo necessitava reformar o clero, para que a Igreja se apresentasse verdadeiramente esposa de Cristo sem mancha nem ruga. ( Carta aos Valombrosanos, 10.VII.1973, Paulo VI , no IX centenário da morte de S. João Gualberto)

 

 

Em 12 de Julho de 1073, na Itália ( S. Miguel di Badia a Passignano) morria um dos grandes reformadores da vida beneditina, nascido pouco antes do ano 1000 ( 995-1005 ?). João Gualberto era o seu nome. A sua vida, empolgante, foi marcada pelo célebre episódio do abraço de perdão ao assassino do seu irmão Hugo, numa Sexta-feira Santa, episódio que o levou a entrar como monge beneditino  no mosteiro de S. Miniato. Eram os anos vinte do ano 1000.

Tal como S. Bento, seu guia e orientador espiritual, João Gualberto, tem um único objectivo: buscar Deus e, por isso, lutar contra a simonia que dominava em todos os ambientes eclesiásticos era um apelo que o impele a viver a Regra de S. Bento de uma forma mais rigorosa.

Nesta procura de Deus , sai com um grupo de monges, igualmente movidos por este ideal bem difícil de viver plenamente. Quando procuravam o local para viverem esta experiência de austeridade, numa noite fria de inverno, sem um tecto acolhedor, abrigam-se debaixo de uma faia, árvore abundante no local onde pararam nessa noite invernosa. Para seu espanto, João Gualberto e os companheiros viram que a faia tinha dobrado os seus ramos para os abrigar da intempérie. Viram neste precioso acolhimento da faia, um sinal de Deus para aí construir um mosteiro. Nascia o mosteiro de Vallombrosa e a família beneditina dos valombrosanos que chegou até hoje. Esta família beneditina está presente no Brasil, na Índia, entre outros países.

   Como foi oportuna a edição da vida deste monge extraordinário – “ HERÓI DO PERDÃO – Relatos de uma vida transformada pela coragem de perdoar “ que a Irmandade de S. Bento da Porta Aberta fez ontem, dia 12 e que se encontra à venda na Casa das Estampas da referida  Basílica a assinalar os 950 anos da morte deste grande reformador!

O episódio descrito acima com a célebre Faia marcou a vida dos valombrosanos e o seu amor, grande conhecimento  e protecção das florestas. De Vallombrosa saíram , durante séculos, grandes especialistas nesta área do saber e daí partiram para as grandes Universidades da Europa professores de Botânica.

  Bem gostaria que S. João Gualberto fosse proclamado PADROEIRO CELESTE das nossas florestas.

  S. João Gualberto é, sem dúvida, um dos mais ilustres filhos espirituais de S. Bento. Razão tinha Paulo Vi em escrever o que escreveu a propósito do IX centenário da morte de S. João Gualberto e que transcrevo acima e , sobretudo nestes dias cinzentos, caóticos e obscuros que estamos a viver no Ocidente e onde nos faltam lucernas a iluminar a noite  que estamos a viver.

  Nesta efeméride não a podia deixar passar sem a ela me referir.

  Não podemos esquecer que é graças a S. Bento e a seus filhos espirituais que a Europa se construiu ao longo dos séculos. Portugal, por exemplo, já era beneditino antes de ser o país que hoje somos e que foi daqui, de Tibães ( arredores de Braga), que saíram os  primeiros monges negros para a América.

  Aqui deixo um desafio aos meus Amigos-leitores: plantem este ano, ajudando a reflorestar o nosso país devastado por incêndios criminosos, uma FAIA! Vamos a isso? … E leiam o livro que referi, editado ontem, dia 12 e a que fiz referência.

  Não posso calar este aniversário, o do “ dia natalis” do Fundador dos beneditinos valombrosanos.

 

SILERE NON POSSUM!

 

 

Carlos Aguiar Gomes

PS

Para os leitores interessados, aqui deixo uma bela oração a Deus por intermédio de S. João Gualberto:

                        **** Oração a  São João Gualberto ****

Ó  Deus, nosso Pai, rico em misericórdia, São João Gualberto, movido pela Vossa graça, perdoou o assassino de seu irmão. E neste gesto de amor ele pôde experimentar a Vossa presença misericordiosa.

 Senhor, tende piedade de nós, quando achamos que perdoar as ofensas pode significar fraqueza;

- Senhor, tende piedade de nós.

 Quando, esquecidos da Vossa Palavra, queremos pagar o mal com o mal, multiplicando indefinidamente violência sobre violência;

- Senhor , tende piedade de nós.

 Quando, esquecidos da nossa vocação à reconciliação, contribuímos para o agravamento do ódio, da violência, do individualismo, da discórdia, da vingança, das injustiças, das guerras, dos morticínios, das guerras religiosas e de toda sorte de fanatismo e de opressão sobre os outros, nossos irmãos;

- Senhor , tende piedade de nós.

Tende piedade de nós, quando nos eximimos das  nossas responsabilidades de sermos luz, sal e fermento para o mundo;

- Senhor , tende piedade de nós.

 Quando nos servimos da religião para os nossos próprios interesses.

-Senhor , tende piedade de nós.

Tende piedade de nós, Senhor, porque não sabemos nem pedimos, com súplicas e orações, a graça de perdoar e de ser perdoados.

- Senhor , tende piedade de nós.

Senhor nosso Deus, fazei-nos imitadores da bondade , humildade  e caridade de S. João Gualberto.

- Amen.

Senhor nosso Deus , à semelhança de S. João Gualberto, tornai-nos verdadeiros protectores das nossas florestas.

- Amen.

Senhor, nosso Deus, iluminados pela vida de S. João Gualberto , fazei de cada um de nós defensores da nossa casa comum, a Terra.

- Amen.

  - Glória ao Pai ...

  - Como era ...

  - Bendigamos ao Senhor,

 - Graças a Deus.

 

 

 

                              

                

 

São Bernardo de Claraval, o abade que modelou a Igreja

  No coração da Idade Média, num tempo de cruzadas, reformas e renovação espiritual, ergue-se a figura luminosa de São Bernardo de Claraval ...