terça-feira, 22 de setembro de 2020

MANIFESTO POR UMA CULTURA DA VIDA

 

                    MILITIA SANCTAE MARIAE – cavaleiros de Nossa Senhora

                                 Instituto Internacional Familiaris consortio                 

 

 

                          MANIFESTO  POR UMA CULTURA DA VIDA

 

 

1.     Sobre os portugueses está-se exercendo uma pressão tremenda, nos meios políticos e em quase todos os média para uma aceitação , como sinal de modernidade , da compaixão e da autonomia pessoal ,da eutanásia e do chamado “ suicídio assistido “, tudo em nome do que os “ lobbies” chamam , usando um eufemismo ,de “ morrer com dignidade”.

2.     É um direito de toda a pessoa humana viver e morrer com dignidade, no respeito pelo carácter inviolável da vida humana, direito que nada nem ninguém pode conferir, pois é-lhe inerente.

3.     O direito à vida, da concepção à morte natural, é, igualmente , um direito irrenunciável de todos e não compete ao legislador determinar quem tem direito a viver ou como deve morrer.

4.     A História ensina-nos , e não temos de recuar muito ,  que sempre que o Estado legisla sobre a vida e o destino de cada pessoa, tudo acaba em mal. Estão ainda presentes nas nossas memórias os genocídios cometidos do século XX  em nome da dita “pureza da raça “ ou das tendências políticas ou sexuais de tantos milhões de seres humanos que foram assassinados legalmente. Assistimos, também, hoje, em países que legalizaram a eutanásia, a uma deriva perigosa e gravemente ameaçadora.

5.     Não podemos aceitar que o Estado se torne nosso tutor , sobretudo nos momentos de maior fragilidade. Àquele compete, somente , criar condições  a protecção e cuidados que os mais frágeis e vulneráveis carecem.

6.     Por que razão tardam tanto, por exemplo, entre nós, a criação , em número satisfatório e acessíveis a todos, dos chamados “ cuidados paliativos” , mas  há  pressa  em facilitar e promover a morte de quem, quase sempre só quer aliviar o seu sofrimento psico-físico e , não raras vezes, de solidão?

7.     Como seria louvável ver o mesmo empenho em criar unidades de “ cuidados paliativos”  tal como o encarniçamento da promoção de unidades de morte !

8.     Por que razão não  se diz claramente que a suspensão da chamada “ obstinação terapêutica “ é um imperativo ser usada mas que isso não é eutanásia ?

9.     A legalização da eutanásia é mais um sintoma de uma sociedade que cada vez mais mergulha numa cultura da morte.

10.                       Assim, com este manifesto, queremos alertar todos os cidadãos para o perigo de os nossos legisladores assumirem-se como donos e promotores de uma “cultura da morte”, abrindo portas que não sabemos para que saídas vão dar. Gostaríamos de os ver mais empenhados em serem verdadeiros promotores e facilitadores de uma “ cultura da vida “.

11.                       A todos os defensores da vida humana, do seu direito fundamental que é o direito à vida e não à morte, apelamos para que se manifestem junto dos deputados do partido em que votaram, no sentido de fazerem valer o seu ponto de vista de respeito incondicional à vida e exigirem-lhes que se ocupem mais e mais decididamente em criar unidades de defesa da vida humana quer sejam os “ Centros de Apoio à Vida” quer os “ Centros de Cuidados Paliativos “.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Início da NOVENA a S. MIGUEL ARCANJO ( 29.Setembro)

                                        ORAÇÃO A S. MIGUEL ( composta pelo Papa Leão XIII)

«S. Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate; sede nosso auxílio contra as insídias e ciladas do demónio; exerça Deus sobre ele o seu império, humildemente vos pedimos! E Vós, Príncipe da milícia celeste, por divino poder, precipitai no inferno a satanás e a outros espíritos malignos que vagueiam no mundo para perdição das almas.

Amen»

150º aniversário da proclamação de S. José como padroeiro da Igreja Universal

 



O Papa Pio XI, em 08 de Dezembro de 1870, proclamou São José Patrono Universal da Igreja, disse: “Entre São José e Deus não vemos e não devemos ver senão Maria, por sua divina Maternidade”. “São José, depois de Maria, é o maior de todos os Santos”.

Em 1956, o Papa Pio XII (1939-1958) instituiu a festa de São José Operário, a ser celebrada em rito duplo de primeira classe no dia 1º de maio, Dia Universal do Trabalho.

São Mateus afirma em seu Evangelho que São José “era um homem justo” (Mt 1,19). Isto, na linguagem bíblica, significa um homem repleto de todas as virtudes, de santidade completa, perfeito. Jesus quis ter um pai na terra: O anjo do Senhor, aparecendo-lhe em sonho, diz-lhe: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo” (Mt. 1,20).

Coube a São José a grande honra de dar o nome ao Filho de Deus humanado. O Anjo lhe disse: “Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta” (Mt 1, 21-22). 

Santo Afonso de Ligório (†1787), doutor da Igreja, garantia que todo dom ou privilégio que Deus concedeu a outro Santo também o concedeu a São José.

São Francisco de Sales (†1655), doutor da Igreja, diz que “São José ultrapassou, na pureza, os Anjos da mais alta hierarquia”.

São Jerónimo (†420), doutor da Igreja, diz que: “José mereceu o nome de “Justo”, porque possuía de modo perfeito todas as virtudes”.

São Bernardo (†1153), doutor da Igreja: “De sua vocação, considerai a multiplicidade, a excelência, a sublimidade dos dons sobrenaturais com que foi enriquecido por Deus”.

São Francisco de Sales disse ainda: “Oh! que divina união entre Nossa Senhora e o glorioso São José; união que tornava José participante de todos os bens de sua cara Esposa e o fazia crescer maravilhosamente na perfeição, pela contínua comunicação com Ela, que possuía todas as virtudes em grau tão alto, que nenhuma criatura o pode atingir”.

Testemunho de Santa Teresa de Ávila (†1582), doutora da Igreja, devotíssima de São José. No “Livro da Vida”, sua autobiografia, ela escreveu:
“Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma. A outros santos parece o Senhor ter dado graça para socorrer numa determinada necessidade.”

“

5 RAZÕES PARA REZAR A LITURGIA DAS HORAS

 

RAZÕES PARA OS LEIGOS REZAREM

                                        A                       

                   LITURGIA DAS HORAS

 

 

O que é a Liturgia das Horas?

 

   É a santificação das horas do dia pela oração oficial que a Igreja, em união com Jesus Cristo e animada pelo Espírito Santo, eleva à Santíssima Trindade.

 

   Foi cultivada pelos primeiros cristãos e pelos padres do deserto. Mais tarde desenvolvida por São Bento de Núrsia, no século VI, que na Regra dedica vários capítulos à recitação dos Salmos e leituras bíblicas que formam a Liturgia das Horas.

   Não sendo uma oração exclusiva de monges, a Liturgia das Horas é de toda a Igreja. O II Concílio do Vaticano ( SC 87-111) recomenda vivamente que os leigos façam esta oração.

Seguindo as palavras de São Paulo de “orar sem cessar” (1 Tes 5,17), a Igreja definiu que a Liturgia das Horas fosse composta por sete “ Horas litúrgicas”  e que são: o Ofício de Leitura ( Matinas), Oração da manhã (Laudes),  Tércia, Sexta, Noa, Oração da tarde (Vésperas) e Oração da noite (Completas).  Laudes e Vésperas são as horas maiores. O Ofício de Leituras pode ser rezada a qualquer hora ( os monges rezam-na de noite), Laudes é o oração de louvor da manhã, Tércia deverá ser rezada a meio da manhã, Sexta pelo meio- dia, Noa a meio da tarde, Vésperas ao anoitecer e Completas no fim do dia. Deste modo, sete vezes ao dia os cristãos louvam o seu Deus e Senhor.

  O Catecismo da Igreja Católica ( nº 1174) diz que a Liturgia das Horas é verdadeiramente a voz da Esposa dirigida ao seu Esposo.

   A Liturgia das Horas (LH) pode ser rezada em comunidade, em grupo ( família, por exemplo) ou individualmente e, tanto quanto possível, nas horas a que corresponde cada Hora canónica. Cada Hora pode ser salmodiada ou simplesmente rezada e até em silêncio no caso de serem rezada individualmente. Tanto podem ser rezadas em latim como em vernáculo ou usando, conforme as circunstâncias, as duas línguas.

2. Proporciona uma base para a sua vida de oração

Um dos obstáculos comuns para cultivar a vida de oração é a ausência de uma rotina. A Liturgia das Horas é perfeita porque proporcionar um horário de oração para o dia. As Laudes e as Completas oferecem um meio constante para santificar o dia, louvando a Deus pela manhã e agradecendo à noite.

3. Mergulha sua oração nas Escrituras

São Jerónimo disse uma vez: “Ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo”. Nelas, encontramos com Aquele que é o Verbo feito carne. Toda a vida cristã está orientada para um encontro com Jesus e a união com Ele. A Liturgia das Horas mostra constantemente parte das Escrituras e reflete sobre elas.

4. Segue o Ano Litúrgico

Existem muitas celebrações no Calendário Litúrgico e a Liturgia das Horas nos guia em todas elas. Cada uma das estações da Igreja foca intencionalmente em momentos específicos da vida de Cristo e na história da salvação. Proporciona-nos um meio para contemplarmos esses tempos próprios em oração.

5. É óptimo para viagens

Sempre que viajamos, os nossos horários de oração ficam desordenados. A Liturgia das Horas ajuda a manter a vida unida com a oração a todo momento. Seu formato permite à pessoa permanecer em oração em qualquer ambiente.

 

A APOSTA BENEDITINA

 

                                             A aposta beneditina

 

Reflectindo sobre esta pobre realidade que nos cerca, o meu desalento é muito grande.

 Sinto que os valores em que fui criado, em que procurei e me esforcei por viver, colapsaram. Não preciso de “ Bola de cristal”, “ deitar cartas” ou procurar leituras e interpretações mais ou menos esotéricas. Basta olhar à nossa volta. Ver o que se passa à nossa porta. Ver um telejornal. Observar o comportamento das chamadas, erradamente, elites políticas, económicas e até religiosas, geram em mim um sentimento de derrotado, vencido da vida e  de oprimido. Invade-me uma muito forte desilusão.

Porém…

Porém, meditando um pouco na história de S. Bento de Núrsia, do seu tempo igual ao nosso, da espiritualidade que viveu e nos legou, ganho força, mesmo que me sinta uma espécie de Dom Quixote lutando contra moinhos de vento. Mas este Homem ( Não é por acaso que S. Gregório Magno começa a sua biografia de S. Bento com uma frase muito sintomática: FUIT VIR … Houve um varão… referindo-se ao biografado, S. Bento ), passados quase 1500 anos da sua morte, dá-me alento.

Quem me conhece, sabe que defendo tenaz e convictamente que a recristianização da Europa ( e de todo o Ocidente ) tem de seguir o modelo beneditino, de pequenas comunidades que saberão unir a Oração à Acção. Comunidades irradiantes como foram os mosteiros beneditinos, no silêncio operativo.

Se S. Bento escreveu a Regra para monges e eu não o sou nem a maioria dos cristãos que ainda restam, aquela poderá e deverá aplicar-se a leigos. Não foi por acaso que publiquei no Boletim da Basílica de S. Bento da Porta Aberta 30 artigos, durante 30 meses, a que chamei “ Passadas com S. Bento”, nos quais, a partir da Regra procurei indicar aplicações ao meu e nosso quotidiano de leigos. Por isso, foi com uma certa satisfação espiritual e a sensação de que não sou um excêntrico isolado, que tomei conhecimento do recente lançamento, em França, de um livro, cujo autor é um conhecido jornalista americano, Rod Dreher, e que se chama:«Comment être chrétien dans un monde qui ne l `est plus – le pari bénédictin» ( Ed. Artège, Paris, 2017 ) , livro que já encomendei e de que, ansiosamente aguardo a sua chegada. O autor, em recente entrevista, entre coisas extremamente importantes, disse:« A aposta beneditina é uma estratégia para viver a sua fé cristã num mundo que já não o é e cada vez mais lhe é mais hostil. Os cristãos, para mim, devem mostrar-se muito mais firmes face à modernidade do que o que têm feito até agora. Durante muito tempo atarefou-se a acomodar-se à vida moderna, tomando para si, nomeadamente, o igualitarismo e o individualismo. É um desastre, não somente para si, mas também para o Ocidente, que vive espiritualmente hoje o que Roma conheceu aquando da sua queda. Convido os cristãos desejosos de sobreviver a tornarem-se versões leigas dos monges beneditinos, que se estabeleceram no meio das ruínas do Império romano. Não somos chamados à vida monástica, mas a Regra de S. Bento contém numerosas lições e práticas adaptáveis à vida de leigos e úteis para fazer frente aos desafios, mesmo de perseguições modernas… ».

E, já agora, a Irmandade de S. Bento da Porta Aberta, publicou, em português e espanhol, um livro muito interessante e neste âmbito, de um monge beneditino italiano, Dom Massimo Lapponi OSB: « S. Bento e a vida de família », cuja leitura se recomenda vivamente.

Perante o desastre, quereremos continuar a só nos importarmos com “ pão e circo” e de umas Missas, Eucaristias(!), “ lindas”, muito animadas?

Carlos Aguiar Gomes

domingo, 20 de setembro de 2020

D de DOMINGO

 

    

      D 
      de 
       Domingo

 

   Como chegar Domingo à noite com a satisfação de verdadeiramente ter feito frutificar o Dia do Senhor?

  Vivendo o Domingo como:

1.       Uma novo início: No mosteiro tudo começa com efeito nesse dia: a recitação do Saltério, o qual se vai desenrolar ao longo da semana; a distribuição das funções litúrgicas e, mais prosaicamente, a entrada em funções para os diversos hebdomadários ( leitura no refeitório, serviço da mesa, cozinha…, ideia facilmente transportável para uma vida de família!). O Domingo é para S. Bento o pórtico de entrada de uma nova semana que ele nos convida a viver para Deus como algo de novo.

2.       Um dia de regressar às fontes: Tal implica um certo repouso para o corpo e espírito mas sem cair na ociosidade “ mãe de todos os vícios”. Para tal, S. Bento pede aos seus monges de “ falhar à leitura” ( cap. 48). Magnífica expressão, rica de sentido. Estas “ férias” significam que o espírito está livre de preocupações do trabalho, das ocupações, das conversas. Trata-se de estar livre para Deus, de orientar  o seu coração para Ele. Neste estado de espírito, quem de entre vós, não poderá consagrar alguns minutos para uma leitura capaz de cultivar a sua união a Deus?

3.       O dia de Cristo Ressuscitado: sobre isto a escolha de S. Bento de certos Salmos ( 20, 62, 117,etc )  especialmente para o Ofício do Domingo é muito significativa: trata-se de colocar o monge face a Cristo ressuscitado. Com efeito, dia memorial da vitória de Cristo sobre a morte, o Domingo deve ser vivido a esta luz. Para vós, onde encontrar este Cristo ressuscitado senão quando a vossa Missa dominical  é vivida com fervor, como o culminar da semana acabada e a preparação da que vem?

Compreenderam que um Domingo é frutuoso na medida em que ele nos permite viver a semana seguinte com e para Deus.

Dom Ambroise OSB

( Monastère Sainte-Marie de la Garde)  



Família Ulma

  Faz hoje três anos que uma família inteira foi elevada às honras dos altares. A Família Ulma, uma centelha de luz nos anos sombrios da Seg...