MILITIA SANCTÆ MARIÆ
Cavaleiros de Nossa Senhora
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Newsletter – Março 2025
O Instituto Internacional Familiaris Consortio é um sector de actividade da Militia Sanctae Mariae – cavaleiros de Santa Maria, vocacionado para proteger e defender as grandes e decisivas causas da Vida Humana e da Família. De carácter internacional, está presente no Brasil, França, Portugal e Reino Unido. Em comunhão com a Doutrina Social da Igreja, vincadamente centrado nas questões estruturantes e vitais referidas. O seu guia de acção é Exortação Apostólica “Familiaris Consortio” de S. João Paulo II, Magno, bem como a Encíclica, do mesmo Papa, “Evangelium vitae”.
Num momento em que o DIREITO À VIDA está fortemente ameaçado nunca será demasiado insistir-se de que a vida humana nem é referendável nem objecto de destruição mesmo legalmente aprovado em instâncias legisladoras nacionais ou internacionais.
Um dos documentos magisteriais católicos mais importantes e fundamentais para se conhecer o valor da vida humana é sem dúvida a Encíclica de S. João Paulo II Magno, datado de 25 de Março de 1995 e estamos a referir-nos à EVANGELIUM VITAE, sobre o valor e significado da vida humana. Assim, no dia em este notabilíssimo documento celebra 30 anos, como poderíamos não assinalar a efeméride? Se o não fizessemos, estaríamos a trair as nossas finalidades principais.
Vem, pois, a propósito, recordar a EVANGELIUM VITAE e tentar suscitar em todos a vontade de a (re)ler, difundir e aplicar os ensinamentos de S. João Paulo II Magno em todos os ambientes culturais a começar pelas escolas, paróquias, movimentos familiares, entre outros.
Nesta notável e atemporal Encíclica, S. João Paulo II Magno escreveu, com repro à nossa inquietação:
“Como não pensar na violência causada à vida de milhões de seres humanos, especialmente crianças, constrangidos à miséria, à subnutrição e à fome, por causa da iníqua distribuição das riquezas entre os povos e entre as classes sociais? Ou na violência inerente às guerras, e ainda antes delas, ao escandaloso comércio de armas, que favorece o torvelinho de tantos conflitos armados que ensanguentam o mundo? Ou então na sementeira de morte que se provoca com a imprudente alteração dos equilíbrios ecológicos, com a criminosa difusão da droga, ou com a promoção do uso da sexualidade segundo modelos que, além de serem moralmente inaceitáveis, acarretam ainda graves riscos para a vida? É impossível registar de modo completo a vasta gama das ameaças à vida humana, tantas são as formas, abertas ou camufladas, de que se revestem no nosso tempo!
11. Mas queremos concentrar a nossa atenção, de modo particular, sobre outro género de atentados, relativos à vida nascente e terminal, que apresentam novas características em relação ao passado e levantam problemas de singular gravidade: é que, na consciência colectiva, aqueles tendem a perder o carácter de «crimes» para assumir, paradoxalmente, o carácter de «direitos», a ponto de se pretender um verdadeiro e próprio reconhecimento legal da parte do Estado e a consequente execução gratuita por intermédio dos profissionais da saúde. Tais atentados ferem a vida humana em situações de máxima fragilidade, quando se acha privada de qualquer capacidade de defesa. Mais grave ainda é o facto de serem consumados, em grande parte, mesmo no seio e por obra da família que está, pelo contrário, chamada constitutivamente a ser «santuário da vida». (E. v. nº 10 e 11)
Sim, há aspectos à vida humana que “levantam problemas de singular gravidade: é que, na consciência colectiva, aqueles tendem a perder o carácter de «crimes» para assumir, paradoxalmente, o carácter de «direitos», a ponto de se pretender um verdadeiro e próprio reconhecimento legal da parte do Estado e a consequente execução gratuita por intermédio dos profissionais da saúde. Tais atentados ferem a vida humana em situações de máxima fragilidade, quando se acha privada de qualquer capacidade de defesa. Mais grave ainda é o facto de serem consumados, em grande parte, mesmo no seio e por obra da família que está, pelo contrário, chamada constitutivamente a ser «santuário da vida».
Não nos dá que pensar?
Neste dia do DIREITO das crianças por nascer, 25 de Março, queremos ser uma das vozes dos mais frágeis entre os mais frágeis e desprotegidos, aqueles a quem não é dado o direito a nascer.
Pela VIDA HUMANA. Sempre e sem condições.
Braga, 25. Março.2025
O Presidente do IIFC/IFCI