sábado, 2 de agosto de 2025

Militia Sanctae Mariae Portugal | Theotokos - Academia Mariana
Curta Reflexão XVII de Carlos Aguiar Gomes

A escultora neerlandesa Daphné du Barry, na escultura que ilustra esta Curta Reflexão mariana, exprime no bronze o grande sentimento do acolhimento devido aos muitos milhares de bebés abortados diariamente em todo o mundo, e que são deitados ao lixo dos hospitais dos países onde a lei permite esta matança de inocentes.

Nossa Senhora, a Santa Mãe de Deus, a Mãe humana da Vida feita vida — Jesus —, que acolheu no seu sagrado e imaculado ventre o Príncipe da Paz, o Senhor da Vida, é a nossa Mãe do Céu e a Mãe de todos estes bebés massacrados legalmente. Ela é a Mãe da Vida e, por isso, acolhe a vida rejeitada pela crueldade e egoísmo humanos. Do caixote do lixo ou das incineradoras, cada bebé, todos os bebés vilmente assassinados, são acolhidos pelos braços amorosos de Maria.

Numa época como a nossa, em que o massacre de crianças por nascer é autorizado e incrementado por políticas e políticos eugenistas e anti-vida, que não se coíbem de matar e facilitar o aborto por todas as razões e caprichos, em detrimento do direito humano fundamental e radical — o direito à vida desde o momento inicial da sua existência: a concepção, quando um espermatozóide fecunda um óvulo —, é este o início de cada uma das vidas humanas. Nem antes, nem depois.

Nunca fazemos parte do corpo das nossas mães. Não somos, assim, uma espécie de tumor ou qualquer outra excrecência aderente ao corpo da mãe, que esta pode extirpar a seu bel-prazer.

Como urge fazer uma verdadeira cruzada de orações pelas crianças assassinadas no ventre materno, pelas mães que cedem a esta campanha contra a vida, e por todos os que, directa ou indirectamente, contribuem para que o número de abortos não cesse de aumentar neste mundo profundamente anti-natalista.

Não podemos silenciar esta chacina que mata milhões de seres humanos diariamente em todo o mundo.

Que a Rainha da VIDA interceda e acolha todos os bebés abortados e conceda o dom do arrependimento a quem pratica o aborto.

Carlos Aguiar Gomes

sábado, 26 de julho de 2025

26 de Julho, Dia dos Avós

Dia dos Avós: Fui ao funeral de uma Avó.
Não era a minha Avó, mas tinham sido amigas. Não conheci o Avô dos seus netos mas dizem que era muito amigo do meu Avô. Em todo o caso, foram dois casais unidos por uma grande cumplicidade e confio que, no colo materno de Deus, agora os quatro intercedem pelas famílias que construiram. 

A Dona Ló do Álvaro (ou Ló do Supermercado) mais do que mulher era uma Senhora, mais do que senhora era uma Dama, mais do que dama era uma instituição! Do alto dos seus 92 anos, não deixava de testemunhar o quanto vale a pena ter um coração generoso, ser justo e trabalhador. Da última vez que a encontrei (quase tão pequenina quanto a cadeira em que se sentava) no café de um dos seus filhos, contou-me que a sua segurança e refúgio sempre tinha sido o Coração de Jesus, durante os altos e baixos da vida. Os seus modelos eram a Beata Alexandrina e os Apóstolos; o seu grande amor era Jesus no sacrário.

Se pudesse enviar um recado, ter-lhe-ia pedido que beijasse os meus avós por mim outra vez e lhes dissesse que os amo. Ontem, havia flores na porta fechada do supermercado (há já muitos anos gerido por uma filha) e hoje a igreja paroquial encheu-se de netos e bisnetos, para além de vizinhos e amigos de todas as gerações. A profecia era oportunamente do livro de Josué, filho de Sirac:

«
Celebremos os louvores dos homens ilustres, dos nossos antepassados através das gerações.
Foram homens virtuosos e as suas obras não foram esquecidas.
Na sua descendência permanece a excelente herança que deles nasceu.
Os seus filhos são fiéis à aliança e, graças a eles, também os filhos dos seus filhos.
A sua descendência permanece para sempre e jamais se apagará a sua memória.
Os seus corpos repousam em paz e o seu nome vive através das gerações.
Os povos proclamam a sua sabedoria e a assembleia canta os seus louvores.
»

Lembrei-me de tudo quanto ouvi dizer sobre o Álvaro do supermercado, que eu nunca conheci. Lembrei-me também de muitos Avós de quem me despedi naquela igreja, incluindo os meus. Lembrei-me ainda daqueles que, sem família biológica, tinham uma descendência adotiva numerosa, pelo bem que espalharam. Quando o próprio Reitor fez silêncio porque a emoção lhe dificultava continuar a homilia, ressoaram na minha memória os versos do Salmo 32:

«Eis que o pensamento do Senhor vela pelos que o temem, por aqueles que esperam na sua misericórdia, para libertar da morte as suas almas e os alimentar no tempo de fome.»


 

 Em seu discurso de 3 de fevereiro em Phoenix, o Archbishop Charles J. Chaput resumiu sumariamente as regras da Cavalaria escritas há mais de 500 anos por Erasmo de Roterdão em seu livro “O Manual do Cavaleiro Cristão”.


Aprofunde e aumente a sua Fé.
Atue de acordo com a sua Fé; faça dela um testemunho vivo para os outros.
Analise e entenda os seus medos; não se deixe dominar por eles.
Faça de Jesus Cristo o seu único guia e o seu único objetivo de vida.
Desapegue-se das coisas materiais; não se deixe dominar por elas.
Treine a sua mente para distinguir a verdadeira natureza do bem e do mal.
Nunca deixe que nenhum fracasso ou contratempo o afaste de Deus.
Enfrente a tentação guiado por Deus, e não por lamentações ou desculpas.
Esteja sempre pronto para os ataques daqueles que temem o Evangelho e se ressentem do bem.
Esteja sempre preparado para a tentação. E faça o que puder para a evitar.
Esteja alerta para dois perigos especiais: a cobardia moral e o orgulho pessoal.
Enfrente as suas fraquezas e transforme-as em forças.
Trate cada batalha como se fosse a última.
Uma vida virtuosa não deixa espaço para os vícios; os pequenos vícios que vamos tolerando tornam-se os mais mortais.
Toda a decisão importante tem alternativas; pense nelas com clareza e honestidade, à luz do que é certo.
Nunca, mas nunca mesmo, aceite ou justifique qualquer questão de substância moral.
Tenha sempre um plano de ação. As batalhas em geral ganham-se por quem se antecipa aos acontecimentos.
Pense sempre, com antecedência, nas consequências das suas escolhas.
Não faça nada – em público ou em privado – que as pessoas virtuosas e sensatas não possam aprovar.
A virtude é a sua própria recompensa; não precisa de mais nada.
A vida é exigente e breve; faça-a valer a pena.
Admita e arrependa-se dos seus erros, não esconda ou despreze. Encoraje e incentive os seus irmãos e depois recomece.
(Gratos pela tradução caro irmão e cavaleiro Pedro Koehler)

 Theotokos - Academia Mariana | Militia Sanctae Mariae Portugal
Curta reflexão XVI | Autoria de Carlos Aguiar Gomes

NOSSA SENHORA DAS DORES

São incontáveis os poemas dedicados à Sancta Dei Genitrix, a Santa Mãe de Deus, em língua portuguesa, em todas as línguas e em todos os tempos. Mesmo autores que não eram praticantes ou que se consideravam agnósticos dedicaram poemas a Maria.
Cantaram Maria Sofredora. Redentora. Consoladora. Auxiliadora dos angustiados. Acolhedora de toda a humanidade. Refúgio de pecadores. Rainha de Portugal. Madrinha do nosso país. Protetora de soldados e marinheiros…
O que é que os nossos poetas não cantaram em Maria?
Um dos grandes poetas portugueses do século XX, José Régio, que também foi um extraordinário colecionador de imagens sacras — destas, muitas marianas — dedicou à Theotokos poemas como o que se transcreve abaixo: um diálogo entre um filho e sua Mãe celeste, cheio de ternura e afeto filial.
Portugal é um país mariano e, até antes de o ser, já o era!
Aqui deixo o célebre e bem conhecido poema deste autor, que mais parece — ou será mesmo? — um diálogo amorosamente filial entre um filho e sua Mãe sofredora, nos nossos e pelos nossos pecados, e que, apesar de tudo, nos acolhe sempre como Mãe.

Nossa Senhora
(José Régio)
Tenho ao cimo da escada, de maneira
Que logo, entrando, os olhos me dão nela,
Uma Nossa Senhora de madeira,
Arrancada a um Calvário de Capela.
Põe as mãos com fervor e angústia.
O manto cobre-lhe a testa, os ombros, cai composto;
É uma expressão de febre e espanto;
Quase lhe afeia o fino rosto.
Mãe de Deus, seus olhos enovoados
Olham, chorosos, fixos muito além...
E eu, ao passar, detenho os passos apressados,
Peço-lhe: — “A sua bênção, Mãe!”
Sim, fazemo-nos boa companhia
E não me assusta a Sua dor: quase me apraz.
O Filho dessa Mãe nunca mais morre. Aleluia!
Só isto bastaria a me dar paz.
“— Porque choras, Mulher?” — Docemente a repreendo.
Mas à minh’alma, então, chega de longe a Sua voz
Que eu bem entendo: — “Não é por Ele...”
“Eu sei! Teus filhos somos nós!”
Carlos Aguiar Gomes

sábado, 19 de julho de 2025

 

🔴 Perseguição aos Cristãos | Opressão, Violência e Restrição Religiosa no Mundo Atual




Mesmo dois mil anos após as primeiras perseguições em Roma, a hostilidade contra cristãos permanece presente e, em muitos casos, intensificou-se. Segundo estudos de instituições críticas, como o Pew Research Center, a Fundação Pontifícia, Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), e organizações como ICC e Open Doors, milhões de cristãos enfrentam hoje graves violações de seus direitos por parte de governos, grupos extremistas e setores da sociedade.
1. Panorama Global da Hostilidade Religiosa
Maior incidência de perseguição: o Pew Research registrou que, em 2022, 192 de 198 países relataram algum tipo de perseguição a grupos religiosos, sendo os cristãos alvo em 166 desses países – crescimento em relação a 160 no ano anterior.
Formas de violência: danos a propriedades religiosas ocorreram em 61% dos países; prisões, desalojo, agressões físicas e assassinatos também foram amplamente documentados
2. Quais São os Principais Agentes da Perseguição?
a) Estados autoritários e regimes repressivos
Em nações como China, Coreia do Norte, Irão, Paquistão, Vietnã e Cuba, governos aplicam legislação rígida de controle religioso, legalizam restrições à conversão, registrando igrejas ou simplesmente fechando-as.
A China, especialmente, mantém políticas rígidas desde 1949 e controla de forma severa tanto igrejas oficiais quanto não oficiais
b) Grupos extremistas e militantes
Na África e partes da Ásia, grupos como Boko Haram, ISWAP, Al-Shabaab e Talibãs se envolvem em sequestros, assassinatos grotescos e ataques a comunidades cristãs, destruindo igrejas e forçando deslocamentos massivos.
Segundo ACN, o epicentro da violência militante mudou do Oriente Médio para a África, especialmente Burkina Faso, Nigéria e República Democrática do Congo.
Open Doors apontou que em 2024 ocorreram 4.476 mortes de cristãos por motivos de fé, sendo 3.100 delas na Nigéria.
c) Nacionalismo religioso e hostilidade da sociedade
Em países como Índia, Mianmar e Turquia, movimentos nacionalistas hindus ou budistas pressionam comunidades cristãs por meio de leis anti-conversão, acusações de blasfêmia e violência local.
No Brasil e em outras regiões, grupos indígenas podem ostracizar e expulsar convertidos ao cristianismo.
:: Regiões mais afetadas pela perseguição aos cristãos ::
🔴 África Subsaariana
Nesta região, a perseguição é marcada por terrorismo, deslocamentos forçados e assassinatos. Países como a Nigéria, Burkina Faso, República Democrática do Congo (RDC) e o Sudão destacam-se como as zonas mais violentas para os cristãos.
📌 Fontes: Zenit, Wikipedia, Pew Research Center
🟡 Ásia (Índia, Mianmar, China)
A perseguição nestes países manifesta-se através de nacionalismo religioso, leis anti-conversão e restrições estatais severas. A Índia aplica leis que dificultam a conversão ao cristianismo, enquanto a China impõe um controlo rigoroso sobre as igrejas, especialmente desde 1949.
📌 Fontes: Pew Research Center, ACN, Open Doors
🟠 Oriente Médio e Norte de África
A região sofre com conflitos sectários, expulsões de comunidades cristãs e restrições à liberdade religiosa. Países como Egito, Síria, Iraque, Afeganistão e Paquistão estão entre os mais hostis aos cristãos, com casos graves de violência e discriminação.
📌 Fontes: Wikipedia, ICC, Open Doors
4. Escala da perseguição cristã hoje
Número afetado: mais de 380 milhões de cristãos viviam em países com altos níveis de perseguição em 2024–2025, o equivalente a 1 em cada 7 cristãos no mundo.
Mortes e ataques: 4.476 cristãos mortos por fé em 2024; mais de 7.600 igrejas atacadas ou vandalizadas.
Detenções e prisões: na Índia, só em 2024, pelo menos 1.629 cristãos detidos sem julgamento e 547 condenados; prisões também ocorreram no Eritreia, Irã, Bangladesh, entre outros.
A perseguição aos cristãos no mundo contemporâneo representa uma das mais graves crises de direitos humanos da atualidade. Seja por parte de Estados autoritários, de grupos extremistas ou por pressões sociais hostis, milhões de cristãos são vítimas de violência, discriminação e exclusão.
Todos os indicadores — dados do Pew, ACN, ICC e Open Doors — revelam um agravamento contínuo, especialmente em África e na Ásia.
✝️ Proteger a liberdade religiosa é uma urgência moral, espiritual e civilizacional. Que a solidariedade internacional, a oração e a ação concreta estejam com os cristãos perseguidos.

Theotokos - Academia Mariana | Militia Sanctae Mariae Portugal

Curta reflexão XV | Autoria de Carlos Aguiar Gomes



Faz parte do cantoral geral católico e muito especialmente das Ordens de matriz
beneditino-bernardianas desde o século XI, o belíssimo cântico mariano da “ SALVE
REGINA”.Este é cantado no final do Ofício de Completas e atinge o seu clímax de
beleza quando é cantado em gregoriano, seja no tom simples quer no solene. Há
séculos que incorpora o Ofício Divino ou a Liturgia das Horas como agora se chama
àquele.

A SALVE REGINA surge em ambiente monástico no século XI, composto por
um monge beneditino profundamente mariano, Hermano Contracto, com graves
sofrimentos físicos mas com uma fé inabalávl, cerca do ano de 1050. Um século
depois o “ doce cantor de Maria”, S. Bernardo, crê-se que na catedral de Espira
onde estava, este, quando o canto da Salve Regina chegou ao fim com as palavras
“ … nos mostrai Jesus,bendito fruto do Vosso ventre, Jesus”, S. Bernardo
continuou enlevado e sozinho cantando o que hoje é o final desta oração mariana:
Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria!”. E, a partir daí todos dias, ainda
hoje, terminamos a Salve Regina com estas palavras de S. Bernardo. Podemos
acreditar que esta belíssima oração mariana é de coautoria com S. Bernardo de
Claraval.

Esta oração foi “ trabalhada” musicalmente por inúmeros músicos de todos os
tempos como, por exemplo, Tomás de Victória,Vivaldi, Palestrina, Schubert,
Charpentier, Handel, Francis Poulenc ou Avo Part . Portugal também teve inúmeros
músicos que compuseram peças musicais sobre a SALVE REGINA, como Diogo de
Melgás ou Frei Manuel Cardoso. Não posso deixar de referir a interpretação musical,
de rara beleza, que fez na actualidade o Padre Júlio Vaz,da Arquidioces de Braga, a
partir do texto em português e que me leva às lágrimas cada vez que a oiço!
Uma curiosidade bernardiana: foi S. Bernardo de Claraval que introduziu a
designação de Maria como NOSSA SENHORA, uma designação de forte carga
cavaleiresca.

Carlos Aguiar Gomes


 

quinta-feira, 17 de julho de 2025

 S. BENTO: FAROL NO NEVOEIRO NESTE TEMPO DO “ APAGÃO” DE DEUS



Neste tempo do grande “apagão” de Deus, S. Bento, malgrado ter morrido em 547, continua, através da sua herança maior — a sua Regra — a iluminar-nos os dias e os nossos caminhos tantas vezes tortuosos.

S. Bento nunca perdeu a sua atualidade e, nestes tempos sombrios, continua a ser um guia, como verdadeiro “buscador de Deus”, para todos nós.

A Militia Sanctae Mariae – Cavaleiros de Nossa Senhora –, fundada por um monge beneditino e ela própria com forte carga beneditina, celebra o santo de Núrcia e procura seguir-lhe os passos. Assim, e no sentido de ajudar todos os que se inspiram no santo Patrono da Europa, aqui deixamos um “decálogo” para tentar aperfeiçoarmo-nos na busca de Deus:


1. BUSCAR SEMPRE DEUS – S. Bento ensina que “nada devemos antepor ao amor de Cristo”. Viver esta norma não significa alhear-nos do mundo, mas descobrir a presença de Deus em cada momento e nas tarefas diárias. (Pról. 1)

2. VIVER COM HUMILDADE VERDADEIRA – Vivemos uma época dominada pelo individualismo desenfreado. A humildade beneditina recorda-nos que reconhecer a nossa pequenez diante de Deus liberta-nos das aparências e pressões, dando-nos verdadeira paz interior. (Cap. III)

3. ORAÇÃO SIMPLES E AUTÊNTICA – A oração de S. Bento caracteriza-se pela sua simplicidade e autenticidade. No meio do bulício diário, convida a um diálogo breve, profundo e sincero com Deus. (Cap. XI)

4. HOSPITALIDADE: ACOLHER COMO CRISTO – A Regra beneditina destaca a hospitalidade como forma concreta de viver o Evangelho. Ver Cristo em cada pessoa que chega transforma as nossas relações e cria verdadeiras comunidades cristãs. (Cap. XIX)

5. DISCIPLINA DIÁRIA QUE LIBERTA – S. Bento propõe equilibrar oração, trabalho e descanso. Esta disciplina quotidiana não é rígida, mas um caminho para a liberdade interior e um foco claro no essencial. (Cap. XVI)

6. SILÊNCIO PARA ESCUTAR DEUS – Num mundo ruidoso, S. Bento convida a cultivar um silêncio ativo, para escutar atentamente a Deus e aos outros com o “ouvido do coração”. (Cap. XII)

7. TRABALHO: UMA FORMA DE SANTIFICAÇÃO – O trabalho quotidiano é visto por S. Bento como um ato de adoração, realizado com alegria e dignidade. Trabalhar é santificar o ordinário, aportando valor espiritual às nossas tarefas diárias. (Cap. XVI)

8. CORRECÇÃO FRATERNA COM AMOR – S. Bento promove a correção fraterna feita com doçura e humildade, fortalecendo, deste modo, as relações interpessoais e comunitárias. (Cap. VI)

9. COMUNIDADE CONTRA O INDIVIDUALISMO – Viver em comunidade (família, trabalho, paróquia, etc.) é, segundo S. Bento, uma escola do serviço e da caridade. Olhar mais além de nós próprios enriquece a nossa vida espiritual e humana. (Toda a Regra é um convite a viver com espírito de comunidade. Aliás, a própria MSM é uma comunidade fraterna. Cf. Cap. XVII)

10. PERSEVERANÇA ESPIRITUAL CONSTANTE – Bento impele-nos a nunca desesperar da misericórdia de Deus. A perseverança em momentos difíceis é prova de fé madura e viva. (Cf. Infovaticana, 11.VII.25)


A Regra dos Cavaleiros de Nossa Senhora tem uma fortíssima inspiração beneditina, e foi por isso que, no final de cada item, se colocou o capítulo da Regra da MSM que aborda cada uma das pistas indicadas.

Carlos Aguiar Gomes


São Bernardo de Claraval, o abade que modelou a Igreja

  No coração da Idade Média, num tempo de cruzadas, reformas e renovação espiritual, ergue-se a figura luminosa de São Bernardo de Claraval ...