quarta-feira, 18 de setembro de 2024

ORIGENS DA MILITIA SANCTÆ MARIÆ[1]

 

O fundador da Ordem dos Cavaleiros de Nossa Senhora era filho do proprietário do Journal de Rouen. O senhor Lafond também possuía, antes da Segunda Guerra Mundial, o castelo de Tourville, ao sul de Pont-Audemer, na Normandia. Apaixonado por história, seu filho Gérard realizou uma pesquisa sobre os senhores deste feudo. Como recompensa, o senhor Lafond lhe ofereceu o livro La Chevalerie de Léon Gautier. Do amor pela história, unido à busca por um ideal e uma profunda piedade, nasceu um vivo interesse pela cavalaria e as “primeiras ideias” de criar uma Ordem de Cavalaria, em 1943-1944.

Pio XII pedia aos leigos que assumissem a restauração católica de seus países. Ora, a cavalaria havia sido estabelecida pela Igreja para a instauração e defesa de uma Ordem social cristã: a Cristandade, ou o reinado político e social de Nosso Senhor, o Cristo-Rei. Assim, durante a guerra, para responder a este apelo dos Soberanos Pontífices, surgiu ao jovem Gérard Lafond a ideia de formar uma nova Ordem de Cavalaria, adaptada à nossa época, atendendo ao propósito geral da Cavalaria e fundada sobre os valores perenes de duas grandes instituições da Igreja: a Cavalaria, com as graças do sacramental da investidura litúrgica, e as Ordens Militares, com as graças da profissão.

Ao fim do conflito, Gérard Lafond, com dezoito anos de idade, foi à abadia beneditina de Saint-Wandrille. No dia 6 de agosto de 1945, a Igreja celebrava a festa da Transfiguração. Ele foi pedir os conselhos e o apoio do Reverendo Pai Abade, que lhe foi concedido desde o primeiro encontro. Dom Gabriel Gontard se tornaria o primeiro Capelão Geral da Ordem.

Outros encontros aconteceram. Em outubro, Gérard Lafond foi apresentado à senhora Le Gonidec de Penlan, cuja influência foi importante nos primeiros tempos da Ordem. Ela fundaria uma pequena comunidade religiosa seguindo a Regra de Nossa Senhora de La Salette. Em fevereiro de 1946, Yves Maurisset entrou na Ordem. No mês seguinte, Pierre Virion também ingressou. Em julho, Gérard Lafond entrou em contato com a Cité de Saint-Bernard, do senhor Fernand Geslin, e, em agosto, a Ordem fez uma peregrinação a Vézelay.

Já no fim de 1945, a Ordem foi consagrada a Nossa Senhora, cujo nome tomaria posteriormente. Seus membros se consagrariam a ela segundo a espiritualidade de São Luís Maria Grignion de Montfort. Eles estudaram a Regra de São Bento, os escritos de São Bernardo e os monumentos da tradição cavaleiresca: as canções de gesta.

No dia 5 de setembro de 1946, ocorreu uma “reunião de lançamento”. Gérard Lafond tornou-se o primeiro Mestre da Ordem. Doze dias depois, ele conheceu o senhor Houdart de La Motte, restaurador da Milícia de Jesus Cristo, uma milícia cavaleiresca fundada por São Domingos para lutar contra as atrocidades dos maniqueus na Lombardia, que deu origem à Terceira Ordem Dominicana. No dia 26, Georges Lambert entrou na Ordem, em novembro Baudouin de Reviers de Mauny, e em dezembro Michel Taquet.

Em janeiro de 1947, o fundador, que já em 1944 havia redigido um Código de Honra, começou o trabalho de preparação para a redação da Regra. Em março, houve uma peregrinação ao Monte Saint-Michel. Em 19 de maio de 1947, foi publicado o primeiro texto da Regra, com dezoito capítulos. Ela foi revisada em novembro e dezembro. No dia 6 de junho, a Ordem aderiu à Cruzada de Dom Beaurain, um beneditino da Abadia de La Source, os Cruzados de Nossa Senhora. Durante os meses de junho e julho, o Preceptorado de Paris foi acrescentado ao de Rouen. Vários freires-de-armas foram recebidos. No dia 22 de outubro, Sua Excelência Dom Roger Beaussart, bispo auxiliar de Paris, consultado por Dom Gontard, deu um parecer favorável à armação dos primeiros cavaleiros, e, no dia 26 de outubro, ele conferiu a Benedictio Novi Militis do Pontifical Romano a Gérard Lafond, Yves Maurisset, Pierre Virion e Georges Lambert.

De 1947 a 1960, Dom Gontard armou vinte e nove cavaleiros, incluindo Baudouin de Reviers em 1948, Jehan de Penfentenyo de Kervéréguin em 1950, François Corteville, Henri Bonnet de Viller em 1954, Xavier du Passage e Adrien Charles Bonnet de Viller em 1956, Julian Zabloçky em 1956, Adrien Marie Bonnet de Viller em 1959 e Jacques de Moustier em 1960.

A vida regular da Ordem se organizava; os capítulos de preceptorado aconteciam mensalmente, e a formação doutrinal era assegurada principalmente pela Cité Catholique e sua revista Verbe. Muitos irmãos participavam de círculos e fundavam novos.

Em 14 de julho de 1948, três cavaleiros — Gérard Lafond, Yves Maurisset e Paul Girard — ingressaram na ordem beneditina de Saint-Wandrille “para ali ser o fundamento sobrenatural da Ordem” Dom Lafond faria sua profissão monástica em 1953 e seria ordenado sacerdote em 1955. Eles seriam seguidos por Baudouin de Reviers de Mauny, que entrou no mosteiro em 2 de fevereiro de 1949. Pierre Virion sucedeu Dom Lafond na liderança da Ordem, mas adotou apenas o título de Prior da França.

No dia 9 de abril de 1952, foi publicado o primeiro número do boletim Les Chevaliers de Notre-Dame. Em 20 de maio de 1953, o primeiro irmão alemão foi recebido na Ordem: Josef Probst, que se tornaria um incansável pioneiro da Ordem na Alemanha. Nesse mesmo ano, foi publicada a primeira edição dos Estatutos.

Em 1955, houve uma convocação em Saint-Wandrille nos dias 5 e 6 de novembro para o primeiro Capítulo Geral. O coronel de Penfentenyo foi eleito Tenente Magisterial. O segundo Capítulo Geral ocorreu no ano seguinte, nos dias 27 e 28 de outubro, em Saint-Wandrille. O preceptorado de Estrasburgo foi erigido. Nos anos seguintes, a ação em favor da Igreja do Silêncio se desenvolveu, particularmente com a difusão de L’Avenir Catholique.

A Associação dos Amigos da Ordem foi criada, e Sua Excelência Dom Jean Rupp, bispo auxiliar de Paris e mais tarde bispo de Mônaco, aceitou a presidência.

O cavaleiro ucraniano Julian Zabloçky foi para Formosa em nome do ABN (Bloco Anti-bolchevique das Nações) para criar uma emissora de rádio destinada à Sibéria. Ele continuaria sua ação à frente de uma gráfica em Londres, especializada em impressão em russo e ucraniano, para a difusão de obras por trás da Cortina de Ferro, além de atender à diáspora ucraniana, numerosa no Canadá e na América Latina. O irmão Wakhtang Tsitsichvili, príncipe georgiano exilado, foi investido cavaleiro em 17 de setembro de 1961, juntamente com André Jozan, por Dom Rupp. Ele era o editor-chefe de La Nation Géorgienne, distribuída de ambos os lados da Cortina de Ferro. Ele criou e dirigiu a Seção Marie-Reine. Os Cahiers Marie-Reine eram dedicados à Igreja do Silêncio e às Nações Cativas.

O cavaleiro Adrien Morel realizou no Vietnã uma série de conferências sobre a doutrina social da Igreja, especialmente em círculos sindicais, onde católicos se tatuavam com a cruz no peito para garantir que não renegariam sua fé. Ele logo enfrentou oposição e, ameaçado, foi forçado a embarcar de volta para a França. Tornou-se pároco da paróquia mais ao norte da França, Saint-Véran.

Os anos de 1958-1960 marcaram um ponto de virada importante no desenvolvimento da Ordem. Foi, de fato, a época em que a Regra foi impressa pela primeira vez e também o momento em que a Ordem, que até então admitia apenas homens, começou a recrutar pajens em 1958 e, a partir de 1960, passou a aceitar mulheres, irmãs e damas. Isso permitiu que toda a família fosse imbuída do ideal cavaleiresco, favorecendo vocações sacerdotais e religiosas e encorajando a formação de jovens famílias comprometidas com o ideal cristão.

Datada de 29 de setembro de 1958, a Regra foi publicada em vinte e um capítulos. Sente-se nela a influência monástica (Cassiano, Esmaraldo), beneditina (Regra de São Bento) e cisterciense (escritos de São Bernardo), bem como a da cavalaria em geral (Léon Gautier no capítulo III, 4; Louvor à Nova Cavalaria dos cavaleiros do Templo). Afinal, São Bernardo se interessou particularmente pela Ordem dos Cavaleiros Templários e a Ordem Cisterciense teve a iniciativa de constituir ordens de cavalaria na frente ibérica da Reconquista contra os mouros. A Regra também é profundamente mariana (São Bernardo mais uma vez, São Luís Maria Grignion de Montfort e a Regra de La Salette, trazida por Madame Le Gonidec e pelo cavaleiro François Corteville, editor do jornal mariano L’Impartial).

Quando a Ordem se preparava para receber seus primeiros pajens, dois membros de um pequeno grupo chamado Ordem dos Cavaleiros de São Miguel — Jean Pierre Le Roy e Jacques Lucas — Dom Lafond adicionou, in extremis, uma de suas máximas no Prólogo: “templo interior, fortaleza exterior”. No final de fevereiro de 1956, na Instituição Join-Lambert de Rouen, Jean Pierre Le Roy e vários companheiros com cerca de quinze anos de idade, incluindo Yves Prévost, tentaram restaurar o ideal e a instituição da cavalaria. Eles colocaram seu grupo sob o patrocínio de São Miguel em 18 de março do mesmo ano. Seguindo o conselho de um colega da Instituição Saint-Ouen, em Pont-Audemer — Alain de Reviers de Mauny, sobrinho de Dom Baudouin de Reviers de Mauny — Jean Pierre Le Roy foi a Saint-Wandrille no final de julho de 1958 e conheceu Dom Lafond. Em 28 de dezembro, na pequena capela de Nossa Senhora, com suas grossas paredes de pedra branca, dentro do próprio claustro, ele e seu companheiro Jacques Lucas foram recebidos como pajens. O primeiro acampamento de pajens aconteceu no verão seguinte, em Mont-Rôti, à beira do bosque da abadia. Na capela de Saint-Saturnin, encostada na parede de fechamento, no meio da floresta, o primeiro pajem foi recebido como escudeiro em 25 de agosto de 1959, no dia de seu aniversário de 18 anos, mas outros pajens seriam logo admitidos na Mesnie Notre-Dame-du-Temple em formação. O segundo acampamento ocorreu no verão de 1960, em Notre-Dame-d’Amertot, perto de Lillebonne, na casa do irmão e da irmã de Beaunay. Os pajens foram recebidos na Ordem. O terceiro acampamento de pajens foi realizado em La Londe, perto de Elbeuf, onde a estátua da Virgem, acima do altar-mor da igreja paroquial, foi vestida com o manto da Ordem.

Em 1960, Madame Raoul de Beaunay tornou-se a primeira irmã da Ordem. Várias esposas seguiram seu exemplo. O estatuto das damas da Ordem foi adotado no III Capítulo Geral, que ocorreu naquele ano. A Mesnie se expandiu. O IV Capítulo Geral também foi realizado em La Londe, perto de Elbeuf — pela primeira vez fora de Saint-Wandrille — de 29 de setembro a 1º de outubro de 1961. Várias seções especializadas foram criadas.

Em março de 1962, foi publicado o primeiro número do boletim Chevaliers, da Seção Saint-Maurice, especializada em questões de guerra e paz e do exército. Dez números foram publicados entre 1962 e 1965. Substituindo Les Chevaliers de Notre-Dame, este boletim tornou-se a revista oficial da Ordem a partir de julho de 1967, enquanto La Vie de l’Ordre desempenhava a função de circular de informações internas desde 30 de outubro de 1960.

O quarto acampamento de pajens aconteceu em Vieux-Viel, perto da comunidade de Madame Le Gonidec, em religião Mère Marie-Thérèse de la Croix. Foi seguido, de 24 a 27 de agosto, pelo V Capítulo Geral. Os irmãos Raoul de Beaunay e Jean Pierre Le Roy foram investidos cavaleiros em 25 de agosto de 1962, na igreja paroquial do Monte Saint-Michel, por Sua Excelência Dom Lallier, arcebispo de Marselha. Na véspera, junto com eles, a irmã de Beaunay fez sua profissão como dama da Ordem, tornando-se assim a primeira dama da Ordem. No dia 11 de outubro, foi aberto o Concílio Vaticano II.

Em 1963, durante o VI Capítulo Geral, o primeiro realizado em Chartres, foi tomada a decisão de restaurar a Fraternidade de Nossa Senhora da Mercê, fundada em 1945 pelo cônego Desgranges, como uma seção especializada da Ordem. Ela foi dirigida pelo irmão Pierre Rimasson, que foi armado cavaleiro em 23 de agosto de 1964 por Sua Excelência Dom Michon, bispo de Chartres. Já idoso, Rimasson escrevia centenas de cartas por ano e redigia completamente o periódico La Chaîne. Após sua morte, ocorrida em 7 de setembro de 1968, o cavaleiro François Lagneau, investido em 25 de agosto de 1963, assumiu a liderança. Sob sua direção, após a anistia dos prisioneiros políticos, a Fraternidade voltou sua atenção para os prisioneiros de direito comum.

Em outubro de 1963, Dom Lafond foi enviado por seu mosteiro a Roma, de onde redigiu dezoito Cartas de Roma sobre o andamento do Concílio, de 3 de novembro de 1963 a 22 de fevereiro de 1965. Elas foram publicadas na Nouvelles de Chrétienté. Em 25 de março de 1964, foi publicada uma nova nota intitulada Uma iniciativa dos leigos: a Ordem dos Cavaleiros de Nossa Senhora, Militia Sanctae Mariae, à luz do Concílio - Documento 2. A ideia era seguir as recomendações feitas aos leigos para que assumissem suas responsabilidades. Um Documento 3, intitulado Uma vocação à altura dos combates do nosso tempo: a Ordem dos Cavaleiros de Nossa Senhora, foi publicado em março de 1968. Em novembro do mesmo ano, em Roma, Dom Michon, com o aval do cardeal Ottaviani, comunicou ao fundador que estava disposto a erigir canonicamente a Ordem sob a forma de confraria, na cripta de Nossa Senhora Sous-terre de sua catedral. O evento ocorreu na véspera de Natal, em honra da “Virgem que vai dar à luz”. A carta foi assinada por duas testemunhas: Sua Excelência Dom Marc Lallier, arcebispo de Marselha, e Sua Alteza Real o Príncipe Xavier de Bourbon de Parma, tenente da França da Ordem Equestre do Santo Sepulcro. No dia 22 de agosto de 1965, na festa do Coração Imaculado de Maria e por ocasião do VIII Capítulo Geral, Sua Excelência Dom Michon deu o imprimatur à Regra publicada pro manuscripto em 1958.

1966 foi o ano do Milênio do Monte Saint-Michel. O IX Capítulo Geral, realizado em Chartres, terminou com uma peregrinação aos pés do Arcanjo, nosso Grão-Mestre. Eleito Mestre da Ordem no ano anterior, o cavaleiro Jehan de Penfentenyo recebeu sua cruz magistral. Quinze postulantes foram admitidos como escudeiros na Sala dos Cavaleiros e, na abadia, Dom Michon conferiu a armação litúrgica a três novos cavaleiros. Do capítulo, a Ordem enviou uma mensagem ao cardeal Wyszynski para o Milênio da Polônia. O Capítulo Geral também lançou as bases da Seção e da Fraternidade de São Bento para uma Europa cristã.

No ano seguinte, 1967, foi marcada por uma série de conferências do Reverendo Padre Dries van Coillies, organizadas pela Ordem em toda a França. O testemunho deste confessor da fé, autor de Eu sofri a lavagem cerebral, sobre sua experiência na China comunista, deixou uma profunda impressão. No X Capítulo Geral, foi promulgado o Capitular Doutrinal n.º 1. Ele definiu a posição da Ordem em relação a cinco questões urgentes: a interpretação do Concílio, a obediência ao Papa, a verdadeira fé católica, o amor à Igreja e a ação em favor da paz.

O preceptorado de Sion, em Valais, foi oficialmente erigido em junho de 1968. Os membros da Ordem que participaram do Congresso de Lausanne do Office International, antiga Cité Catholique, realizaram ali um capítulo. No dia 19 de julho, Sua Excelência Dom Rudolf Graber, bispo de Ratisbona, erigiu canonicamente a Ordem em sua diocese, dando-lhe a Alte Kapelle como santuário para o bailio da Alemanha. Em agosto, no XI Capítulo Geral, a Ordem participou pela primeira vez como corpo constituído da procissão do Voto de Luís XIII em Chartres, e quatro cavaleiros tiveram a honra de carregar a preciosa relíquia do Véu de Nossa Senhora. Uma Comendadoria Conventual, fundada em Alizay, perto de Rouen, no dia 8 de dezembro de 1967, com o cavaleiro Yves Prévost, foi transferida para Logron, e depois, em maio de 1969, para Montireau, na diocese de Chartres, “com a autorização benevolente do bispo, Dom Michon”.

No dia 8 de abril de 1969, Sua Excelência Dom Nestor Adam, bispo de Sion, estabeleceu canonicamente a Ordem em sua diocese, dando-lhe a igreja de Nossa Senhora de Valère como santuário para o bailio da Suíça. Sua Excelência da Silva, arcebispo de Braga, erigiu canonicamente a Ordem em 1975, e Sua Excelência Dom del Val, bispo de Santander, o fez em 1984.

No dia 1º de maio de 1968, na festa de São José Operário, a Seção São José para questões sociais organizou em Chartres a primeira Peregrinação do Trabalho, que posteriormente se expandiria. Tratava-se de um dia de oração e fraternidade cristã para os representantes do mundo operário, no contexto da catedral, obra-prima dos companheiros. Vários membros desta seção especializada tiveram uma influência considerável na CFTC (Confederação Francesa dos Trabalhadores Cristãos).

No XII Capítulo Geral, realizado de 11 a 16 de agosto de 1969, em Chartres, observou-se a presença da Ordem dos Cavaleiros do Rouvre, da Bélgica, co-assinantes com a Milícia de Jesus Cristo da “Carta da Cavalaria”, redigida por Dom Lafond e publicada em 1968. Eles participaram da procissão de 15 de agosto. No entanto, neste Capítulo Geral, foi apresentado um novo texto da Regra, que seria publicado no Natal. Embora tenha mantido os mesmos vinte e um capítulos, Dom Lafond ajustou a Regra à reforma conciliar.

Uma Nota Doutrinal sobre o Novus Ordo Missae, redigida por Dom Lafond, foi aprovada em janeiro de 1970 pelos três prelados da Ordem, assim como pelos cardeais Journet e Daniélou, e também pelo cardeal Ottaviani. Esta Nota Doutrinal tornou-se, em fevereiro, o Capitular Doutrinal II. Em resumo, Dom Lafond concluiu que a nova missa não era herética nem ambígua. A revisão do artigo 7 da “Institutio Generalis” foi uma vitória.

No dia 13 de maio de 1970, Dom Lafond publicou o primeiro número de Magistère Information. Este boletim de apenas uma página, publicado a cada duas semanas, oferecia uma interpretação católica “bem informada” dos acontecimentos. Ele também era enviado a todos os bispos da França e a várias personalidades. Teve um certo sucesso. Dom Lafond, que dizia ter absorvido o gosto pelo jornalismo “com o leite materno”, pois seu pai, como já mencionado, era proprietário do Journal de Rouen antes da guerra, tinha como objetivo compartilhar com todos os irmãos a visão do Magistério da Ordem sobre os acontecimentos e manter uma unidade de pensamento. No mesmo espírito, Dom Lafond deu como tema ao XIII Capítulo Geral: “Fortalecer as legitimidades, defender a tradição viva, combater todo desvio”, ou seja, apoiar a autoridade do Papa.

Na festa da Assunção de 1970, o cardeal Jean Daniélou celebrou pontificalmente na catedral. O cardeal Cooke, arcebispo de Nova York, que estava de passagem por Chartres, participou de todas as cerimônias. Os dois cardeais, bem como Dom Michon, foram convidados de honra da Ordem no almoço de 15 de agosto.



[1] Traduzido por Fr. Michel Pagiossi Silva no dia 17/09/2024.

 

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Ainda vamos a tempo de recuperar a Esperança?

 

                                                                   

                          Fértil seara de trigo , resultado de uma sementeira.

                             Quem semeia, colhe! É o pão nosso de cada dia!

 

                  Ainda vamos a tempo de recuperar a Esperança?

 

 

Andam por aí sereias a anunciar uma Igreja “ jovial”, de vanguarda e que renega o seu passado e atrevida… Andam e cada vez mais se esvaziam as igrejas.Os velhos vão morrendo e os jovens procuram outras “ ocupações”. Não se dão conta deste fenómeno tão evidente?

 “ … Prossegui, não para criar uma Igreja paralela, um pouco mais “ jovial” e atrevida numa modalidade para jovens, com alguns elementos decorativos, como se isso pudesse deixar-vos contentes.” ( Papa Francisco, Panamá, 24.I.2019

Os batuques, as guitarras, os cânticos ocos e sem sentido, as meias verdades sobre os pecados (já não se ouve falar em pecado!), as mentiras sobre os dogmas, o desleixo inqualificável das celebrações, as “ inovações” constantes e chocantes e as aberrações “ litúrgicas” que tenho visto e não raras vezes, diga-se de passagem, tornam a Igreja “ jovial” e atrevida… mas esvaziando-se todos os dias.

Acresce a todas estas situações e outras de igual jaez um estado crítico em que vive a Igreja na Europa :“ (as) Igrejas na Europa, frequentemente provadas por um ofuscamento da esperança”, com escreveu S. João Paulo II Magno, em 2003, na Exortação Apostólica Pós-Sinodal “ Ecclesia in Europa “ ( nº7.). E este extraordinário Papa, que não podemos deixar esquecer ( dava jeito a alguns!), no documento acima citado, elenca alguns sinais demasiado evidentes deste ofuscamento da esperança:

1.       “… a crise da memória e herança cristãs”;

2.       “ … acompanhada por uma espécie de agnosticismo prático e indiferentismo religioso… “;

3.       “ … muitos europeus ( dão a impressão )  de viver sem substracto espiritual”;

4.       “ … como herdeiros que delapidaram o  património que lhes foi entregue pela história.” ( nº7 ). Note-se, a propósito, o desprezo militante com que é tratado o “ Cântico gregoriano”, por exemplo, ou as mutilações a que foram submetidos tantos templos antigos, mas orantes, chegando ao cúmulo de se mudarem, até, designações como Capela da Imaculada Conceição para Capela imaculada(!).

 

 

E diz S. João Paulo II Magno que “ esta crise da memória cristã é acompanhada por uma espécie de medo de enfrentar o futuro” ( id).

 A felicidade é um bem com esperança. Mas a felicidade, buscada no efémero do aqui e agora prazeroso, não nos projecta no amanhã. Colapsa quando o aqui e agora se extinguem. Por isso, sem memória e, obviamente sem esperança ( quem não tem memória não tem esperança!), vive-se hoje momento a momento. Por isso, tudo o que contraria ou dificulta este “ agorismo” é combatido ferozmente e, assim, se apagam as memórias das famílias e dos povos, tornando estas realidades obsoletas para se implantarem novas mundividências relativistas. Assim, há medo de se enfrentar o futuro. E o futuro mais profundo é a vida eterna, a esperança da Esperança. Ora, “ semear esperança” é recuperar a esperança perdida porque a baniram na nossa realidade familiar, eclesial e social. Atulharam-nos da banalidade rude e grotesca. Privaram-nos do perene. Das referências que não têm moda. Dos alicerces.

“A asneira é mais facilmente acessível enquanto que a verdade é difícil de atingir” … “As meias-verdadese as aberrações podem ser consideradas como sub-produtos de uma deterioração generalizada da cultura, da educação , do nosso tempo de concentração  e de incapcidade de reflexão crítica.” (Gabriele Palasciano in “Christianisme, cancel culture et wokisme” , ed. Harmattan, Paris,2024, pág.81)

 Ceifaram as searas de onde brotariam as sementes a semear. Dizimaram e deixaram e deixámos) dizimar a seara dos valores que formaram esta Cultura que morreu em nossos dias.

… Mas os campos estão aí. Abandonados e onde crescem ervas daninhas. Urge “ renaturalizar”  - palavra da moda ecológica – somos convocados para esta tarefa premente, a nossa sociedade, cada um  e todos. Os “ campos “ morais e espirituais  podem ser cuidados de novo. Se as sementeiras forem protegidas dos predadores que andam à solta e dominam as paisagens espirituais, culturais e sociais. Dá trabalho? Pois dá! Mas é o preço que temos de pagar por termos sido coniventes na destruição das sementes, searas a haver, parafraseando o Poeta.

Há, pois, que recuperar a esperança para a semear. Para sermos semeadores da Salvação em Jesus Cristo que  não veio para ser profeta ecológico que não é.

 

Carlos Aguiar Gomes

 

 

 

 

 

                           

 

 






quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Como colher os frutos do tempo do noviciado?

 
Por João Torro, MSM Brasil

 

O que é o noviciado?

De acordo com o costumeiro da Ordem: "O tempo do noviciado do freire de armas deve permitir-lhe adquirir um perfeito conhecimento da vida que é chamado a levar no seio da Militia Sanctae Mariae; ele deve ser essencialmente consagrado à sua formação espiritual, doutrinal e cavaleiresca, buscada no maior espírito de humildade e obediência".

O conhecimento da vida que é chamado a levar

Quantos freires foram recebidos na Ordem? E quantos a deixaram? Alguns não precisaram de um ano completo para partir, ou foram convidados a sair. Não menciono isso para criar medo, mas para que vocês reflitam sobre o que estão prestes a vivenciar. O noviciado é uma experiência vocacional de extrema importância para suas vidas e salvação. Durante esse período, há expectativas. Agora, no "fogo do capítulo", vocês foram recebidos e estão ansiosos para começar os trabalhos e exercícios espirituais. O que se espera é que vocês permaneçam, mesmo quando esse entusiasmo inicial diminuir.

Nosso costumeiro afirma: "O noviço deve adquirir um perfeito conhecimento da vida que é chamado a levar". Como isso é feito? Por meio do estudo, da meditação da Regra e dos exercícios espirituais. Lembrem-se: não somos uma Ordem de acadêmicos, embora haja intelectuais entre nós. No entanto, o estudo é ESSENCIAL. Noviços, VOCÊS DEVEM ESTUDAR! Isso não é um conselho, é uma ordem, e uma ordem muito séria. Se não estudarem, não terão o necessário para ascender ao escudeirado. A Ordem não aceita noviços eternos; isso não existe. Iniciaram o período de noviciado para adquirir conhecimento sobre sua possível vocação — qual seria o sentido de não fazê-lo até o final da vida? Isso demonstraria uma grande falta de zelo, até mesmo pela própria salvação. Seria escolher a ignorância! E o estudo exigido pela Ordem é mínimo! Com disciplina, algumas páginas por dia são mais do que suficientes. Como diz o prólogo de nossa Regra: "Se temes o esforço e procuras a tua própria tranquilidade, se aceitas sem revolta o reino da mediocridade, da hipocrisia e do vício, este livro não é para ti: fecha-o e continua na tua falsa paz".

A desculpa "eu trabalho" para não se dedicar ao plano de formação é completamente infundada. Todos trabalhamos de alguma forma; todos temos ofícios e obrigações. Há tempo para a cerveja no fim da tarde, para assistir ao jogo de futebol ou a filmes e séries. Agora, meia hora por dia para os estudos não há? A Ordem não é para quem se contenta com essa mediocridade. Devemos refletir se nossas prioridades realmente condizem com as de um verdadeiro católico.

Freire de armas: "Se não for para ser família, não quero"

O freire de armas, agora membro da observância, ganha novos irmãos. Quem são esses irmãos? Todos os membros da Ordem. E são irmãos de combate! Muitas vezes, os laços criados em combate são mais fortes que os de sangue. Devemos lembrar disso em nossas orações e na prática dos exercícios espirituais. “Ah, mas a Regra não nos obriga sob pena de pecado.” E a Missa? Deixamos de colocar nossos irmãos e a Ordem como intenções? E as horas canônicas? Isso é ser família? Deixar de fazer o bem aos irmãos?

Ser família também é ser humilde. Não estamos aqui para competir sobre quem tem mais conhecimento ou o cargo mais alto. Somos um esquadrão, que derrama o sangue pelo irmão e pela Igreja, confiando a proteção mútua. Por isso, não desapareçam e não deixem de se comprometer com os irmãos.

Da obediência à hierarquia da Ordem

A Regra nos ensina que “O verdadeiro espírito cristão reconhece na obediência não somente a condição da boa ordem em toda sociedade, mas também e sobretudo o ato sobrenatural pelo qual rendemos homenagem à autoridade divina, restabelecendo na justiça e humildade a ordem hierárquica da criação, quebrada pelo pecado”. Além disso, "esta obediência, diz o glorioso patriarca São Bento, não será agradável a Deus e doce aos homens se o que for mandado não for executado sem hesitação, sem atraso, sem tibieza, sem murmúrio e sem resistência; pois a obediência aos superiores está ligada a Deus". Portanto, aqui vivemos em uma hierarquia. Não estamos aqui para impor nossos desejos e pensamentos de maneira egoísta ou com uma autoridade que não nos pertence. Noviços, se há algo que vocês farão aqui dentro, será obedecer.

Da consagração à Nossa Senhora

Para ser membro da MSM, é necessário ser consagrado a Nosso Senhor Jesus Cristo pelas mãos de Nossa Senhora, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort. Contudo, como me provocou certa vez o Mestre dos Professos, Gustavo Costa: “Temos ciência de que a Consagração é indispensável para bem viver a espiritualidade da MSM?”. Não podemos encarar a Consagração como mera formalidade. Esta é uma visão que peço que se esforcem para eliminar.

Os exercícios espirituais

Se analisarmos o quanto a Regra nos obriga a rezar semanalmente, veremos que não é nada extraordinário. Talvez pensem: “Mas a Regra nos obriga a rezar uma hora canônica por dia, uma oração mental diária, um rosário semanal, participar de uma Missa extra semanal, fazer Lectio Divina e meditar a Regra semanalmente... Isso é muita coisa!”. Mas, na verdade, nós precisamos nos organizar. Devemos sair de nossa zona de conforto e da preguiça espiritual, além da preguiça em outros aspectos da vida. Precisamos ter horários para dormir, acordar, trabalhar, estudar e rezar. Sem organização, principalmente na definição de prioridades, ficaremos paralisados.

Por fim, noviços, aproveitem esse momento profundo de discernimento vocacional. Desejo a vocês um abençoado noviciado.

Contem comigo.

Salve Maria!

 

terça-feira, 10 de setembro de 2024

Meditação da Regra - Cap. XXI, 1 - Por Michel Pagiossi

 


 

CAPÍTULO ONLINE PRIORAL - BRASIL

07 de setembro de 2024

Meditação

Ao lado das atividades comuns da Ordem, a regra deixa claro aos Cavaleiros a iniciativa das suas atividades privadas, isto é, para além do dever de estado, que tem primazia sobre todo o restante, podem colaborar em todo o empreendimento que lhes inspire o seu zelo e a sua dedicação à Igreja e ao próximo. Bem entendido, estas atividades devem ser cumpridas no espírito da Ordem segundo o Código de Honra.

Que se lembrem sempre destes dois princípios:

- É-se Cavaleiro de Nossa Senhora antes de tudo, em

tudo, sempre e em todo o lado;

- É primeiro sempre no seio da Ordem que se é Cavaleiro”. (XXI, 1)

 

Louvado seja Nosso senhor Jesus Cristo!

 

Salve Maria!

 

A vida de um membro da Militia Sanctae Mariae é marcada por um compromisso profundo com a missão da Ordem, tanto em suas atividades internas quanto nas iniciativas externas, como os Círculos, herdeiros do antigos Departamentos (exemplo tipicamente francês de divisão). Este chamado à fidelidade é uma expressão da vocação que Deus colocou em nossos corações, nos guiando a servir a Igreja e ao próximo com zelo e dedicação no seio da Ordem.

A Regra da Ordem nos lembra que, ao lado das atividades comuns, há espaço para iniciativas privadas que nascem do nosso zelo e dedicação. Entretanto, o dever de estado, ou seja, as responsabilidades inerentes à nossa vocação particular, sempre deve ter primazia. O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que "os leigos realizam para Deus, segundo a sua condição e estado de vida, as obras da missão de toda a Igreja" (CIC, §897).

Esta perspectiva nos leva a reconhecer que nossas ações na Ordem e fora dela devem ser realizadas no espírito do serviço, buscando sempre a glória de Deus pelas mãos de Maria Santíssima e o bem do próximo. Nosso compromisso com a Ordem não é um substituto para as nossas responsabilidades pessoais, mas um complemento que enriquece e expande o nosso testemunho cristão.

Os cavaleiros da Milícia Sanctae Mariae são chamados a serem "Cavaleiros de Nossa Senhora antes de tudo, em tudo, sempre e em todo o lado." Esta afirmação nos convida a integrar os valores e princípios da Ordem em cada aspecto de nossa vida. São Francisco de Assis nos oferece um exemplo brilhante de como viver este tipo de compromisso: "Pregue o Evangelho em todo o tempo. Se necessário, use palavras." A fidelidade à Ordem deve ser visível em nossas ações, escolhas e interações diárias.

"É primeiro sempre no seio da Ordem que se é Cavaleiro." Este princípio nos recorda que a comunidade da Ordem é o lugar onde nossa vocação é nutrida e fortalecida. Na história das ordens de cavalaria, o Grão-Mestre não era apenas um líder, mas um símbolo de unidade e inspiração para os cavaleiros. Como membros da Milícia Sanctae Mariae, somos parte de uma família espiritual que nos apoia e desafia a crescer na fé e no serviço, tendo como nosso grande capitão são Miguel Arcanjo.

São Bento, em sua Regra, destaca a importância da comunidade como um lugar de formação e crescimento: "A vida comunitária é a escola onde aprendemos a amar a Deus e ao próximo." Devemos abraçar as atividades comuns da Ordem com entusiasmo, sabendo que elas são oportunidades para aprofundar nossos laços fraternos e aumentar nosso impacto coletivo.

São Bernardo de Claraval, grande devoto de Nossa Senhora e reformador da vida monástica, destaca a importância da devoção sincera e da entrega total a Deus:

"Procura com todo o zelo a verdade, ama com todas as forças a caridade, deseja com todas as potências a eternidade" (Sermões Diversos). O monge branco nos inspira a buscar a verdade em nossas atividades, a amar nossos irmãos com intensidade e a desejar a eternidade através de nossas ações diárias na Ordem. A devoção a Nossa Senhora deve nos conduzir a uma vida de serviço dedicado e amor ao próximo.

Enquanto cavaleiros, somos chamados a equilibrar nosso dever de estado com o compromisso com a Ordem, sempre atuando no espírito do Código de Honra. Que possamos encontrar em Nossa Senhora, nossa Dama e Suserana, um modelo de fidelidade e serviço. Sua vida foi uma oferta total a Deus e ao próximo, e nós somos chamados a seguir seu exemplo.

Não podemos nos esquecer. Nosso espírito é familiar. Se só participamos quando convocados ou damos notícias depois dos fatos ocorridos ou pedimos orações sem falar o motivo, podemos ter na Ordem um espírito de grupos de apoio espiritual, talvez, uma espécie de Pastoral com hábito. Mas, não somos família. E, se não for para ser família, não quero.

Que o nosso zelo pelas atividades internas da Ordem inspire e sustente nossas ações externas, fortalecendo nosso testemunho cristão no mundo. E que, ao abraçar nossa vocação com dedicação e fidelidade, possamos ser instrumentos de paz e amor na Igreja e na sociedade.

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

Salve Maria.


Ir. Michel Pagiossi, Prior

 

sábado, 7 de setembro de 2024

MILENÁRIO DA CRIPTA DA CATEDRAL DE CHARTRES

                              


                       VIRGO PARITURA -  Cripta da Catedral de Chartres

             

    Inicia-se hoje, Dia da Natividade de Nossa Senhora, o Milenárioda Cripta da Catedral de Chartres, A propósito desta efeméride, a MSM publica a seguite Nota:                                   

    MILITIA SANCTAE MARIAE – cavaleiros de Nossa Senhora

             Priorado de S. Nuno de Sta Maria (Portugal)

                    ACADEMIA MARIANA “ THEOTOKOS

          MILENÁRIO DA CRIPTA DA CATEDRAL DE CHARTRES (1024/2024)

                  

Por determinação do actual Bispo de Chartres, Mons. Phillipe Christory, iniciam-se em 7 de Setembro deste ano as celebrações do milenário da Cripta da Catedral de Chartres (França), mandada edificar por S. Fulberto, Bispo desta diocese que se prolongam com inúmeras actividades até ao dia 15 de Agosto de 2025. A Catedral de Chartres foi durante muitos séculos o maior centro de devoção mariana em França.Pode dizer-se que esta Catedral é uma verdadeira sinfonia mariana.

A MILITIA SANCTAE MARIAE – cavaleiros de Nossa Senhora teve a sua primeira erecção canónica precisamente nesta Cripta em 24 de Dezembro de 1969, pela amizade e benevolência do Bispo carnutense da época, Mons. Roger Michon. Uma placa metálica colocada na Cripta assinala a efeméride. Em Braga, está erecta canonicamente desde 1975 na Capela de S. Geraldo – Sé Catedral de Braga.

Perante este grandioso acontecimento, o milenário da construção da Cripta, A MSM comemora este e em Portugal as celebrações ocorrerão durante o período em que a Diocese de Chartres o faz. Assim, o Priorado de S. Nuno (Portugal), estabeleceu, para cada mês um conjunto de actividades muito diversificadas a começar já neste mês de Setembro. Nesta inclui-se a benção de uma imagem, réplica da que está na Cripta, que estará presente na Sala Capitular da MSM em Portugal. Esta imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus ao colo, representa a antiquíssima devoção à “ Virgo Paritura” – A Virgem que vai dar à luz e que sempre desde os primeiros cristãos druidas foi objecto de grande devoção. A primitiva imagem foi queimada durante a Revolução Francesa e a actual é uma réplica de uma pintura mural encontrada numa das paredes da Cripta.

Família Ulma

  Faz hoje três anos que uma família inteira foi elevada às honras dos altares. A Família Ulma, uma centelha de luz nos anos sombrios da Seg...