domingo, 30 de maio de 2021

31 de Maio: Festa da Visitação

Muitas vezes nos deixamos confundir pela ideia de que a heresia luterana traz impreterivelmente consigo uma aversão à Mãe de Deus. Nada mais errado! Na verdade, desde o tempo de Johann Sebastian Bach até aos nossos dias, a Comunidade Evangélica de Leipzig, nunca deixou de celebrar os mistérios da Virgem Maria tais como a Anunciação, e Visitação, a Expectação, a Maternidade, a Purificação e mesmo a Intercessão nas Bodas de Canã. 
Entre estas, a Festa da Visitação mereceu grande atenção da parte de diversos compositores evangélicos, incluindo o próprio Bach. Certamente já todos ouvimos o célebre coral Jesus bleibet meine freude sem desconfiar que foi composto para esta mesma celebração. 



Feliz sou, pois tenho Jesus,
Oh, com que força me prendo a ele
para que console meu coração
quando estou fraco e triste.

Tenho a Jesus, que me ama
e me entrego a ele como se fosse meu
ah, então, não quero abandonar Jesus
até que meu coração exploda.

Jesus segue sendo a minha alegria,
consolo e seiva do meu coração,
Jesus me defende de toda pena,
É a força da minha vida.

A alegria e o sol dos meus olhos,
O tesouro e o prodígio de minh'alma;
Por isso não quero Jesus
Fora do meu coração e da minha vista.

Do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: 

«Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 

Maria disse então: 

«A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 

Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.


Durante vários séculos, a Igreja Católica celebrava esta festa no dia 2 de Julho, o nono dia após a Solenidade do Nascimento de S. João Baptista. Sabemos que, na Festa da Visitação de 1726, em vez compor uma nova cantata, Johann Sebastian Bach fez estrear a cantata Herr wird ein Neues im Lande erschaffen, composta pelo seu primo Johann Ludwig Bach. No ano seguinte, o dia 2 de Julho caiu a um domingo. Para essa ocasião, Bach compôs o Magnificat alemão, BWV 10. 

Ne serait-ce qu'un seul jour (extrait d'une homélie de St. Jean Chrysostome)

L’importance de respecter le jour du Seigneur : Dieu nous demande si peu, serons-nous prêts à Lui refuser même cela ? 

«Ne serait-ce qu'un seul jour 

Tous, vous êtes en joie aujourd'hui, et moi, je suis seul à avoir mal. Car, quand je songe à cet océan spirituel et aux richesses infinies qu'offre l'Église et qu'ensuite, je me dis qu'après cette fête, notre nombreuse assemblée va encore se séparer et s'en aller, mon âme ressent une morsure elle a mal, parce que malgré tous les enfants que l'Église fait naître, elle ne peut pas jouir de leur présence à chaque messe, mais seulement quand il y a une fête.  

Quelle allégresse spirituelle, quelle joie, quelle gloire pour Dieu, quel avantage pour les âmes ce serait si nous voyions à chaque messe l'enceinte de l'église aussi remplie qu'aujourd'hui ! Mais en fait, alors que les marins et les navigateurs font tout pour traverser l'océan au plus vite et atteindre le port, nous, nous recherchons l'agitation par tout l'océan et, sans cesse ballotés par la houle du monde et déportés sur les places publiques et dans les tribunaux, nous venons ici à peine une ou deux fois par an. 

Ignorez-vous donc que Dieu a établi les églises dans les villes comme des ports sur l'océan, pour que nous nous y abritions de la tempête et des remous du monde et y jouissions d'un calme souverain ? ... Quelle misère ne serait-ce donc pas, au moment où l'on pourrait jouir d'une si sage occupation, de ne pas sans cesse côtoyer et fréquenter la commune mère de tous, je veux dire l'Église ? Quelle occupation plus impérieuse que celle-ci pourrais-tu me citer ? Quel rendez-vous plus utile ? Quel empêchement y a-t-il à venir ici ? À coup sûr, tu me diras que c'est la pauvreté qui t'empêche de te rendre à cette belle assemblée, mais c'est un faux prétexte. Il y a sept jours dans la semaine ; ces sept-là, Dieu les a partagés avec nous et, loin de se réserver la plus grande part en nous donnant la plus petite, il n'a même pas distribué les jours en deux moitiés : il n'en a pas pris trois ni donné trois, il t'en a accordé six et ne s'en est laissé qu'un seul. Et même sur toute la durée de ce jour-là, tu ne souffres pas de t'affranchir des occupations du monde. »

(Homélie pour le baptême du Christ, 1 [PG 49, 363-364] In : St Jean Chrysostome. Trop occupé pour t'occuper de ta vie ? Le guide au quotidien d'un Père de l'Église. Paris : Les Éditions du Cerf. 2015. p.73-75) 


quinta-feira, 27 de maio de 2021

ESTÃO A CHEGAR ….OS POLÍCIAS DA VERDADE!

 

ESTÃO A CHEGAR ….OS POLÍCIAS DA VERDADE!

 

   No Estado Novo havia uma instituição detestada por exercer um poder censório. Era a Censura. Os mais velhos ainda se lembram desta. Eu recordo-me bem pois vi alguns dos meus artigos censurados e não tinha escrito nada que fosse imoral, perigoso para a paz e segurança do país.

   Pensava que a Censura tinha acabado e que jamais seria reactivada. Estúpido. Com alastramento do chamado “ pensamento único” e do “ politicamente correcto” seria de supor que não demoraria muito a aparecer em força  a « POLÍCIA DA VERDADE»   Devagarinho, mas com persistência, foi-se preparando o caminho.

   Por exemplo, entre nós, em documentos oficiais., já aparecem designações absurdas e  anti-naturais. A NOVILÍNGUA já circula e não deixa alternativa. Pai, Mãe? Não! Progenitor A (1) e Progenitor B (2).  Homem e mulher? Não! Cis-Homem e cis-mulher….para não “ ferir por ódio de género” ou deiscriminação os trans….

  Acaba de ser publicada ( 17 de Maio pp) a CARTA PORTUGUESA DE DIREITOS HUMANOS NA ERA DIGITAL, uma proposta aprovada pelos Partidos políticos presentes no Parlamento, sem qualquer oposição. E o Chefe de Estado, já promulgou!

  A intenção parecer ser louvável. Parece, mas não é! Não é pois cria o que chamo a « POLÍCIA DA VERDADE». Esta vai exercer um policiamento sobre o que se escreve nas redes digitais. Vigiar e censurar! E vai distribuir “ selos de qualidade” por quem for politicamente correcto, uma forma de convidar à auto-censura e à mordaça que aquele que escreve vai ter que colocar ou deixar que lha coloquem!

  Quem se der ao trabalho de compaginar o Decreto-Lei nº 22469 do regime anterior ( 1933) com o que foi publicado agora, como referi, verá que há uma semelhança muito próxima.

  A Liberdade está em perigo!

   A ditadura do « PENSAMENTO ÚNICO» avança perante a passividade bovina dos eleitores!

   Como se pode compreender o silêncio dos cidadãos?

   E os deputados, pelo menos os que não são patetas e defendem uma sociedade livre e responsável, deram o seu aval pelo voto de aprovação ou pela detestável e incompreensível abstenção? Como é possível que o Presidente tenha promulgado a lei sem um comentário?

  A « Polícia da Verdade», ao serviço do poder e de quem o ocupa, por quem será controlada?

  Tenho medo ( mas não compro cão!) do futuro do meu país que gostava de ver próspero, livre, tolerante …

  Mas o futuro não me deixa vislumbrar um Portugal livre dos “ bandos” agressivos do “Politicamente correcto” e do pensamento uniforme.

« O Estado apoia a criação de estruturas de verificação de factos  por órgãos de comunicação social devidamente registados…» ( art.º 6º). Ou seja, o Estado vai criar uma « Polícia da Verdade». Queremos este Estado policial? Eu , não!

Carlos Aguiar Gomes

 

 

   

 

quarta-feira, 26 de maio de 2021

À memória afectuosa de Rosa Lima Amorim

Do Livro do Apocalipse (14, 13)
Eu, João, ouvi uma voz vinda do Céu, que me dizia: «Felizes os que morreram no Senhor. Sim – diz o Espírito de Deus – desde agora, descansem dos seus trabalhos, porque as suas obras os acompanham».

O Priorado de S. Nuno de Santa Maria anuncia com grande tristeza e profunda esperança o falecimento da irmã Rosa Lima Amorim, esposa do Prior de S. Nuno, Cavaleiro Filipe Amorim, vítima de doença prolongada.
Pedimos a todos que, nas suas orações, encomendem a alma da nossa Irmã à infinita misericórdia de Jesus e peçam o conforto de Nossa Senhora para a família enlutada.

La Vera Gioia! (Omelia del Card. Ratzinger nelle Esequie di Mons. Luigi Giussaini)

Cari Fratelli nell'episcopato e nel sacerdozio,

"I discepoli gioirono nel vedere Gesù". Queste parole del Vangelo ora letto ci indicano il centro della personalità e della vita del nostro caro don Giussani. 

Don Giussani era cresciuto in una casa - come disse lui stesso - povera di pane, ma ricca di musica; e così, sin dall'inizio era toccato, anzi ferito, dal desiderio della bellezza; non si accontentava di una bellezza qualunque, di una bellezza banale: cercava la Bellezza stessa, la Bellezza infinita; così ha trovato Cristo, in Cristo la vera bellezza, la strada della vita, la vera gioia. 

Già da ragazzo ha creato con altri giovani una comunità che si chiamava Studium Christi. Il loro programma era: parlare di nient'altro se non di Cristo, perché tutto il resto appariva come perdita di tempo. Naturalmente ha saputo poi superare l'unilateralità, ma la sostanza gli è sempre rimasta. Solo Cristo dà senso a tutto nella nostra vita; sempre, don Giussani, ha tenuto fisso lo sguardo della sua vita e del suo cuore verso Cristo. Ha capito in questo modo che il Cristianesimo non è un sistema intellettuale, un pacchetto di dogmi, un moralismo, ma che il Cristianesimo è un incontro; una storia d'amore; è un avvenimento. 

Questo innamoramento in Cristo, questa storia di amore che è tutta la sua vita era tuttavia lontana da ogni entusiasmo leggero, da ogni romanticismo vago. Vedendo Cristo, realmente, ha saputo che incontrare Cristo vuol dire seguire Cristo. Questo incontro è una strada, un cammino; un cammino che attraversa - come abbiamo sentito nel Salmo - anche la "valle oscura". Nel Vangelo, abbiamo sentito proprio l'ultimo buio della sofferenza di Cristo, della apparente assenza di Dio, dell'eclisse del Sole del mondo. Sapeva che seguire è attraversare una "valle oscura"; andare sulla via della croce, e tuttavia vivere nella vera gioia.

Perché è così? Il Signore stesso ha tradotto questo mistero della croce, che in realtà è il mistero dell'amore, con una formula nella quale si esprime tutta la realtà della nostra vita. Il Signore dice: "Chi cerca la sua vita la perderà e chi perde la propria vita la troverà".

Don Giussani realmente voleva non avere per sé la vita, ma ha dato la vita, e proprio così ha trovato la vita non solo per sé, ma per tanti altri. Ha realizzato quanto abbiamo sentito nel Vangelo: non voleva essere un padrone, voleva servire, era un fedele "servitore del Vangelo", ha distribuito tutta la ricchezza del suo cuore, ha distribuito la ricchezza divina del Vangelo, della quale era penetrato e, servendo così, dando la vita, questa sua vita ha portato un frutto ricco - come vediamo in questo momento - è divenuto realmente padre di molti e, avendo guidato le persone non a sé, ma a Cristo, proprio ha guadagnato i cuori, ha aiutato a migliorare il mondo, ad aprire le porte del mondo per il cielo.

Questa centralità di Cristo nella sua vita gli ha dato anche il dono del discernimento, di decifrare in modo giusto i segni dei tempi in un tempo difficile, pieno di tentazioni e di errori, come sappiamo.

Pensiamo agli anni '68 e seguenti: un primo gruppo dei suoi era andato in Brasile e qui si trovò a confronto con la povertà estrema, con la miseria. Che cosa fare? Come rispondere? E la tentazione fu grande di dire: adesso dobbiamo, per il momento, prescindere da Cristo, prescindere da Dio, perché ci sono urgenze più pressanti; dobbiamo prima cominciare a cambiare le strutture, le cose esterne, dobbiamo prima migliorare la terra, poi possiamo ritrovare anche il cielo. Era la tentazione grande di quel momento di trasformare il cristianesimo in un moralismo, il moralismo in una politica, di sostituire il credere con il fare. Perché, che cosa comporta il credere? Si può dire: in questo momento dobbiamo fare qualcosa. E tuttavia, di questo passo, sostituendo la fede col moralismo, il credere con il fare, si cade nei particolarismi, si perdono soprattutto i criteri e gli orientamenti, e alla fine non si costruisce, ma si divide.

Monsignor Giussani, con la sua fede imperterrita e immancabile, ha saputo, che, anche in questa situazione, Cristo e l'incontro con Lui rimane centrale, perché chi non dà Dio, dà troppo poco e chi non dà Dio, chi non fa trovare Dio nel volto di Cristo, non costruisce, ma distrugge, perché fa perdere l'azione umana in dogmatismi ideologici e falsi. Don Giussani ha conservato la centralità di Cristo e proprio così ha aiutato con le opere sociali, con il servizio necessario l'umanità in questo mondo difficile, dove la responsabilità dei cristiani per i poveri nel mondo è grandissima e urgente.

Chi crede deve attraversare anche la "valle oscura", le valli oscure del discernimento, e così anche delle avversità, delle opposizioni, delle contrarietà ideologiche che arrivavano fino alle minacce di eliminare i suoi fisicamente per liberarsi da questa altra voce che non si accontenta del fare, ma porta un messaggio più grande, così anche una luce più grande.

Monsignor Giussani, nella forza della fede, ha attraversato, imperterrito queste valli oscure e naturalmente, con la novità che portava con sé aveva anche difficoltà di collocazione all'interno della Chiesa. Sempre se lo Spirito Santo, secondo i bisogni dei tempi, crea il nuovo, che in realtà è il ritorno alle origini, è difficile orientarsi e trovare l'insieme pacifico della grande comunione della Chiesa universale. L'amore di don Giussani per Cristo era anche amore per la Chiesa, e così sempre è rimasto fedele servitore, fedele al Santo Padre, fedele ai suoi Vescovi.

Con le sue fondazioni ha anche interpretato di nuovo il mistero della Chiesa.

Comunione e Liberazione ci fa subito pensare a questa scoperta propria dell'epoca moderna, la libertà, e ci fa pensare anche alla parola di sant'Ambrogio "Ubi fides est libertas". Il Cardinale Biffi ha attirato la nostra attenzione sulla quasi coincidenza di questa parola di sant'Ambrogio con la fondazione di Comunione e Liberazione. Mettendo in rilievo così la libertà come dono proprio della fede, ci ha anche detto che la libertà, per essere una vera libertà umana, una libertà nella verità, ha bisogno della comunione. Una libertà isolata, una libertà solo per l'Io, sarebbe una menzogna e dovrebbe distruggere la comunione umana. La libertà per essere vera, e quindi per essere anche efficiente, ha bisogno della comunione, e non di qualunque comunione, ma ultimamente della comunione con la verità stessa, con l'amore stesso, con Cristo, col Dio trinitario. Così si costruisce comunità che crea libertà e dona gioia.

L'altra fondazione, i Memores Domini, ci fa pensare di nuovo al secondo Vangelo di oggi: la memoria che il Signore ci ha dato nella Santa Eucaristia, memoria che non è solo ricordo del passato, ma memoria che crea presente, memoria nella quale Egli stesso si dà nelle nostre mani e nei nostri cuori, e così ci fa vivere. 

Attraversare valli oscure. Nella ultima tappa della sua vita don Giussani ha dovuto attraversare la valle oscura della malattia, dell'infermità, del dolore, della sofferenza, ma anche qui, il suo sguardo era fisso su Gesù, e così rimase vero in tutta la sofferenza, vedendo Gesù, poteva gioire, era presente la gioia del Risorto, che anche nella passione è il Risorto e ci dà la vera luce e la gioia e sapeva che - come dice il Salmo - anche attraversando questa valle, "non temo alcun male perché so che Tu sei con me e abiterò nella casa del Padre". Questa era la sua grande forza: sapere che "Tu sei con me".

Miei cari fedeli, cari giovani soprattutto, prendiamo a cuore questo messaggio, non perdiamo di vista Cristo e non dimentichiamo che senza Dio non si costruisce niente di bene e che Dio rimane enigmatico se non riconosciuto nel volto di Cristo.

Adesso il vostro caro amico don Giussani ha raggiunto la sponda della Vita e siamo convinti che si è aperta la porta della casa del Padre. Siamo convinti che, adesso, pienamente, si realizza questa parola: vedendo Gesù gioirono, gioisce con una gioia che nessuno gli toglie. In questo momento vogliamo ringraziare il Signore per il grande dono di questo sacerdote, di questo fedele servitore del Vangelo, di questo padre. Affidiamo la sua anima alla bontà del suo e del nostro Signore.

Vogliamo in quest'ora pregare anche particolarmente per la salute del nostro Santo Padre, ricoverato di nuovo in ospedale. Il Signore lo accompagni, gli dia forza e salute. E preghiamo perché il Signore ci illumini, ci doni la fede che costruisce il mondo, la fede che ci fa trovare la strada della vita, la vera gioia.

Amen.

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terça-feira, 25 de maio de 2021

We Do More than Observe The Ancient Jewish Feasts, We Fulfill Them

Here we reproduce an article originally published by Mgr. Charles Pope in the Community in mission page. No copyright infringment intended.

We Do More than Observe The Ancient Jewish Feasts, We Fulfill Them

As Holy Week and the Easter season approach it is helpful to ponder what we actually do. A question I received from a reader of my column at the Our Sunday Visitor will help frame the discussion and answer a few questions.

My family and I are making a bible study with others online. As the books of Exodus and Leviticus were being read, there were multiple references to Jewish feast days such ass Passover, Pentecost, and Yom Kippur, where the Lord himself was explaining in very exact detail as to how these feasts should be celebrated. In several cases, the Lord said these words or something similar: “You must observe this day throughout your generations as a statute forever” (Ex 12:17). I know that Jesus ushered in the New Covenant that superseded the Old Covenant, but the words of God here seem unambiguous. Did God not mean what he said here?


It would be wrong to say that we, as Christians, do not observe the solemn Jewish feasts at all. We do more than observe them, we fulfill them. These Old Testament feasts pointed to Christ and are fulfilled by Him.

The clearest example of this is Passover. Christ Jesus is our Passover Lamb and every Easter we solemnly celebrate that Christ our Passover Lamb has been sacrificed, once and for all. We are delivered from death and make our Exodus from the slavery of sin to the glorious freedom of the children of God.
So, we do more than celebrate Passover, in Christ we fulfill it. That is, we partake fully of all that the Passover pointed to. In a certain sense we celebrate it every Sunday, which is a mini-Pasch (or Easter).

As for the Jewish Feast of Pentecost (also called the Feast of Weeks, Harvest or Shavuot), we continue to celebrate that as well. While it was essentially a harvest festival celebrating the end of the wheat harvest, it also commemorated the giving of the Law. As Christians we fulfill this feast in that it celebrates the Law being written in our hearts by the Holy Spirit (not just on stone tablets), and the commissioning of the Church to go forth and bring in a mighty harvest.

Another major Jewish feast is Yom Kippur, the day of Atonement. But here too, what they looked to and longed for, has been fulfilled (not set aside) in Christ who atones for our sins, not just once a year, but once and for all, and this mercy is available every day.

Irenaeus of Lyon speaks of these foreshadowings and their fulfillment in Christ.

God kept calling them to what was primary by means of what was secondary, that is, through foreshadowings to the reality, through things of time to the things of eternity, through things of the flesh to the things of the spirit, through earthly things to the heavenly things. As he said to Moses: You will fashion all things according to the pattern that you saw on the mountain.

For forty days Moses was engaged in remembering the words of God, the heavenly patterns, the spiritual images, the foreshadowings of what was to come. Saint Paul says: They drank from the rock that followed them, and the rock was Christ. After speaking of the things that are in the law he continues: All these things happened to them as symbols: they were written to instruct us, on whom the end of the ages has come.

Through foreshadowings of the future they were learning reverence for God and perseverance in his service. The law was therefore a school of instruction for them, and a prophecy of what was to come. (Irenaeus of Lyons Adversus Haereses, Lib. 4, 14, 2-3; 15, 1)

And we must also remember the teaching of St. Paul: Therefore let no one judge you by what you eat or drink, or with regard to a feast, a New Moon, or a Sabbath. These are a shadow of the things to come, but the body that casts it belongs to Christ. (Col 2:16-17). He says something similar in Romans 14.

You also present a quote that speaks to the perpetuity of these ancient rites: “You must observe this day throughout your generations as a statute forever” (Ex 12:17). However, the Hebrew word here as “forever” is “olam” which admits of many shades of meaning. It could mean “perpetually,” but it can also mean “a long time or duration.” So, the meaning isn’t as unambiguous as you may think.

Finally, we must not forget that the Apostles was given authority by Christ to bind and loose. Hence, at the First Council of Jerusalem (cf Acts 15) the apostles and priests gathered determined that the whole of the Jewish ceremonial Law and traditional observances did not apply to Gentile converts. Jesus had already set some precedents in this regard when he rendered all foods clean (Mark 7:19) and disregarded some of the stricter Sabbath rules about work.

So, we have a threefold teaching. First, we are doing more than observing the ancient feasts, we are fulfilling them in Christ. Secondly the word “olam” does not necessarily mean “forever.” And third, that the Church, which now includes Gentiles, has the authority to regulate such observances and discern with Christ what binds from the Old Testament and what no longer applies, or what is fulfilled in a richer way.

The feast of the shavuot is here. Jesus is the Way, the Truth and the Life! Once again, his revelation on the Sinai is made present.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

«Maria, Mãe da Igreja e Advogada dos fiéis» por S. Paulo VI na Exortação apostólica «Signum magnum»

Extraído da Exortação apostólica «SIGNUM MAGNUM»
de São Paulo 
VI consagrada ao culto da Virgem Maria, 
Mae da Igreja e modelo de todas as virtudes

O «sinal grandioso» que o Apóstolo S. João viu no Céu: «uma Mulher revestida com o sol» (cfr. Apoc 12,1), não sem fundamento o interpreta a Sagrada Liturgia como referindo-se à Santíssima Virgem Maria, Mãe de todos os homens pela graça de Cristo Redentor. (...)

Aproveitando a ocasião das cerimónias religiosas que têm lugar nestes dias em Fátima (Portugal) em honra da Virgem Mãe de Deus, onde Ela é venerada por numerosas multidões de fiéis, pelo seu coração «maternal e compassivo», desejamos mais uma vez chamar a atenção de todos os filhos da Igreja para o inseparável nexo tão amplamente ilustrado na Constituição Dogmática «Lumen Gentium», existente entre a maternidade espiritual de Maria e os deveres dos homens remidos para com Ela, como Mãe da Igreja. (...) julgamos fazer algo de grande utilidade para as almas dos fiéis, se nos detivermos a considerar duas verdades muito importantes para a remodelação da vida cristã.

Maria Santíssima, Mãe espiritual perfeita da Igreja

A primeira verdade é esta: Maria é Mãe da Igreja, não só por ser Mãe de Jesus Cristo e sua íntima colaboradora na nova economia da graça, quando o Filho de Deus n’Ela assumiu a natureza humana para libertar o homem do pecado mediante os mistérios da sua carne, mas também porque brilha à comunidade dos eleitos como admirável modelo de virtude.

Depois de ter participado no sacrifício redentor de seu Filho, e de maneira tão íntima que mereceu ser por Ele proclamada Mãe não somente do discípulo João, mas – seja consentido afirmá-lo – do género humano, por este de algum modo representado, Ela continua agora no Céu a desempenhar a sua função materna de cooperadora no nascimento e desenvolvimento da vida divina em cada alma dos homens remidos.

Maria Mãe espiritual mediante a sua intercessão junto do Filho

Mas de que modo coopera Maria no crescimento da vida da graça nos membros do Corpo Místico? Antes de tudo, pela sua oração incessante, inspirada por uma ardentíssima caridade. A Virgem Santa, de facto, gozando embora da contemplação da Santíssima Trindade, não esquece os seus filhos que caminham, como Ela outrora, na peregrinação da fé; pelo contrário, contemplando-os em Deus e conhecendo bem as suas necessidades, em comunhão com Jesus Cristo que está sempre vivo para interceder por nós, deles se constitui Advogada, Auxiliadora, Amparo e Medianeira.

No entanto, a cooperação da Mãe da Igreja no desenvolvimento da vida divina nas almas não consiste apenas na sua intercessão junto do Filho. Ela exerce sobre os homens remidos outra influência importantíssima, a do exemplo, segundo a conhecida máxima: as palavras movem, o exemplo arrasta. Realmente, tal como os ensinamentos dos pais adquirem maior eficácia quando são acompanhados pelo exemplo duma vida conforme às normas da prudência humana e cristã, assim também a suavidade e o encanto das excelsas virtudes da Imaculada Mãe de Deus atraem irresistivelmente as almas para a imitação do divino modelo, Jesus Cristo, de que Ela foi a mais perfeita imagem.

A verdadeira devoção a Maria Santíssima leva à imitação das suas virtudes

Mas nem a graça do divino Redentor nem a poderosa intercessão de sua e nossa Mãe espiritual poderiam conduzir-nos ao porto da salvação, se a tudo isso não correspondesse a nossa perseverante vontade de honrar Jesus Cristo e a Virgem Mãe de Deus com a fiel imitação das suas sublimes virtudes.

É, pois, dever de todos os cristãos imitar religiosamente os exemplos de bondade que lhes deixou a Mãe do Céu. É esta a segunda verdade sobre a qual nos agrada chamar a vossa atenção. É em Maria que os cristãos podem admirar o exemplo que lhes mostra como realizar, com humildade e magnanimidade, a missão que Deus confiou a cada um neste mundo, em ordem à sua eterna salvação e à do próximo.

Uma mensagem de suma utilidade parece chegar hoje aos fiéis da parte d’Aquela que é a Imaculada, a toda santa, a cooperadora do Filho na restauração da vida sobrenatural das almas. A santa contemplação de Maria incita-os, de facto, à oração confiante, à prática da penitência, ao santo temor de Deus, e recorda-lhes com frequência aquelas palavras com que Jesus Cristo anunciava estar perto o reino dos Céus: Arrependei-vos e acreditai no Evangelho, bem como a sua severa advertência: Se não vos arrependerdes, perecereis todos de maneira semelhante.

Convite a renovar a consagração pessoal ao Coração Imaculado de Maria

Comemorando-se este ano o vigésimo quinto aniversário da solene consagração da Igreja a Maria Mãe de Deus e ao seu Coração Imaculado, feita pelo Nosso Predecessor Pio XII no dia 31 de Outubro de 1942, por ocasião da Rádio-Mensagem à Nação Portuguesa – consagração que Nós mesmo renovámos no dia 21 de Novembro de 1964 – exortamos todos os filhos da Igreja a renovar pessoalmente a sua própria consagração ao Coração Imaculado da Mãe da Igreja e a viver este nobilíssimo acto de culto com uma vida cada vez mais conforme à vontade divina, em espírito de serviço filial e devota imitação da sua celeste Rainha.

Família Ulma

  Faz hoje três anos que uma família inteira foi elevada às honras dos altares. A Família Ulma, uma centelha de luz nos anos sombrios da Seg...